Opostos


Assim, supomos que a vida seria perfeitamente desfrutável se simplesmente pudéssemos erradicar todos os pólos negativos e indesejados dos pares de opostos. Se pudéssemos vencer a dor, o mal, a morte, o sofrimento, a doença, de modo que a bondade, a a vida, a alegria e a saúde prevalecessem – isso, na verdade, seria uma vida boa, e de fato essa é exatamente a ideia que muitas pessoas tem do Paraíso. O Paraíso passou a significar, não uma transcendência de todos os opostos, mas o local onde todas as metades positivas dos pares de opostos estão acumuladas, enquanto que o Inferno é o local onde estão agrupadas todas as metades negativas: dor, sofrimento, tormento, ansiedade e doença.

Este objetivo de isolar os opostos e depois se fixar nas metades positivas, ou buscá-las, parece ser uma característica distintiva da civilização ocidental progressista – sua religião, sua medicina, sua indústria. Afinal, o progresso é apenas o progresso em direção ao positivo e para longe do negativo. No entanto, apesar dos óbvios confortos da medicina e da agricultura, não há a menor evidência de que, depois de séculos de enfase nos positivos e de tentativas de eliminar os negativos, a humanidade seja mais feliz, mais satisfeita, ou que esteja mais em paz consigo mesma. Na realidade, a evidência disponível sugere exatamente o contrário: esta é a “era da ansiedade”, do choque do futuro, da frustração e da alienação epidêmica, do enfado em meio à riqueza e da falta de significado em meio a fartura.

Fonte: A Consciência sem Fronteira, Ken Wilber, página 37-38.

Penso que Wilber resume de forma muito prática neste texto o momento que o ser humano vive. O livro é de 1979 mas parece que muito pouco mudou nos dias atuais.

O que vemos são as pessoas querendo insistentemente, continuamente, de todas as formas possíveis e imaginárias elimina o lado negativo de suas vidas. Afastar as dificuldades e o sofrimento. Com ose realmente, realmente, fosse possível conseguir este intento.

As vezes eu me pergunto por quanto tempo ainda vamos tentar fazer isto, eliminar o lado negativo da vida, quanta energia vamos dispender sem que algo de concreto ocorra.

Penso também que para a imensa maioria de nós o integrar e o transcender sejam questões muito, mas muito distantes do dia a dia e da realidade. Pensar nestes dois pontos já é algo complicado, buscá-los então se torna muito complexo.

O interessante é que a complexidade está mais na mente e no pensamento a respeito do que na prática!

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Cores


Cromoterapia é uma técnica muito interessante, com muita aplicações no âmbito terapêutico e também no dia a dia a medida que passamos a observar as cores que usamos nas nossas vestimentas.

O espectro de cores disponíveis e visíveis para o olho humano é bem amplo, entretanto, algumas cores foram selecionadas e seu uso estudado pela Cromoterapia.

As cores mais comuns são o verde, amarelo, azul, branco, preto, laranja, vermelho e violeta.

A cromoterapia é uma técnica que usa as cores para promover a cura, harmonização e para restaurar o equilíbrio do ser.

O terapeuta que usa a Cromoterapia detecta alguma disfunção e aplica só a cor apropriada para sanar o problema.

As cores atuam sobre o corpo físico e sobre o nosso corpo energético. A forma pela qual esta energia nos beneficia é que a energia associada a cor é absorvida pelo nosso sistema de chakras.

Nos atendimentos com Reiki é muito comum a visualização, tanto por parte do reikiano como por parte do cliente, de cores durante a aplicação.

A energia do Reiki em essência não tem uma cor específica, ela se manifesta de acordo com a posição que estamos aplicando e também de acordo com a necessidade do cliente.

Um outro aspecto sobre as cores que me chama a atenção diz respeito a implicância, para não dizer preconceito me relação a algumas cores. É, antes de tudo, uma questão cultural. No Ocidente temos o costume de associar cores escuras com o mal e as claras com o bem.

Para ilustrar um pouco mais temos o exemplo do Japão, onde o Branco é associado com o luto, com o momento da morte, da passagem, já no Ocidente a cor do luto é o Branco.

Estou consciente que viver em uma determinada cultura implica em ser observado, analisado e julgado por esta mesma cultura. Mas ao longo do tempo o ser humano também demonstrou uma tendência a contestar e a se rebelar contra estas regras. Ao mesmo tempo que a cultura se encarrega de disseminar a sua própria visão independente da vontade dos seres. Prova disto é que em muitos filmes japoneses pode-se observa a influência da cultura Ocidental e o uso do preto em funerais e situações ligadas a morte. Cultura de Hollywood dirão alguns. Mas é uma tendência, silenciosa muitas vezes mas inexorável.

