Um presente

Hoje eu pretendia ficar em casa e colocar dez mil coisas em dia……

Mas eu já vinha observando que no meu jardim uma muda de cactus estava mal plantada, o coitado do cactus estava crescendo torto e isto estava me incomodando. No domingo eu tentei arrumar mas não deu tempo.

Então, hoje pela manhã, voltando para casa, eu resolvi resolver o problema. Cavei o tanto que faltava e coloquei o cactus da forma correta. O detalhe é que ele está plantado em uma parte do jardim que é um aclive, para poder desenterrar ele e plantar novamente eu me apoio de forma um pouco cansativa.

Conclusão ao final eu girei o corpo para sair e acabei me desequilibrando, pulei e torci o tornozelo.

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Lá se foram as dez mil coisas……

Mas, mesmo assim recebi um presente.

Acabei ficando em repouso a manhã inteira, fazendo Ho´oponopono, EFT e aplicando Reiki na região machucada. A dor na verdade foi bem intensa e subia por trás da perna indo até a região um pouco acima do joelho.

Ao mesmo tempo em que me tratava da dor eu ponderava a respeito do que o cactus queria me ensinar.

Levou algum tempo. Levou a manhã inteira na verdade. Mas apareceu: o medo.

Um medo antigo, bem antigo, foi até a minha infância. Em alguns momentos eu podia perceber uma luz verde escura, quase negra se manifestando.

Mas não havia medo do medo. Havia a percepção dele.

Hoje, olhando para o meu passado, eu reconheço, com um certo embaraço que fui uma criança muito medrosa, um adolescente cheio de medos na verdade. Mas também percebo que a partir de uma determinada época, que eu não sei dizer qual, o medo não me impedia mais. Na verdade fiz tantas coisas loucas nas quais o medo sempre esteve presente mas não me limitava.

Entretanto, a presença deste medo de forma inconsciente gerou uma série de bloqueis energéticos que ainda estavam grudados em mim, no meu corpo energético.

Tenho trabalhado alguns destes aspectos nos últimos meses e este trabalho provavelmente gerou este pequeno e revelador acidente.

Não é por acaso que foi no pé direito, na perna direita, onde surgiu a dor e o incomodo. Está muito ligado ao aspecto Yang, masculino, ativo do meu ser. E estes bloqueios, estas energias estagnadas estavam realmente dificultando a minha expressão, as minhas atividades.

Como o tratamento que me impus muita energia foi desviada e retirada da perna e do pé.

O presente que o São Pedro me ofereceu foi muito especial.

Não temos como extirpar o medo de nosso ser. Ele faz parte do ser humano, nos ajuda em muitas oportunidades, mesmo aquele medo mais primitivo, grutural. Podemos sim é aprender a lidar com ele, reconhecer a sua presença e a sua utilidade e usar esta poderosa energia em nosso favor.

Nas percepções que tive o medo se reduziu a uma bola de gude, a qual eu guardei em um saquinho com outras tantas.

O medo vai continuar comigo, vai em acompanhar, mas estará sobre meu controle consciente, sempre que tentar se manifestar em excesso, criando estes bloqueios energéticos poderei agir e evitar.

Algumas decisões interessantes resultaram deste processo, basta agora ter o tempo adequado para colocá-las em prática.

As dez mil coisas ficaram lá…. me esperando. Talvez outro dia…

:>

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