A Cura Quântica


Neste final de ano de muito calor eu quase não li. Aproveitei mais para rever alguns livros que tenho, buscando passagens interessantes ou que porventura tivessem sido deixadas de lado.

Mas neste final de semana visitando uma livraria encontrei um livro do Deepak Chopra: A Cura Quântica, antigo já o livro, a primeira edição data de 1989.

Cura Quântica

Ainda estou lendo, bem lentamente para não acabar logo!!!

Gostei bastante do livro, da linguagem e também da abordagem sobre o assunto da cura.

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Sobre meditação


A nossa civilização privilegia a mente de tal forma que resta muito pouca coisa para o sentir.

A cultura ocidental se baseia em um ente psíquico muito forte, determinado e ativo que denominamos ego. Desenvolvemos o ego desde que nascemos, nós o fortalecemos e ele usa todo o aparato do ser para se manifestar.

E o ego utiliza a nossa mente para tudo o que necessita. E a utiliza muito bem diga-se de passagem.

Assim a mente e o ego se arvoram donos de todo o nosso ser, impedindo desta forma uma transcendência, impedindo um ir adiante de nossa consciência.

Ouvimos muitos intelectuais e mestres falando em matar o ego.

Primeiro é preciso coloca em perspectiva este matar. Com certeza não é a palavra mais adequada mas talvez seja a que toca com mais profundidade os seres que estão ouvindo neste momento.

Talvez alguns até estejam dizendo mesmo que devemos extirpar o ego. Neste caso eles estão profundamente enganados. O ego faz parte de nossa psiquê, mas ele não é o todo. É apenas mais um estágio. Que a maioria de nós vai ultrapassar em algum ponto.

Assim, é preciso ler corretamente a mensagem que está sendo transmitida. Deixar de lado a ideia de matar realmente o ego e se preparar para trancendê-lo, para ir adiante rumo ao Espirito.

Outro aspecto muito comentado é o silenciar a mente.

É também um aspecto muito mal interpretado, pois confunde-se um resultado, uma consequência, com um objetivo.

A partir do momento em que você coloca o silenciar como um objetivo você começa a se afastar dele. Em outras palavras, você dá mais combustível para ser queimado na fogueira da tentativa.

Silenciar a mente é algo muito complexo. Simples, porém complexo.

A nossa mente é treinada para ser útil. Para cumprir uma tarefa, e ela executa esta tarefa com muito empenho. E os resultados ao longo do tempo mostram isso.

Este empenho se mostra principalmente no volume de pensamentos inúteis que a mente produz, apenas para se justificar. Apenas para se mostrar necessária.

É preciso levar em conta que praticamente tudo em nosso ser é expresso, traduzido, em pensamentos e se manifesta com pensamentos.

Se você sentar para observar a natureza você já está pensando. Observar implica em processar dados, em pensar.

Olhar uma folha que se move com o vento é pensar. Ocorre um trabalho de segundo plano da mente comparando a posição inicial da folha e todas as suas posições subsequentes. Caso isto não ocorra nunca saberíamos que a folha estava em movimento.

E o pior, este processamento sobre a posição da folha ocorre sem que nossa consciência esteja notando.

Podemos no entanto começar a treinar nossa mente para reduzir os pensamentos, e observar a natureza com certeza é uma das formas. Senta e observar as folhas, os pássaros ou as nuvens ajudam muito.

Mas levará muito tempo até o pensamento cessar.

O excesso de pensamentos, o excesso de atividade do ego deixam muito pouco espaço para a consciência. E quanto menos espaço tivermos mais distraídos estaremos, mais robotizados estaremos.

Existe uma forma de quebrar este ciclo: se chama meditação.

E a meditação é algo tão simples, tão prático e ao mesmo tempo tão profundo e ameaçador que a mente, na menor menção da palavra já se levanta e busca uma série de “dificuldades e desculpas” para impedir que isto seja levado adiante.

Meditar é trazer consciência para o seu ser.

Meditar também resulta em silenciar a mente.
Meditar também resulta em transcender o ego.

Observem que escrevi resulta. Ou seja, não é um objetivo que perseguimos, isto é tarefa do ego e da mente, é algo que surge, que se manifesta em algum ponto da prática da meditação.