Eu gosto bastante do preto. No meu dia a dia uso constantemente esta cor, seja em camisetas como em calças e sapatos. Como trabalho com terapia percebo claramente o impacto que isto produz nas pessoas. Começando pela total despreocupação e indo até o ponto em que me cobram o uso de cores ditas mais espiritualizadas, como o branco.

Uso o branco também, mas prefiro, me sinto melhor com cores mais sóbrias. Já tentei usar tons de vermelho, azul, verde ou mesmo amarelo, mas sempre em tons mais escuros, mas não me adaptei bem.

Some-se a isto uma certa dificuldade em encontrar e combinar roupas. Nem sempre, bem raramente na verdade, encontro uma camiseta na cor que eu gosto!!

Particularmente não me incomoda esta implicância com o preto, mas acho engraçado observar a reação das pessoas. Não sei se já cheguei a perder clientes por conta disto, mas talvez tenha acontecido.

Para este ano que se inicia tenho três camisetas novas…. e as três são pretas!!

As vezes me observando em um espelho ou olhando o meu reflexo em vitrines penso que uma camiseta preta e uma calça preta oferece uma imagem muito austera, muito rígida, mas acredito que serve também para equilibrar meu temperamento extrovertido.

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Manifestar


Manifestar, criar, materializar, co-criar, são alguns dos termos que ouvimos bastante nos últimos tempos. Filmes como O Segredo, técnicas de PNL, afirmações, meditações, são algumas das técnicas usadas.

Algumas vezes isto funciona, algumas vezes não.

Mas vamos fazer um breve exercício:

– pare um pouco seu pensamento, respire profundamente algumas vezes, agora siga o que vou escrever abaixo, procure se focar, evite distrações. É rápido e fácil.

1, comece observando seu corpo. Olhe para ele atentamente, observe-o, como você é, o que você tem de belo e de feio, o que você gosta e o que você não gosta, se tem alguma dor, algum problema físico, alguma doença…

Observe, não julgue, não questione.

2. observe suas roupas, os acessórios que você usa, lembre das opções que você tem no seu guarda-roupas;

3. observe o local onde você vive, mora. A casa, o apartamento, o bangalô ou o quarto de pensão…

4. observe seu carro, se você tem um ou não, se é velho ou novo;

5. olhe agora para a sua família, seus entes queridos, sua esposa, sua namorada, seus amigos, seus relacionamentos;

6. observe a sua profissão, ou a falta de uma profissão definida, olhe seu emprego, seu patrão, ou a falta dele, a empresa para qual você trabalha, observe quanto tempo você trabalha, sua remuneração, sua recompensa pela atividade que executa, sua satisfação;

7. lembre-se da sua formação, dos cursos que fez, das faculdades, das universidades que frequentou, ou de tudo o que não fez;

8. observe a sua religião, a sua crença, as coisas que você acredita no âmbito espiritual, religioso, observe coo você manifesta isto no seu dia a dia, com devoção, com fervor ou distraidamente, sem dar muita importância.

Bom, acho que é o suficiente.

Perceba perincipalmente que pedi para você observar, para evitar o julgamento, não pedi para justificar ou buscar saídas e alternativas. Não pedi para pensar no que você poderia ter, ou no que poderia fazer. Isto é muito importante.

Primeira e mais importante conclusão:

– tudo o que você observou é fruto do seu ser, é fruto da sua consciência, da sua vontade. Tudo o que você observou é fruto do que você realmente deseja.

Ou seja, tudo o que você tem na sua vida no presente momento é resultado da sua vida e é responsabilidade única e exclusiva de você mesmo.

Tudo o que está materializado na sua vida é de sua própria responsabilidade.

Não tente justificar usando os argumentos comuns:

  • meu pai não deixou;

  • meu marido não permite;

  • meus filhs não me dão tempo;

  • a sociedade me limitou;

  • não pude estudar;

  • não tinha dinheiro;

  • não sabia, ….

  • etc, etc.

Não há desculpas.

A vida que você tem hoje é fruto de anos e anos de trabalho, de pensar, de querer.

E tudo o que você tem na sua vida hoje, de bom e de ruim, é porque você assim o desejou. É porque você investiu sua energia nisto, é o que você verdadeiramente buscou.

Não tente dar desculpas. Elas verdadeiramente são apenas isto desculpas.

Também não há razão para lamentação, choro ou ranger de dentes. Muito menos para dizer que eu estou equivocado, que eu não sei de nada.

Esta atitude é uma daquelas que você tem usado ao longo da sua vida para criar exatamente o que você tem hoje.

Pergunta:

Luis, você está dizendo que:

– se não tenho dinheiro nem para o ônibus é minha responsabilidade?

Sim.

– se estou desempregado e desesperado é minha responsabilidade?

Sim.

– se não consigo um companheiro e vivo sozinho é minha responsabilidade?

