Ayahuasca – 7a vivência


Neste sábado tive mais uma oportunidade em uma vivência com a ayahuasca.

Creio que foi a mais tranquila delas.

A dose foi a ideal!! Dois goles.

Na verdade eu queria apenas um gole do chá, mas aceitei o que foi colocado. Era a derradeira experiência com a quantidade.

Mas dois goles são o suficiente para mim. Para meu corpo e para minha consciência fazer a suas experimentações.

O chá estava bom, nem fraco nem forte.

Com uma quantidade pequena assim o estômago não sofre, as alterações visuais não surgem tão facilmente e também não me altero muito em termos de percepções físicas.

A música estava boa. Algumas delas intragáveis, :>>> enquanto que outras me soavam indiferente e algumas mito inspiradoras.

A música na verdade foi das poucas influências que tive que prestar mais atenção. O meu aspecto auditivo estava muito ativo, muito sensível. Assim, facilmente eu me deixava levar pelas melodias. Isto exigiu um esforço maior de atenção para não prosseguir por muito tempo. Se eu me deixar levar pela música acabo perdendo os momentos importantes.

Não anotei nada desta vez. O que foi ruim. As memórias são muito sutis, retornam a consciência de forma lenta e aleatória. Penso que anotar os pontos principais facilita muito a ponderação posterior e também o aproveitamento posterior da vivência. Mas isto é algo particular, pessoal.

Na primeira etapa da vivência, que foi até quase o momento da segunda dose eu estive em um estado meditativo muito bom. O corpo se manteve imóvel a maior parte do tempo, fora alguns momentos em que procurei me mexer em acomodar melhor na cadeira, pois as costas doeram um pouco e senti um pouco de dor nas pernas também, provavelmente devido a imobilidade prolongada.

Neste estado meditativo eu pude observar os leves efeitos do chá, os insights, as intuições se manifestando.

O silêncio voltou. Para a minha consciência foram breves segundos de silêncio, mais sei que esta percepção de tempo estava alterada, e a duração deve ter sido bem maior. Percebi três eventos de silêncio, e foram muito especiais. É uma situação extremamente positiva e deixa uma sensação de paz e de integração com o Universo muito grandes.

A partir do silêncio, no retorno, eu tive a percepção do Fluxo.

Eu interpreto o fluxo como o fluxo da vida. Das coisas todas acontecendo no mosso mundo material. E esta percepção ocorre em diversos ritmos, as vezes acelerado, as vezes lento.

Ao ter esta percepção eu me lembrei de um filme, uma comédia meio pastelão: http://redeglobo.globo.com/novidades/filmes/noticia/2013/05/sessao-da-tarde-controle-remoto-muda-vida-de-adam-sandler-em-click.html

Particularmente nos momentos em que o personagem clica no avançar do controle e a vida passa em ritmo acelerado!!!

A percepção do Fluxo ocorreu várias vezes, bem mais do que o silêncio.

Consegui também rever algumas ponderações minhas, antigas já, algumas perspectivas de vida.

Nestes aspectos a vivência foi muito proveitosa.

Toca o sino, segunda dose. Que eu como sempre recusei. Ainda não vejo motivos para a segunda dose, mesmo porque o tempo para esta vivência é consideravelmente menor então prefiro não embarcar nela.

Optei por deitar. Pensei em aprofundar um pouco as vivências. Mas não foi o que ocorreu. O corpo se manteve tranquilo, relaxado. A mente estava inquieta. Lembro de pouca coisa deste momento.

Pouco depois levantei e voltei para a cadeira. Me senti melhor sentado. Continuei a vivência apenas observando. Os colegas, a sala, a movimentação, a energia e a mim mesmo.

Neste ponto os efeitos do chá já haviam cessado quase que completamente. Mas os resultados continuavam, a mente mais serena me proporcionava pensamentos muito produtivos.

Terceira dose: também descartada.

Um pouco de Ho´oponopono!!

