Âncora

âncora

A âncora é um instrumento náutico que possibilita que uma embarcação, navio, barco, iate, nau, caravela, entre outros, se mantenha fixo em uma determinada posição do oceano, mar ou rio. Devido as correntezas e aos ventos os barcos acabam se movimentando e alterando a sua posição. Se por um lado isto é útil em algumas situações em outras é desejável que exista uma razoável imobilidade. Nem sempre a âncora consegue cumprir o seu papel, pois correntezas ou ventos muito fortes podem deslocar a embarcação.

Mas o assunto que eu quero escrever sobre âncoras hoje só está ligado ao mar, ou rio, de forma figurada.

Vários mestres, entre eles o Osho, comentam que somos um barco a deriva no rio da vida. Tirando o aspecto poético a alusão é bem verdadeira. Cada um de nós pode ser comparado a um pequeno barco navegando em um rio que representa a vida, ou o fluxo da vida, ou ainda o Tao.

De tempos em tempos precisamos de uma âncora, de algo que nos ligue mais firmemente em um determinado local. Isto é algo temporário e ocorre naturalmente. Seja para nos abastecermos, seja para criarmos laços, ou em certos casos para proteção, algumas vezes precisamos de algo bem forte que nos segure, que nos mantenha estáveis para que estas situações se desenvolvam. Pode ser um amor, uma amizade, um trabalho. Importa mais notarmos a âncora, observarmos, do que escolher ou definir de qual tipo ela será.

Mas ainda não é sobre isto que eu quero escrever!!!!

A âncora que me levou a postar hoje é diferente.

Eu estava no shopping vendo um filme e caminhando um pouco entre as pessoas depois quando me veio este insight, este presente.

A necessidade de criar uma âncora no momento presente. No Agora.

Algo que nos impeça de sair voando com a mente, com as atribulações do dia a dia, com os pensamentos repetitivos. Algo que nos impeça de nos perdermos.

É como um sinal, uma chave, que nos liga ao momento presente.

Ao mesmo tempo em que me questionava sobre qual seria o tipo de âncora adequado a própria percepção da âncora serviu para me manter presente.

Apesar do insight ser interessante não consegui determinar nada naquele instante que servisse como âncora. Terei que pensar mais. A princípio pode ser qualquer coisa: uma música, um objeto, uma palavra, um pensamento ou uma pessoa.

Ao mesmo tempo me percebi observando momentos do meu passado nos quais ocorreram situações marcantes, que me mantiveram no Agora, e que perduram ao longo do tempo.

Lembro especialmente de quatro ou cinco destes momentos. São situações que hoje ao pensar nelas percebo que foram muito especiais, que possuíram uma energia diferente da habitual, algo que marcou profundamente a minha vida. Não necessariamente foi algo fora do comum mas com certeza continha uma energia diferente.

Uma destas situações ocorreu quando eu tinha creio que 6 anos. Em uma tarde que eu não sei determinar hora nem data. Devia ser algo entre 16 e 17 horas. Eu estava na escola. Estava ocorrendo um preparativo para algum desfile, alguma comemoração, talvez 7 de setembro, não sei ao certo.

Eu estava em um local com vários alunos, de várias idades, e a professora selecionou alguns e nos deu instrumentos musicais. Haveria uma breve apresentação e ela precisava de alguns alunos para tocar os instrumentos, ou simular que estavam tocando. Havia alguns tambores, violão, flauta entre outros. Eu fiquei ao fundo e me deram um tambor pequeno. Junto comigo mais dois ou três colegas, e cada um iria tentar uma vez para a professora escolher.

A imagem daquele momento está muito viva em minha mente.

Lembro que eu pensei algo sobre eu ser capaz de fazer aquilo, mesmo que nunca tenha tocado em um tambor daqueles naquela época.

Mas lembro também que entre o pensar, aquele breve lampejo de consciência, de ser capaz, de saber o que fazer, eu me perdi no tempo. E não toquei, não tão bem como poderia ou deveria!!! E também não fui escolhido.

Não guardo qualquer emoção muito definida sobre o evento em si. Não ficou nenhum trauma ou outro tipo de frustração.

Ficou a percepção, o lampejo, esta palavra revela bem o momento. Um instante extremamente fugaz, algo capaz de marcar o momento de forma que, mesmo passados já mais de quarenta anos, ainda consigo me perceber naquele momento, naquele instante de forma muito intensa.

Este é um exemplo de uma âncora do passado. Um evento marcante que me manteve no momento presente por alguns instantes. O suficiente para marcar.

Então eu penso que podemos repetir estas situações de forma mais racional, mais direta, mais intencional no presente.

E teremos a certeza de que no futuro vamos lembrar deste momento presente, deste momento de maior lucidez, de maior energia focada no Agora.

Este fluxo de informação entre presente, passado e futuro pode aumentar significativamente a nossa energia. É um estado de consciência expandida muito poderoso.

Vou me manter atento a esta questão.

Buscar âncoras!

:>

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Um comentário sobre “Âncora

  1. Pingback: Vídeo sobre as âncoras conscienciais | R e i k i

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