Sim.

– Se estou em um cruzeiro pelas ilhas gregas é minha responsabilidade?

Sim.

– Se estou passeando em um Camaro amarelo é minha responsabilidade?

Sim.

– se estou com câncer é minha responsabilidade?

Sim.

– se não preciso trabalhar e posso viver a vida sem preocupações é minha responsabilidade?

Sim.

Tudo, tudo o de bom e de ruim, que está presente na sua vida hoje é sua responsabilidade?

E eu diria mais….. deu um trabalho imenso para manifestar isto.

Argumentos básicos:

– quem seria louco para desejar ter um câncer?

– quem, em sã consciência, iria manifestar a pobreza e a doença em sua vida?

– quem iria desejar e trabalhar para ter dificuldades ou sofrer?

Resposta:

– todos nós ou qualquer um de nós!

Simples assim.

Tão simples e tão fácil de modificar que preferimos nem pensar no assunto.

Afinal, a desculpa de que deve ter algumas razão obscura e poderosa, muito mais poderosa do que nós, por trás de tudo o que nos ocorre é mais aceitável, é mais conveniente.

O que precisamos tomar consciência é que nem tudo o que pensamos tem realmente algum poder, alguma vontade inserida.

Precisamos atentar para o fato que perdemos tempo desejando tantas coisas sem que façamos qualquer esforço para materializá-las.

Precisamos urgentemente sair deste sono profundo, onde apenas sonhamos, sonhamos e sonhamos coisas.

Precisamos urgentemente saber que há em todos nós, seres humanos, um aspecto consciente e um aspecto inconsciente.

E mais, principalmente que este aspecto inconsciente é muito, mas muito mais poderoso do que imaginamos ou queremos.

Somos racionais… mas somos preguiçosos.

É óbvio, é claro, é racional, que ninguém deseja ficar doente conscientemente. Mas então por que ficamos?

É óbvio, é claro, é racional, que ninguém deseja passar por qualquer tipo de privação ou dificuldade conscientemente.

Mas então por que ficamos?

Resposta:

– porque estamos dormindo, sonhando, presos em um mar de ilusões.

As coisas que estão presentes em nossa vida hoje foram aquelas que realmente desejamos manifestar.

Aceite isto. E comece a buscar agora mesmo uma forma diferente de ser e de pensar que seja capaz de manifestar estas coisas diferentes na sua vida.

Outro ponto importante a ser observado é que nossa vontade é fraca.

Queremos mais, muito mais, gozar o resultado do que fazer aquilo que é necessário para obter o objeto de nosso desejo.

A parcela de nosso ser que está consciente no dia a dia é muito pequena, incapaz de discernir corretamente a respeito de nossa vida.

Quantos de nós queremos um carro novo, uma casa nova, um relacionamento mais prazeroso?

Mas quantos de nós fazem o que precisa para isto se manifestar?

Sem falar que alguns conseguem manifestar e depois não sabem o que fazer. Histórias sobre pessoas que ganharam milhões de reais, fortunas, heranças e que desperdiçaram tudo são inúmeras. História de pessoas que conquistaram algo de muito importante em suas profissões e depois destruíram suas vidas são inúmeras.

Mas então, resumido um pouco, o que fazer para manifestar coisas importantes e diferentes em nossas vidas?

A resposta depende mais de sabermos se queremos realmente algo assim do que em procurar alguma técnica capaz de resolver o problema.

Será que queremos algo diferente em nossas vidas do que aquilo que temos hoje. Por mais que isto seja ruim, doloroso e difícil.

Eu digo que a maioria não quer.

E não há nenhum pessimismo nisto, nenhum viés negativo.

Cada um de nós quer exatamente o que tem hoje me sua vida.

Esta é a experiência que nossa alma verdadeiramente deseja para nós.

Por mais que isto possa ser bom ou ruim.

O nosso aspecto racional pode concordar ou não com isto. Pode se rebelar, se debater, gritar, seja o que for. Principalmente este nosso racional dorminhoco, fraco, frágil….

Não vai mudar nada.

O que fazer para modificar a nossa vida atual.

Depende.

Novamente, você quer mesmo modificar?

Talvez os poucos bravos que estão lendo até este ponto do texto sejam alguns que querem, talvez não, talvez estejam lendo apenas porque começaram, talvez estejam lendo porque querem encontrar motivos e justificativas.

Se já surgiu em sua vida um desejo de buscar algo diferente procure questionar ele. Quão forte é? Quanto de ilusão este desejo carrega? Estou mesmo disposto a iniciar uma jornada de auto-conhecimento? Estou mesmo disposto a sair da minha letargia, do meu sono, da minha zona de conforto.

Não faça nada, absolutamente nada, enquanto não ponderar a respeito destas questões.

