Ponderações sobre ser terapeuta

Penso que o trabalho de terapeuta Reiki está perfeitamente associado com o de professor. E a experiência que eu adquiri trabalhando como professor por mais de dez anos está sendo muito bem aproveitada.

Como professor eu ensino não só a teoria e a prática a respeito do Reiki e de outras técnicas complementares, mas principalmente, que cada um de nós tem que desenvolver a responsabilidade por si mesmo. A auto-cura é uma responsabilidade de cada um, habilidade esta que precisa ser estimulada e desenvolvida.

Entrar em contato com um sistema como o Reiki é assumir a responsabilidade pela sua própria vida e é também um entrar em contato consigo mesmo, reativando ligações importantes que a nossa sociedade atual nos leva a desconsiderar.

Tomando emprestado ao Qigong o termo cultivo eu diria que todos nós temos que aprender a Cultivar o Reiki. Esta atividade nos conecta com nosso interior e também nos conecta com todo o Universo, com Deus. E o que há de mais nobre do que retomar uma ligação com o Todo? O que há de mais desejável em nossa jornada na Terra do que redescobrir nossa verdadeira natureza.

Dois pontos importantes que eu já destaquei aqui inúmeras vezes:

  • o terapeuta Reiki não cura ninguém, ele é apenas um canal por onde a energia passa em direção ao cliente. Mesmo que muitas vezes este cliente se sinta compelido a considerar o terapeuta um curador isto precisa ser esclarecido, a correta compreensão precisa ser estimulada, ambos, terapeuta e cliente se beneficiam disto;
  • o Reiki de nível I que eu canalizo quando estou fazendo uma aplicação é o mesmo Reiki, em qualidade, que um reikiano nível I que foi iniciado neste momento em algum lugar do planeta. A mesma qualidade de Reiki, mesmo eu sendo um mestre em diversos sistemas. E isto vai se repetir para o meu Reiki de nível II ou 3A. E isto também precisa ser esclarecido, para que a noção de superioridade seja desfeita, noção esta que prejudica ao cliente e ao terapeuta, pois impede que cada um assuma a sua própria responsabilidade.

Sou uma pessoa idealista, este é um traço marcante em mim. E acredito que o trabalho com estas técnicas de cura complementares pode se beneficiar muito desta qualidade. Em todos os aspectos, não só no ensino.

É interessante este texto estar sendo escrito neste momento, pois ainda ontem eu me questionava a respeito do meu trabalho como terapeuta. Muitas vezes a gente se perde na correria do dia a dia, nas pressões que sofremos, nas auto-avaliações que fazemos. Perdemos um pouco o foco do que é realmente importante.

Não vejo o meu trabalho como algo industrial, como uma linha de produção, alguma coisa do tipo: mais cliente, mais cliente, mais aluno e mais alunos. É certo que eu preciso de uma quantidade de clientes e alunos para me manter, tenho contas a pagar, tenho livros que pretendo ler e gosto de viver, mas de forma alguma eu consigo considerar esta atividade algo comercial, algo que eu faça apenas para ganhar dinheiro. O meu idealismo se manifesta nesta necessidade de um sentido mais profundo. Percebo também que este movimento não é algo isolado, cada vez mais encontramos profissionais capazes de unir o conhecimento e a prática, capazes de uma conexão espiritual necessária e de um praticidade capaz de materializar todo este processo de cura e ao mesmo tempo criar as condições necessárias para se viver com dignidade durante a nossa jornada no planeta.

Ensinar técnicas que permitem que as pessoas se tornem cada vez mais verdadeiras, cada vez mais pessoas é algo realmente motivador e inspirador.

:>

 

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