É importante notar também o quanto a mente e o ego se sentem ameaçados com esta prática. Como se instintivamente eles soubessem que a meditação vai se o fim deles ou que vai reduzir a sua importância e poder.

E, com base nesta premissa, a reação a meditação é muito forte. Objetivos são confundidos com resultados. Métricas impossíveis são estabelecidas. Razões as mais diversas são buscadas para justificar a ineficiência da prática.

Meditação não é algo que se avalie. Meditação é algo que escolhe praticar.

Mas sair da zona de conforto. Escapar das armadilhas da mente é algo que ocorre tanto e com tantas pessoas que surge como desculpa.

Entretanto, comece a meditar. E afaste a mente e o ego.

Qualquer prática serve, qualquer técnica serve. Experimente.

Como sugestão:

  • sente-se confortavelmente em uma cadeira, sofá, ou mesmo no chão;

  • mantenha a coluna reta;

  • inspire pelo nariz até encher o pulmão de ar;

  • abra bem a boca e emita o som OM. Primeiro um Ooooooo bem prolongado e depois vá fechando a boca e fique com o Mmmmmmmm bem grutural, bem rouco;

  • faça isto até esvaziar os pulmões;

  • encha novamente os pulmões de ar e OooooooMmmmmmm;

  • faça isso por 15 minutos.

Experimente!

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Ponderações sobre ser terapeuta


Penso que o trabalho de terapeuta Reiki está perfeitamente associado com o de professor. E a experiência que eu adquiri trabalhando como professor por mais de dez anos está sendo muito bem aproveitada.

Como professor eu ensino não só a teoria e a prática a respeito do Reiki e de outras técnicas complementares, mas principalmente, que cada um de nós tem que desenvolver a responsabilidade por si mesmo. A auto-cura é uma responsabilidade de cada um, habilidade esta que precisa ser estimulada e desenvolvida.

Entrar em contato com um sistema como o Reiki é assumir a responsabilidade pela sua própria vida e é também um entrar em contato consigo mesmo, reativando ligações importantes que a nossa sociedade atual nos leva a desconsiderar.

Tomando emprestado ao Qigong o termo cultivo eu diria que todos nós temos que aprender a Cultivar o Reiki. Esta atividade nos conecta com nosso interior e também nos conecta com todo o Universo, com Deus. E o que há de mais nobre do que retomar uma ligação com o Todo? O que há de mais desejável em nossa jornada na Terra do que redescobrir nossa verdadeira natureza.

Dois pontos importantes que eu já destaquei aqui inúmeras vezes:

  • o terapeuta Reiki não cura ninguém, ele é apenas um canal por onde a energia passa em direção ao cliente. Mesmo que muitas vezes este cliente se sinta compelido a considerar o terapeuta um curador isto precisa ser esclarecido, a correta compreensão precisa ser estimulada, ambos, terapeuta e cliente se beneficiam disto;
  • o Reiki de nível I que eu canalizo quando estou fazendo uma aplicação é o mesmo Reiki, em qualidade, que um reikiano nível I que foi iniciado neste momento em algum lugar do planeta. A mesma qualidade de Reiki, mesmo eu sendo um mestre em diversos sistemas. E isto vai se repetir para o meu Reiki de nível II ou 3A. E isto também precisa ser esclarecido, para que a noção de superioridade seja desfeita, noção esta que prejudica ao cliente e ao terapeuta, pois impede que cada um assuma a sua própria responsabilidade.

Sou uma pessoa idealista, este é um traço marcante em mim. E acredito que o trabalho com estas técnicas de cura complementares pode se beneficiar muito desta qualidade. Em todos os aspectos, não só no ensino.

É interessante este texto estar sendo escrito neste momento, pois ainda ontem eu me questionava a respeito do meu trabalho como terapeuta. Muitas vezes a gente se perde na correria do dia a dia, nas pressões que sofremos, nas auto-avaliações que fazemos. Perdemos um pouco o foco do que é realmente importante.