Pois pequenas ações darão início a grandes e irreversíveis transformações na sua vida.

Pequenas doses de consciência levarão você por mares nunca dantes navegados, por caminhos jamais sonhados.

As descobertas que você irá empreender vão lhe mostrar com quantas ilusões a sua vida é feita. Perder as ilusões pode ser dolorido, muito dolorido mesmo.

Perder as ilusões pode levar você a um estado de profunda depressão, pode lhe sugar a vontade de viver. Mas ao final vai lhe trazer algo muito importante e inestimável: você mesmo. Real, verdadeiro, feliz.

Se você não se assustou com os argumentos acima questione-se, questione-se bem profundamente, para verificar se você tem realmente consciência do que está pensando.

Este questionamento vai lhe dizer se esta sua iniciativa não é apenas mais uma, não é igual a tantas outras que você tem e que não consegue manifestar em sua vida.

O prêmio final vale a pena. Mas o esforço necessário será tão grande quanto este prêmio.

O mais engraçado de tudo é que este esforço tão grande que falo, esta vontade tão forte que menciono, não são assim tão importantes ou difíceis de se manifestar. O que é realmente complicado é a ilusão da dificuldade.

Mas isto você só vai descobrir quando resolver trilhar este caminho.

Quando resolver acordar.

:-)

Reiki – quantitativo e qualitativo


As iniciações do Reiki promovem mudanças no sistema energético do ser humano. Cada iniciação oferece dois tipos de mudanças, que vai culminar no nível 3A, considerando o sistema Usui Tibetano.

Podemos falar destas mudanças em dois termos:

  • mudanças quantitativas;

  • mudanças qualitativas.

Estas mudanças permitem que o reikiano ofereça a energia do Reiki primeiramente para si mesmo e pessoas próximas como esposa, filhos e amigos próximos, no nível I. Depois para outras pessoas em qualquer época e qualquer local, nível II. Finalizando com a capacidade de atuar no aspecto espiritual e para grupos de pessoas, nível 3A. O último nível, o 3B, permite que o reikiano se torne um mestre em Reiki e faça iniciações, ou seja, torne outras pessoas reikianas.

Bambu do Reiki

As mudanças quantitativas e qualitativas estão interligadas mas uma não impede que a outra se desenvolva. Vamos começar falando das mudanças quantitativas.

Aumentos quantitativos dizem respeito a capacidade cada vez maior do reikiano canalizar a energia Reiki. No desenho acima, figura A, observe que a mudança do nível do reikiano faz com que o diâmetro do círculo aumente, ou seja, o círculo do nível II é maior do que o do nível I.

A mudança quantitativa diz respeito a um incremento na quantidade de energia que o reikiano é capaz de canalizar. A iniciação do nível II produz este aumento mas não apenas a iniciação oferece isto. Um reikiano nível I com muitos anos de prática pode por si só obter este aumento de quantidade.

A quantidade de energia canalizada em cada nível do reikiano depende de vários fatores. Não há uma constante, ou seja, não podemos dizer que todo reikiano nível I irá canalizar a mesma quantidade de Reiki.

Qual a razão da diferença de quantidade de energia Reiki canalizada por reikianos de mesmo nível e mesmo tempo de iniciação?

São várias as razões:

  • cada um de nós é uma pessoa diferente;

  • cada um de nós é uma pessoa que se desenvolve em um ritmo diferente;

  • cada um de nós tem uma história de vida particular;

  • mesmo pessoas com idades e formações semelhantes se desenvolvem de forma diferente;

  • cada um de nós tem um foco diverso na vida;

  • a medida que vamos crescendo aprendemos a trabalhar com energia de forma diversa uns dos outros;

  • a força de vontade, determinação e a disciplina variam muito de pessoa para pessoa;

  • os traumas, bloqueios, dificuldades e forma de encarar estes momentos variam muito de pessoa para pessoa;

  • momento psicológico de cada um é diferente.

Estes são alguns dos fatores que influenciam a capacidade de cada reikiano canalizar a energia do Reiki. Nenhum deles é rígido, com vontade e determinação pode ser superado, mas cada um sabe o quanto quer investir no seu próprio crescimento.

Podemos dizer com toda a certeza que ter uma capacidade menor do que outro reikiano não é algo comprometedor ou digno de vergonha. Pelo contrário, iniciar uma jornada de crescimento, seja com o Reiki ou com outra técnica, pensando apenas em ser mais, em superar o outro não é algo desejável.

Bambu do Reiki - 2

A capacidade de canalizar energia Reiki pode ser vista como o interior de um bambu, podemos usar a analogia desta planta ao pensarmos sobre o desenvolvimento do reikiano. Um texto interessante pode ser lido aqui.

Assim, após a iniciação, cada um dos novos reikianos começa a sua jornada no desenvolvimento de usa própria e particular capacidade de canalizar energia do Reiki.