Um pouco de Reiki!

Uma percepção interessante do fluir do Reiki foi o calor no corpo. Estava bem frio no ambiente. Mas pouco depois de tomar o chá eu parei de sentir frio. O fluir do Reiki me aquecia. Eu percebia o frio do ambiente, o ar gelado, o vento frio que circulava pelas brechas das cortinas, a umidade que subia pelas pernas. Mas não sentia frio.

Já experimentei várias vezes esta sensação proporcionada pelo Reiki. É algo gratificante principalmente pelo fato de que eu ainda não percebo para quem está a fluir a energia, apenas sinto ela fluindo e observo os resultados.

Ainda tenho algumas considerações sobre a vivência, mas no momento elas me escapam um pouco. Mais tarde eu escrevo!

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Ho´oponopono responsabilidade


Um dos pilares do Ho´oponopono é a questão de 100% de responsabilidade.

Tudo o que se manifesta na minha vida é 100% minha responsabilidade.

Esse Tudo é amplo e irrestrito. Envolve o que for de bom e o que for de ruim.

Mas falar de responsabilidade implica antes em falar em culpa. É comum as pessoas fazerem esta ligação e usarem uma no lugar da outra, o que é um grande engano.

A culpa implica em assumir uma responsabilidade por algo que fizemos que resultou em um prejuízo, dano, algo de ruim para o outro. Este dano pode ser material, emocional, moral ou mesmo espiritual.

A culpa também implica em um julgamento. Em algum nível de nosso ser fazemos um julgamento por um ato nosso. Mas normalmente nos imputamos os aspectos negativos e assumimos a responsabilidade pelo nosso ato.

Mas para assumir a culpa é necessário um julgamento justo.

Precisamos observar o lado positivo e o lado negativo de nossos atos. Ponderando a respeito de ambos os lados e somente depois assumindo o resultado.

Um dos grandes problemas do sentimento de culpa diz respeito a nossa necessidade de assumir a culpa pelas coisas. De uma certa forma gostamos de nos sentir assim, é uma forma de nos justificar perante erros passados e futuros. Ou então é algo doentio, algo que aprendemos ao longo da vida e que vamos repetindo de forma inconsciente.

Nem sempre a culpa é decorrente de algo que fazemos de forma direta, com conhecimento, muitas vezes nem percebemos o que estamos fazendo mas ao observarmos o resultado assumimos a culpa pelos resultados.

Mudar a forma de pensar para remover esta tendência a assumir a culpa pelos acontecimentos ao nosso redor é um trabalho que pode ser longo e penoso. Tudo depende do quanto esta tendência esta incrustada em nosso ser.

É preciso estar atento a esta necessidade de nos sentirmos culpados!!!

Mas voltando ao Ho´oponopono… :>

Assumir a responsabilidade por nossos atos, e apenas pelos nosso atos, é algo muito produtivo. Muito libertador.

Por outro lado não devemos nos sentir oprimidos por esta responsabilidade. Precisamos pensar nela aos poucos, observando o que nos surge na mente e no coração.

E usar as frases do Ho´oponopono para nos adaptarmos a esta nova realidade:

  • Por favor me desculpe
  • Por favor me perdoe
  • Sou grato
  • Eu te amo
Quando iniciamos o processo de assumir 100% de responsabilidade pela nossa vida e após passar uma fase inicial de dúvida e de um relativo sofrimento o que sobra é uma imensa liberdade. 
Nos tornamos mais conscientes e cheios de energia. Crescemos como pessoa.
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Vamos ponderar um pouco sobre o que representa assumir a responsabilidade por tudo o que temos em nossa vida!

Ho’oponopono


Ho’oponopono. Eu conheci esta técnica há muitos anos, mas por alguma razão, na época, ela não me atraiu o suficiente.

Não sei dizer se foi o meu momento ou mesmo o momento da própria técnica.

Mas recentemente, mais precisamente no curso de Cura Arcturiana, e retomei o contato com uma visão diferente.

