Sobre o Namastê

O Namastê é uma saudação oriental que está muito difundida aqui no ocidente.

Mas há um detalhe interessante que eu percebi estes tempos. Existe uma diferença básica em se usar o namastê e sentir o namastê!

Basicamente o que a gente vê são pessoas usando o nasmtê como uma saudação básica, banal até. Sem sentir a verdadeira intenção por trás dele.

Não chega a soar falso, mas fica um pouco estranho de se observar alguém falar namastê e não um obrigado ou gratidão.

Eu penso que o namastê é mais profundo, levemente mais cerimonioso e muito, muito, poderoso pois envolve uma energia toda especial. A energia de considerar o outro. Um respeito profundo pelo outro.

O seu significado mais comum é:

O deus que habita no meu coração, saúda o deus que habita no seu coração!

Então, eu fico pensando, em muitas pessoas que repetem esta expressão no seu dia a dia ou a colocam em mensagens que circulam pela net ou em sites. Será que elas estão realmente sentindo o que a palavra expressa ou estão apenas repetindo algo que acham bonito ou algo que se espera de quem trabalha nesta área meio mística, meio esotérica meio espiritual.

Será que dentro do seu ser há este sentimento de respeito pelo outro ou você só está tentando parecer respeitoso, amoroso ou educado.

Será que dentro de você há um sentimento de amor pelo outro ou você só esta querendo impressionar?

São questões interessantes, importantes.

Eu considero a minha própria experiência com o namastê. Nem sempre eu me sinto a vontade para utilizá-lo, nem sempre eu consigo pronunciar esta palavra com tranquilidade.

As veze eu creio que eu sinto um pouco de vergonha, como se o esperado fosse um muito obrigado ou um agradecido.

E em outras situações o namastê sai de uma forma tranquila, fluída, amorosa.

Mas em ambos os casos o sentimento de respeito está presente, apenas a dúvida de que será entendido pelo outro persiste. Quando a dúvida é grande eu prefiro usar um muito obrigado.

A vergonha eu penso que é pelo uso de uma palavra de outro idioma. Eu gosto bastante do merci beaucoup, do francês, mas uso raramente, muito raramente. Gosto também do grazie, do italiano, mas cai no mesmo caso do merci. Sobra o bom é velho muito obrigado!!!

Acho que parte do sentimento de estranheza com o uso do nasmatê seja mais por algum preconceito referente ao uso de palavras empoadas ou muito ligadas a temas esotéricos. Mas é algo meu mesmo, do tempo que eu trabalhava com informática eu lembro que evitava os termos muito técnicos que deixavam as pessoas meio perdidas. Nunca precisei usar termos técnicos para impressionar ninguém, nunca gostei deste artifício.

Assim, do namastê eu gostaria que ficasse o questionamento individual:

– estou mesmo sentindo o respeito e o amor que a palavra quer expressar?

Cada um deve observar no seu íntimo e ponderar a respeito.

:>

 

 

 

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