Observando a figura B, acima, podemos observar que dois reikianos que fizeram a iniciação em um mesmo momento possuem capacidades diferentes de canalizar Reiki de nível I.

Pode-se dizer que o reikiano da esquerda possui bem mais bloqueios do que o da direita. Isto é representado pela área mais escura dentro do círculo, que é visivelmente menor. Esta diferença é fruto do que expliquei acima, com a listagem de fatores.

A medida em que damos continuidade a nossa jornada, buscando o crescimento pessoal, nos desenvolvendo dentro da técnica vamos eliminando os bloqueios que ainda temos como canais de Reiki, vamos melhorando como reikianos e nos tornando capazes de canalizar ainda mais energia.

As iniciações, nos demais níveis do Reiki, a prática, bem como a incorporação outros sistemas, vão promover também a purificação do canal, ou seja, a eliminação dos bloqueios. O que é muito desejável.

Por outro lado, temos o aspecto qualitativo. A cada nível do Reiki está associado uma qualidade de energia que será canalizada.

Na figura A podemos observar esta mudança de qualidade. A cada novo nível que incorporamos uma alteração na qualidade se manifesta:

  • um reikiano nível I irá canalizar energia vital, física;

  • um reikiano nível II irá canalizar energia de nível I e terá o acréscimo da qualidade de energia do aspecto emocional e também do aspecto mental;

  • um reikiano de nível 3A poderá canalizar além das qualidades citadas anteriormente um outro aspecto chamado de espiritual.

Ao final do ciclo básico de iniciações o reikiano estará apto para canalizar energia Reiki capaz de atender todos as facetas do ser humano: físico, emocional, mental e espiritual.

É preciso se observar alguns pontos importantes:

  1. por mais que o reikiano se desenvolva ele irá apenas canalizar mais energia, quantidade, dentro do seu próprio nível. Um reikiano nível I não poderá chegar as qualidades emocional ou mental;

  2. a qualidade da energia canalizada é sempre igual, independente do tempo e do nível do reikiano. Por exemplo, um mestre em Reiki, nível 3B, irá canalizar a mesma qualidade de energia vital, física, de um reikiano nível I. O que vai diferir é a quantidade, um mestre em Reiki tem uma capacidade de canalizar muito mais energia vital do que um reikiano nível I, mas apenas isto, pois a qualidade da energia, ser do nível I, é a mesma para ambos;

  3. diferenças na quantidade de energia Reiki canalizada influencia apenas o tempo de aplicação. Um reikiano de nível I passa mais tempo em uma determinada posição de aplicação que um reikiano nível II. Mas os dois canalizam a mesma qualidade, energia física;

  4. diferenças na qualidade da energia são fundamentais no resultado da aplicação. A medida em que avança, incorporando novos níveis, o reikiano pode oferecer um tratamento mais amplo com a energia do Reiki, atuando em níveis mais elevados;

  5. não existe diferença entre as iniciações de Reiki feitas por mestres diferentes em termos de resultado final, ou seja do reikiano que se forma. O que existe são vivências e percepções diversas advindas das formações e crenças de mestres diferentes. Um reikiano de nível I iniciado por dois mestres diferentes terá a capacidade particular de canalizar energia Reiki de nível I, por exemplo. Mas será a mesma qualidade, embora a quantidade possa variar conforme os itens mencionados anteriormente.

Então temos aqui explicado estes dois aspectos da energia do Reiki, que muitas vezes não é percebida pelos reikianos da forma apropriada.

Esta concepção é fruto de estudo e de observações práticas ao longo de muitos anos de tratamentos e de iniciações, lidando e observando com reikianos de vários níveis e origens.

Sobre Aceitação


O tema da aceitação é sempre recorrente seja em sessões de terapia ou em conversas sobre autoconhecimento.

Há tantas coisas para serem aceitas…… algumas de forma global como o corpo e a mente, a vida… outras mais específicas, como a cor do cabelo, a casa onde moramos, a família.

Pensar em aceitar algo significa que discordamos daquilo que queremos aceitar.

No processo de tentar aceitar perdemos tempo e energia, sendo que na maioria das vezes não chegamos a nenhum lugar.

Muitas vezes nos conformamos com a situação, o que não é muito interessante.

Remoer internamente uma situação que não nos agrada também é bem comum.

Muitas vezes tentamos uma auto-hipnose. Repetimos pra nós mesmo, até a exaustão, uma afirmação capaz de nos fazer concordar com alguma coisa.

Talvez a prática mais comum seja algo parecido como uma autodeterminação: se não há como mudar então eu preciso aceitar.

São tantas as formas que eu poderia listar que com certeza iria esquecer de um exemplo ou outro. Cada um sabe, internamente, que coisas, situações, fatos, precisam ser aceitos. Cada um de nós consegue olhar para si mesmo e observar o que precisa ser aceito.