Ainda tenho algumas reticências com relação a esta crença, mas preciso confessar que ela se torna útil em vários aspectos.

Ho’oponopono é uma técnica de cura havaiana que foi reformulada pela Morrnah Simeona Nalamaku e divulgada por Ihaleakalá Hew Len e Joe Vitale. Esta nova visão permitiu que o Ho’oponopono se espalhasse pelo mundo todo, sem ficar restrito ao Havai.

Podemos encontrar informações sobre o Ho’oponopono no livro Limite Zero de Joe Vitale e em vários sites, dentre eles:

– http://www.portalquantum.com

– http://www.soubem.com

– http://www.hooponopono.ws

– http://hooponopono.org

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Ihaleakalá Hew Len

2a vivência com o São Pedro


Nesta segunda vivência com o São Pedro a questão da sutileza ficou ainda mais evidente. Tomei o chá por volta das 19 hs fiz algumas poucas atividades e fui dormir.

Tive uma percepção energéticas inicial muito forte!!

O fato marcante ocorreu quando eu bebi o chá, mas só fui perceber, ficar consciente, alguns momentos mais tarde quando aquietei um pouco a minha mente.

Ao tomar o chá me senti invadido por uma onde de energia verde, como se a minha aura fosse sendo preenchida por esta energia. Senti-me revitalizado, energizado. A percepção foi tão intensa que chegou ao corpo físico, na forma de uma saciedade, como se o meu corpo ficasse satisfeito com aquele líquido que descia pela minha garganta e chegava ao meu estômago.

Lembrando agora do momento foi algo realmente intenso e marcante, sinto uma alegria estranha me invadir ao lembrar destes momentos.

A percepção de que eu estava com uma cor verde ao redor do meu corpo permaneceu por algumas horas, depois aos poucos se dissipou.

Logo em seguida a sensação de paz se manifestou ainda mais completa, fiquei estranhamente tranquilo e sereno ao longo do dia. :>

Na manhã seguinte durante uma meditação se manifestou uma vivência muito forte em relação ao meu inconsciente, a minha criança interior. Creio que uma expansão da consciência muito marcante me permitiu observar alguns comportamentos habituais meus sob uma outra perspectiva. Esta observação promoveu uma alteração em algumas crenças e uma consolidação de alguns avanços que eu estava obtendo com a ayahuasca.

Esta percepção confirmou uma questão que eu venho acompanhando há algum tempo referente a energia necessária para manifestar uma mudança de consciência, uma mudança de perspectiva de vida. Tudo requer energia, mas nem sempre estamos conscientes desta necessidade. A falta de consciência implica diretamente uma quantidade de energia insuficiente. Consciência e energia estão intimamente relacionadas.

As vivências com a ayahuasca me ofereceram uma perspectiva diferente de vida, mas eu não conseguia manter esta visão por muito tempo. Aos poucos, usando muito o Reiki, eu estou obtendo esta energia, conseguindo me manter neste estado. Mas é uma caminhada longa!

E desta vez o chá me ofereceu um atalho, pois estas crenças inconscientes estavam me limitando, ainda estão, ainda estou aprendendo a percebê-las.

O interessante é que a percepção veio bem fluída, bem sutil, se instalou em minha mente e comecei a trabalhar com esta perspectiva de forma bem natural. Este estado durou mais ou menos 30 minutos eu creio, mas os resultados ainda estão se manifestando, pois cada vez que eu me conecto com a vivência parece que alguma coisa a mais se liga em mim e se amplia.

A tranquilidade que se manifesta após estas vivências é muito reconfortante. A mente fica mais clara, menos agitada e mais produtiva. Lidar com algumas questões internas fica mais fácil, eu fico mais acessível.

Esta questão da sutileza de atuação do São Pedro me agrada bastante, ao longo do tempo aprendi a cuidar melhor do corpo físico e a evitar qualquer desgaste desnecessário.

