Quarta vivência – 3a parte

Hoje eu estava voltando para casa e escutando a música abaixo:

Hino CNSC 10 – Procedências e cuidados

E fiquei ponderando sobre esta questão da mente e do ego.

Lembrando um pouco das minhas vivências e tentando identificar nelas as passagens da música.

Na primeira vivência eu tive um problema de pressão, caiu bastante e me causou um grande incomodo. Entretanto isto foi causado mais por uma preparação equivocada, eu me alimentei mal antes da vivência, e isto acabou causando o problema de pressão. Mas não identifico nisto a questão apresentada aqui:

Após ayahuasca, a batalha vai se intensificar

Estou mal, caiu minha pressão,

Vou morrer, minha respiração vai parar

Que calor, que frio, não bate o meu coração

São peças que te prega o cérebro

Para lhe tirar da sessão

Tentei lembrar em todas as minhas vivências situações como a que foi descrita acima. Mas não encontrei nada parecido.

Talvez por eu estar acostumado a meditar e fazer isto há alguns anos, creio que esta prática facilitou muito o meu contato com a ayahuasca!

—–

Outro ponto que me surgiu junto com estas ponderações foi um insight sobre as manipulações da mente. Sobre como a nossa mente aprende a funcionar de determinada forma e depois busca as mais variadas táticas para manter este tipo de atitude. Fruto do condicionamento que todos nós sofremos durante a nossa vida em sociedade.

Algumas formas de manipulação da mente são fáceis de identificar, certos subornos que nos auto ofertamos para cumprir certas atividades, receber certos benefícios.

Ao mesmo tempo que nossa mente é uma máquina fantástica ela também tem as suas falhas. Buscar o caminho mais curto, procurar sempre a forma mais fácil de fazer uma atividade é uma delas. Depois que a mente encontra uma forma de atuar que é satisfatória ela faz todo o possível para mantê-la. Mesmo que outras pessoas nos ofereçam informações de que estamos fazendo algo de forma errada ainda assim é difícil convencer a mente a mudar.

E falando em insights outro que me surgiu foi referente a repetir ações, repetir padrões mentais.

Pude observar algumas formas de agir que estão profundamente arraigadas no meu ser que passam totalmente despercebidas. A ayahuasca me auxiliou a observar este funcionamento e questionar estas escolhas. A mente entrou em ação oferecendo diversas razões pelas quais eu ainda deveria manter aquele comportamento.

Foi muito interessante observar neste momento a mente vasculhando a minha memória e trazendo situações que justificariam as escolhas e a minha forma de agir.

Racionalmente eu observei que precisava descartar aquelas atitudes mas ao mesmo tempo a mente racional me apresentava razões, todas muito bem justificadas, para não me modificar.

Não chegava a ser uma luta interna, mas era um diálogo interessante de ser observado.

Eu, a minha consciência, estava distante, observando todo o processo.

—-

Os insights que surgiram na vivência vão retornando aos poucos, a medida que a gente vai dando um certo tempo para serem “digeridos”.

:>

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