Um detalhe importante sobre a aceitação é que ela não surge do conflito.

Não adianta brigar com a questão.

Não posso mudar a cor dos meus olhos por mais que eu lute com isto, nasci com olhos castanhos e por mais que eu queira ter olhos azuis não conseguirei. [bem, talvez um transplante resolva :>]

Mesmo quando o que eu não aceito se manifesta através de uma forma de pensar é complicado mudar. Exige empenho, determinação, disciplina, luta enfim, conflito.

Do conflito surge apenas a perda de energia, de tempo, de vontade. Ganha-se apenas a frustração, a desilusão.

E então, existe uma forma de se aceitar as coisas?

Aceitação existe realmente?

Vou conseguir resolver estes conflitos todos?

Resposta:

– Sim. A aceitação existe e é possível.

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Bom, agora que eu disse que é possível eu preciso explicar como obter isto: aceitação.

Na verdade a forma de se obter a aceitação é bem simples. Implementá-la é que exige um certo empenho e esforço. Não no sentido de conflito mas de aprendizagem.

Vejamos.

Se você quer aceitar algo em sua vida, no seu corpo, na sua mente, na sua maneira de viver, de ver a vida, de se relacionar com os outros, você só tem um caminho real para obter isto.

A única forma de aceitar algo é entender este algo.

O entendimento é que promove a aceitação.

E aqui está a dificuldade do processo. Entender. Na maioria das vezes não conseguimos entender e, em consequência, não aceitamos.

Este entendimento não é algo simples, na verdade na maioria das vezes exige um crescimento interior imenso.

Mas o mais importante:

– para que eu consiga entender algo vou precisar aprender conceitos novos, vou ter que abandonar formas antigas e tradicionais de pensar, vou ter que trocar de religião, vou ter que trocar de sistema de crença, vou ter que ampliar meus horizontes, vou ter que deixar conceitos arcaicos que estão enraizados em meu ser, vou ter que olhar para a minha forma de ver a vida e identificar nela o que está ultrapassado, o que não me serve mais, aquilo que está impedindo a aceitação.

Neste ponto outras perguntas surgem:

– você quer mesmo aceitar algo em sua vida?

– Está realmente disposto a enfrentar os bloqueios e ser sincero com você mesmo?

– Para encontrar a aceitação que tanto deseja você está disposto a mudar a sua forma de ser?

São perguntas difíceis, que exigem uma profunda reflexão.

Na maioria das vezes eu observo que as pessoas preferem voltar para a boa e velha mania de reclamar que não aceita isto, que não aceita aquilo. É mais fácil, é com toda a certeza mais confortável.

Desta forma muitos daqueles que falam tanto em aceitação não estão na verdade dispostos a buscá-la, preferem antes uma desculpa do que enfrentar as mudanças necessárias.

O simples questionamento sobre a cor dos olhos nos oferece uma perspectiva interessante sobre a questão da aceitação.

Tomemos então o seguinte exemplo:

– não gosto da cor dos meus olhos, que são castanhos. Prefiro, sempre gostei, desde que me lembro de olhos azuis.

Então, não consigo aceitar esta questão. Não consigo gostar de mim, não consigo me olhar com amor ao espelho, perco meu tempo inúmeras vezes pensando em como eu gostaria mais de mim se tivesse olhos azuis.

Como eu faço para entender isto e aceitar a cor dos meus olhos em consequência. Sem conflito, sem perda de energia, sem revolta.

O primeiro passo é pesquisar e entender um pouco de genética. Qual a cor dos olhos dos meus pais, como eu recebi esta carga genética que determinou a cor dos meus olhos.

Depois vou precisar estudar a história da minha família, entender como meus pais se casaram.

Vou precisar conhecer o local onde eu nasci, as influências culturais, étnicas, climáticas, sociais, temporais.

Em seguida vou precisar entender as minhas crenças, as minhas necessidades, as minhas vontades e as possibilidades que estas variáveis proporcionam para que eu expresse, realize, materialize estas questões.

Vou ampliando meus questionamentos nos aspectos materiais e emocionais até chegar ao aspecto espiritual. Neste ponto vou começar a observar e estudar a religião que sigo, que meus pais me ensinaram que a sociedade ensinou para meus pais.

Neste processo de questionamento com certeza vou passar pela crença da reencarnação. O que vai afetar toda a minha visão de mundo.

Mas vai ampliar os meus conhecimentos e vai me permitir entender um pouco mais a razão da cor dos meus olhos.

Chegar até aqui terá sido uma jornada imensa. Mas terá sido suficiente?