Não vejo o meu trabalho como algo industrial, como uma linha de produção, alguma coisa do tipo: mais cliente, mais cliente, mais aluno e mais alunos. É certo que eu preciso de uma quantidade de clientes e alunos para me manter, tenho contas a pagar, tenho livros que pretendo ler e gosto de viver, mas de forma alguma eu consigo considerar esta atividade algo comercial, algo que eu faça apenas para ganhar dinheiro. O meu idealismo se manifesta nesta necessidade de um sentido mais profundo. Percebo também que este movimento não é algo isolado, cada vez mais encontramos profissionais capazes de unir o conhecimento e a prática, capazes de uma conexão espiritual necessária e de um praticidade capaz de materializar todo este processo de cura e ao mesmo tempo criar as condições necessárias para se viver com dignidade durante a nossa jornada no planeta.

Ensinar técnicas que permitem que as pessoas se tornem cada vez mais verdadeiras, cada vez mais pessoas é algo realmente motivador e inspirador.

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Reiki e Qigong


O Reiki e o Qigong, ou Chi Kung, possuem princípios muito semelhantes. O Qigong por ser mais antigo oferece uma amplitude maior de conteúdo e aplicações enquanto o Reiki oferece uma simplicidade e uma praticidade muito maiores. O mestre Mikao Usui com toda certeza conhecia o Cultivo do Qi e seus benefícios.

Apenas como exemplo o Qigong possui uma prática de cura que é ensinada apenas no seu último nível, o qual exige uma grande dedicação, é a fase de transmissão do Qi. Do lado do Reiki após uma iniciação o novo reikiano já pode, com certos cuidados, oferecer o Reiki para outras pessoas.

O Qi não é só energia, mas também o princípio fundamental do Universo. Na verdade, o Qigong não é só um exercício físico, ele também pode se tornar uma maneira transcendente de ser.”

Roger Jahnke

O Qigong é antigo, milenar, permeia uma das culturas mais antigas do planeta, a chinesa, e se espalhou por outras tantas.

Os mestres prestam auxílio sem esforço.

Eles faze o trabalho e depois relaxam

sem esperar nem forçar qualquer resultado.

Portanto, a influência deles é eterna.

– Lao Zi, Dao de Jing, nº 2

Neste pequeno poema está contido um dos pontos mais importantes do Reiki: o reikiano é apenas um canal, não influenciando de forma alguma a energia que oferece.

Roger Jahnke fala:

– os efeitos da transmissão do Qi, que ajudam os outros mas não esgotam você, atuam por meio de um ou mais de um dos seguintes caminhos:

a) o Qi Universal atravessa você como um canal para outra pessoa ou pessoas;

b) o Qi dos outros é equilibrado e organizado em razão da sua influência harmonizadora;

c) o Qi de cura do universo verte-se diretamente no campo de uma pessoa ou de diversas pessoas em razão da sua prática intencional.

As similaridades com o envio de Reiki a distância são enormes. Na letra a temos o ponto de contato mais comum, a atuação do canal. Na letra b temos a influência que um reikiano exerce sobre o ambiente a sua volta, inspirando e harmonizando a medida que o Reiki flui e no caso três, letra c, temos uma pequena diferença, neste caso cultivar o Qi promove a sua atuação sobre outras pessoas sem passar pelo praticante, neste caso o Reiki não possui uma afinidade, pois a energia do Reiki sempre passa pelo reikiano.

No livro: Fórmula para absorção da energia primordial, mestre Youzhen escreve:

para desdobra o próprio Qi para curar uma pessoa doente é preciso examinar, primeiro, em que ponto dos órgãos, Zang Fu, o problema está enraizado e depois ingerir o Qi pela boca e colocá-lo no corpo do paciente. O paciente encara o mestre de Qi, mas antes de receber a infusão precisa acalmar amente e purificar os pensamentos. Depois da infusão o paciente deve engolir o Qi, assim são expelidos os demônios e as forças do mal e o Qi ruim é erradicado para sempre.”

– pág: 173

Este exemplo de técnica de cura com o Qi é muito conhecido dos reikianos. O Koki-ho *, ou técnica do sopro, que consiste em inalar o ar e levá-lo até a região do tanden, próximo ao umbigo, e depois soprar em direção ao paciente.