Essa gentileza no atuar em nossos corpos energéticos promove também uma redução nas atividades básicas, uma desaceleração no nosso ritmo diário, caso contrário não vamos perceber a atuação do chá. Atua ele vai apenas não estaremos conscientes do que está ocorrendo. E tudo o que ocorre sem consciência não tem muito valor.

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Considerações sobre plantas de poder


Há algo que eu gostaria de comentar e enfatizar relativo as vivências com plantas de poder e algumas técnicas de terapia complementar como o Reiki por exemplo! Algo muito importante.

Começarei dizendo que as vivências que eu compartilho aqui são pessoais. Eu compartilho como forma de esclarecer aqueles que se interessam pelo assunto sobre o que acontece realmente quando se usa estes recursos. Existem muitas informações na Internet e mesmo no contato pessoal que as pessoas podem obter sobre este assunto mas que estão revestidas de misticismos, de crenças antigas, de preconceitos que acabam por esconder a verdade e distorcer o conhecimento envolvido.

Plantas de poder são utilizadas pela Humanidade desde os primórdios, praticamente desde que a nossa consciência começou a se desenvolver e nos tornamos mais do que animais, desde que nos diferenciamos da natureza e iniciamos nossa jornada rumo ao Grande Espírito.

Mas se esta jornada trouxe conhecimento e benefícios também foi prejudicial em muitos momentos principalmente pelo desconhecimento.

Educação, conhecimento, este é o único caminho válido.

E isto não é oferecido de forma tão acessível e disponível quanto deveria, pois existem muitos interesses envolvidos atuando na sociedade em que vivemos e em todas as sociedades humanas ao longo da história para os quais a educação do povo é o pior que pode ocorrer.

Eu procuro aliar a minha mente racional com a minha capacidade intuitiva que fui desenvolvendo ao longo de muito anos. Procuro evitar qualquer tipo de crença que possa ser limitadora e que não contribua para o meu crescimento. Muitas e muitas vezes aceito conviver com estas crenças mesmo sabendo dos seus perigos pois sei que é a única forma de ter acesso a determinados conhecimentos, mas sempre procuro evitar de me contaminar e de me envolver mais profundamente.

A ayahuasca e o São Pedro são formas válidas de impulsionar o desenvolvimento do ser humano mas não são capazes de resolver todos os nossos problemas e de nos iluminar de forma automática e indolor.

Creio que também que experimentar estes recursos apenas por curiosidade também seja válido. A curiosidade é uma mola capaz de nos impulsionar em várias direções.

Mas vejo com muito cuidado a possibilidade de oferecer estes recursos para as pessoas.

Penso que é preciso todo um desenvolvimento pessoal, toda uma dedicação em prol do nosso autoconhecimento que precisa anteceder o uso de uma destas plantas.

Não há aqui, nestes argumentos, nenhuma vontade de esconder, de mistificar ou de usar as plantas como um recurso de discriminação ou de dominação. Há lucidez ao observar o potencial e as exigências envolvidas.

Sei que muitas pessoas conduzem esta questão da maneira correta, enquanto que outras seguem pelo caminho equivocado. E esta diversidade é uma das razões de ser da Humanidade.

Mas como terapeuta e ciente das responsabilidades que tenho prefiro adotar um discurso mais comedido, que precisa se adaptar a cada caso, a cada situação e a cada pessoa.

A máxima do mestre Irineu: a ayahuasca é para todos mas nem todos são para a ayahusca é sempre bem-vinda!

Assim peço a todos os que estão lendo o blog e acompanhando o que compartilho que usem o bom senso e mantenham uma racionalidade saudável sobre estes assuntos. Que usem as informações que compartilho para observar suas próprias crenças, suas próprias limitações e preconceitos. Para desta forma elaborar dentro de si mesmo um conceito mais amplo e mais abrangente da realidade. Que com certeza levará todos nós em direção a um crescimento mais integral.