Para alguns sim. Para outros……

Você poderá seguir adiante, talvez a crença na reencarnação já não seja mais suficiente e nem explique a cor dos seus olhos. Então teremos que estudar mais, buscar mais.

Até chegar ao ponto em que entenderemos a razão da cor dos nossos olhos teremos nos modificado bastante. Teremos com certeza assumido uma postura de responsabilidade perante nossa vida, não mais colocaremos a responsabilidade, ou a culpa como muitos gostam de definir, nos outros ou nas situações, ou em deuses.

A continuidade na ampliação dos meus conhecimentos pode me levar longe, muito distante do que sou hoje.

Mas nem todos as questões de aceitação são tão profundas. Algumas são mais fáceis, mais simples e pequenos acréscimos de conhecimento podem resolver. Por outro lado…. algumas são muito complexas e profundas. Talvez algumas poucas fiquem sem resposta por algum tempo, pois precisam um certo amadurecimento. Mas a persistência no aprendizado vai responder em algum momento.

E você?

Está disposto a se empenhar nesta jornada em busca da aceitação?

Ou depois de ler tudo isto que eu escrevi vai preferir se acomodar e pensar que aceitar a cor dos seus olhos não é tão importante assim? Ou vai aceitar os seus cabelos, ou a sua família?

Não leve esta situação como um desafio ou como uma afronta. Apenas se observe e verifique se a questão de aceitação que tanto parece incomodar você talvez não mereça tanta atenção assim.

Se você optar por iniciar a jornada ótimo!

Se você optar por não iniciar ótimo também!!!

Não há nada de obrigatório.

Cada um sabe de si mesmo.

Mas peço apenas que seja digno consigo mesmo. Da próxima vez que for debater, reclamar, com alguém sobre algo que você não aceita pondere antes, interiormente, se você está fazendo algo realmente capaz de resolver esta questão ou se só está falando sobre isto porque não tem mais nada melhor para fazer.

Pergunte-se interiormente: a quem você está tentando enganar? A você mesmo ou aos outros?

Toda e qualquer situação envolvendo aceitação pode ser resolvida. O entendimento vai proporcionar isto, mas você está disposto a iniciar a jornada?

Mais um pouco sobre o outro


Há algumas semanas escrevi um texto sobre o Outro.

Comentei também sobre a questão deste assunto parecer um pouco racional demais, mental demais.

Mas tenho pensado, me observado e observado outras pessoas, a respeito deste assunto.

Concordo que existe em primeira instância um racionalismo um pouco extremado ao olhar o outro como um simples reflexo de mim mesmo. Como se olhar os outros fosse apenas como se ver em um espelho. Como se olhar o outro fosse apenas observar nele apenas o que eu gosto e o que eu não gosto.

Penso que ao observar o outro eu consigo ver o meu ideal. A minha ideia mental de perfeição. Seja na beleza física, seja a capacidade intelectual, ou no sucesso financeiro ou ainda em suas qualidades emocionais o como ele se relaciona na sociedade. Posso ver também a minha sombra, aquilo que nego e que não desejo de forma alguma ver em mim mesmo. Aquelas características indesejadas da minha personalidade que eu empurro para o fundo do meu ser, com medo de expressar ou com medo de não poder controlar.

Algo de muito interessante é que o outro não precisa necessariamente ser um ser humano. Pode ser um animal, uma planta ou mesmo um planeta. Ou o que vocês acham que estão vendo na beleza simples e frágil de uma flor, na amplitude de um por do sol, na fidelidade de um cão ou na tristeza de um riacho contaminado pela poluição. Nada mais, nada menos do que um relexo de nossas características. O mundo a nossa volta é um imenso outro, um outro gigantesco.

O detalhe interessante é que quando eu paro de resistir a este processo, o de negar que faço estas coisas, que me projeto nos outros, eu começo no mesmo instante a me tornar mais verdadeiro.

A medida que eu entendo, compreendo, integro esta forma de agir e de pensar eu começo verdadeiramente a ver o outro como uma pessoa real. Eu começo verdadeiramente a ver a mim mesmo como uma pessoa real.

É algo interessante de se observar, este processo em andamento. A resistência inicial, a briga interna comigo mesmo insistindo em não reconhecer as minhas características, boas ou más mas sempre minhas.

A medida que eu consigo observar este processo e o percebo avançar, e isto pode ser bem dolorido, eu começo realmente a separar o outro da pessoa real que ele é. Eu começo a ver o outro como uma pessoa.

Neste ponto o outro deixa de ser o espelho, o reflexo de mim mesmo, ele se manifesta como realmente é, com as suas qualidades, com os seus defeitos. E isto verdadeiramente deixa de me incomodar, deixa de afetar.

Quando eu passo a ver o outro como pessoa eu passo a ver a mim mesmo como pessoa.