No caso do Qigong, os demônios mencionados nada mais são do que desequilíbrios emocionais, forças do mal são os calores excessivos e a umidade que causam doenças já o Qi ruim pode ser um resfriado, ou mesmo um Qi desequilibrado que se acumula em alguma parte do corpo.

O Reiki trouxe uma simplicidade e praticidade muito maiores do que o Cultivo do Qigong, mas há muito para se aprender com o Qigong, suas técnicas e seus ensinamentos.

Unir estas duas vertentes é sempre mais produtivo.

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A promessa de Cura do Qi. Roger Jahnke.

* Reiki Sistema Tradicional Japonês. Johnny De´Carli.

Prana e respiração


 Prana é uma palavra em sânscrito que significa “sopro de vida”.

 Um detalhe interessante a ser observado a respeito da nossa respiração e que pode passar meio despercebido é que:

 – o oxigênio não é prana.

 O Prana está dentro do ar, do oxigênio, que respiramos mas ele não é o oxigênio.

 Tem lugares onde o prana é mais intenso, mais concentrado e de melhor qualidade e tem outros locais onde ocorre o contrário, locais com uma natureza mais preservada são mais indicados do que centros urbanos.

 Respirar, fazer alguma atividade física ou correr em locais poluídos além de prejudicar sua saúde impede a absorção correta do prana, ou seja, gasta-se energia vital e não a repomos em quantidade e qualidade suficiente.

 Sem o prana nosso corpo adoece e morre.

 Não basta apenas observar s sua respiração, precisamos estar atentos ao local onde estamos respirando.

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Reiki e outras técnicas


O trabalho que desenvolvo como terapeuta incluí não apenas o Reiki mas outras técnicas reconhecidas que podem facilitar o trabalho de cura.

Apesar de todo o alcance e da simplicidade do Reiki seria querer demais alocar a esta técnica a responsabilidade pela resolução de todos os problemas de todos os clientes. Apesar disto ser possível eu não considero viável. Qual a razão? Creio que cada um de nós tem uma determinada necessidade em um determinado momento e isto pode ser melhor trabalhado com uma técnica específica.

Penso também que o Reiki é uma técnica de base, ou seja, ele vai trabalhar a pessoa para que ela tenha condições de manifestar uma determinada mudança em sua vida. Este trabalho é executado pelo contínuo fluxo de energia que é propiciado pela iniciação. A partir do momento em que me torno reikiano começa a fluir em todo o meu sistema energético um quantum de energia que vai me recuperar em um primeiro momento, me equilibrar em um segundo e propiciar um excedente de energia em um terceiro momento, excedente este que será usado nas mudanças e transformações que minha consciência deseja.

O tempo entre estes momentos é muito variável, depende de cada pessoa, mas ele se manifesta. Observar esta manifestação é mais produtivo do que se cobrar por ela ser rápida ou lenta.

A partir do momento que começo a minha busca por crescimento, auto-conhecimento, outras técnicas acabam por suprir lacunas, acelerar o processo ou mesmo a oferecer uma resposta mais adequada a cada um. O Reiki continuará presente e oferecendo a base de energia necessária.

Sem energia não conseguimos fazer nada, obter esta energia de outras pessoas pode ser útil em momentos pontuais, mas apenas isto, precisamos desenvolver uma forma autônoma de obter esta energia para usar em nosso processo de crescimento, sem depender de outros, sem terceirizar!

Assumir a responsabilidade por nossa própria vida é algo que exige energia, caso contrário permanece apenas no imaginário, apenas em planos que nunca se materializam.

Vou comentar em posts subsequentes sobre EFT, Ho´oponopono e Tarô. Três técnica rápidas, prática e interessantes para incorporarmos em nosso dia a dia. Estas três técnicas oferecem um impulso muito grande em direção ao nosso auto-conhecimento e oferecem resultados muito rápidos. Das três o Tarô é que demanda mais disciplina no aprendizado, mas isto é totalmente recompensado.

Esta capacidade de integração do Reiki com outras técnicas nos mostra o quanto ele é versátil e abrangente e não impõe nenhuma forma de restrição a quem se resolve utilizá-lo.