E, como pessoa real, eu aceito naturalmente as minhas qualidades e defeitos, aceito todas as minhas características, sejam elas físicas, emocionais ou mentais.

Esta percepção real de mim mesmo e das pessoas ao meu redor é algo tão engrandecedor na vida da gente que pensamos na razão de não termos feito isto antes!! É tão surpreendentemente simples que noa deixamos ficar assombrados.

E quando eu me olho e olho ao outro como uma pessoa real outra situação surge dentro de mim: o amor. Surge um amor imenso, amplo, verdadeiro e que necessita ser expressado, seja para comigo mesmo, seja para com esta outra pessoa que surge perante meus olhos agora não mais embaçados.

A partir deste momento eu consigo amar a mim mesmo com aquele amor desinteressado, com aquele amor real que se manifesta quando olhamos também a realidade.

E este amor não é algo difícil, não é egoísta ou proprietário. Não necessito mais ser dono da coisa amada para sentir o amor fluindo dentro de mim.

Algo de muito belo surge dentro de mim e no meu olhar, na minha expressão no mundo. Um amor sem condições.

E por mais que isto pareça difícil e complicado e distante e inacessível….. é simples!!!

Sentir isto dentro de nós mesmos é algo tão inspirador, tão tranquilo, que nos infunde um respeito imenso pelo outro, pelas suas qualidades e defeitos.

Sentir este amor nos impele a respeitar este outro ser sem querer modificá-lo, sem querer impingir a nossa visão da realidade a ele.

De tão fácil e simples o que nos resta é apenas começar!!!

E observar o processo se desenrolar.

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Dimensões


Nos meios esotéricos fala-se muito em dimensões. E este falar contém muitos desejos, muita imaginação e muita fantasia.

 Este falar une uma evolução ao aumento das dimensões.

 Como se seres mais evoluídos vivessem em dimensões maiores.

 Nós, subdesenvolvidos seres humanos da 3ª dimensão, olhamos com avidez os habitantes da 5ª dimensão, quase da mesma forma que um habitante pobre de uma região qualquer do globo olha seus irmãos de países desenvolvidos.

 E apesar de uma grande, imensa, tentativa de comprovar este fato, de justificar esta afirmativa pouco pode ser considerado após uma análise isenta e racional. Em outras palavras: há muito delírio e fantasia e pouco conhecimento concreto.

 Mesmo que a subjetividade será inerente neste processo, mesmo que seja necessário alçar-se a estados meditativos e ampliados de consciência para atingir estas dimensões o que sobra ao final é muito pouco confiável, a tradução é incorreta.

 Uma breve pesquisa na net nos oferece uma gama imensa de teorias absurdas, de conceitos equivocados e de afirmações inexatas. Ao mesmo tempo em que parecem fascinar cada vez um número maior de pessoas.

 Talvez seja uma reação natural. Talvez o ser humano não consiga viver sem estas extravagâncias, sem estes delírios de seres mais evoluídos, sem a paz que é oferecida pela crença de que alguém melhor do que nós virá nos salvar de nós mesmos!

 Como se irmãos mais velhos vindos de outras dimensões surgissem no planeta e em um passe de mágica todo os nossos problemas fossem resolvidos. De preferência sem stress, sem trabalho, sem custo e, principalmente sem dor e sofrimento.

 E, se observarmos, este sentimento é antigo. A maioria das civilizações humanas sempre acreditou neste salvamento providencial. É claro que antigamente pouco importava de que dimensão viria o salvador, o importante sempre foi que existiria um salvador. Ou seja, alguém que faria aquilo que não queremos fazer.

 E não queremos mesmo. Não queremos melhorar e nem melhorar o planeta.

 Queremos viver!!!!

 Não importa o que isso signifique ou custe.

 Viver é importante. E viver é comer, beber e se divertir.

 Trabalhar? hummm, trabalhar na maioria dos casos é uma obrigação que se cumpre para poder viver. É um mal necessário.

 

 Neste ponto eu gostaria de mencionar que não estou deprimido! :>>

 Também não estou indignado com algo ou alguém, que não estou descrente do ser humano, que não estou sem fé no futuro. Ou algo semelhante.

 Estou bem crítico.

 Estou bem observador.

 Estou bem consciente.

 E estou bem tranquilo.

 Mesmo que o ser humano destrua a si mesmo e ao planeta, apesar da perda ser imensa, a vida continua. Ainda seremos espíritos e continuaremos a plasmar nossas crenças em um lugar qualquer do astral. Ainda teremos nossos problemas e necessidades, continuaremos iguais, apenas não teremos um corpo físico!!

 

 Dois vídeos interessantes para complementar este texto:

 O primeiro está dividido em algumas partes e é sobre as dimensões, é necessário ativar as legendas em português no canto inferior direito do vídeo:

 

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O segundo é sobre os humanos e o planeta:

 

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