Profeta Gentileza


Gentileza – Marisa Monte

Apagaram tudo

Pintaram tudo de cinza

A palavra no muro ficou coberta de tinta

Apagaram tudo

Pintaram tudo de cinza

Só ficou no muro tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados

Pelas ruas da cidade

Merecemos ler as letras e as palavras de gentileza

Por isso eu pergunto a você no mundo

Se é mais inteligente o livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola

A vida é um circo

Amor palavra que liberta

Já dizia um profeta

Apagaram tudo

Pintaram tudo de cinza

Só ficou no muro tristeza e tinta fresca

Por isso eu pergunto a você no mundo

Se é mais inteligente o livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola

A vida é um circo

Amor palavra que liberta

Já dizia o profeta

Fonte: http://www.vagalume.com.br/marisa-monte/apagaram-tudo.html

Algumas pessoas marcam a sua passagem pelo planeta de uma maneira muito especial.

Com o profeta Gentileza foi assim:

O slogan que tem lá em cima no cabeçalho do Blog vem dele.

Gentileza gera gentileza!

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Estes vídeos já são antigos, mas mostram um pouco do profeta.

Meio louco, meio lúcido. Levou uma vida estranha, assumindo um chamado interior, enfrentando com um ar meio apaixonado e meio desvairado aquilo que considerava sua verdade.

No meio de tantas palavras e afirmações esquisitas um pouco de verdade se encontra, fácil de observar, basta querer.

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Nasrudin e a mulher perfeita


Este conto do Mulah Nasrudin nos faz pensar bastante. Poderia ser o contrário: o homem perfeito. Quantos de nós passamos a vida procurando a perfeição no outro?

A Mulher Perfeita

Certa tarde, conta uma antiga história sufi, Nasrudin tomava chá e conversava com um amigo sobre a vida e o amor.
– “Por que você nunca se casou, Nasrudin?”, perguntou o amigo.
– “Bem”, respondeu Nasrudin, “para dizer a verdade, passei toda a minha juventude a procurar a mulher perfeita. No Cairo conheci uma moça linda e inteligente, com olhos que pareciam olivas pretas, mas ela não era muito cortês. Depois, em Bagdá, conheci uma mulher de alma generosa e amiga, mas não tínhamos muitos interesses em comum. Muitas mulheres passaram pela minha vida, mas em cada uma delas faltava alguma coisa, ou alguma coisa estava demais. Então, um dia, eu a conheci. Era linda, inteligente, generosa e bem-educada. Tínhamos tudo em comum. Na verdade, ela era perfeita”.
– “E então”, replicou o amigo de Nasrudin, “o que aconteceu? Por que você não se casou com ela?”.
Pensativo, Nasrudin sorveu mais um gole de chá e concluiu:
-“Infelizmente, parece que ela estava à procura do homem perfeito”.

Reflexão:

Como Nasrudin, quase todos nós queremos encontrar a perfeição fora de nós mesmos. Criamos em nossa cabeça a imagem ideal da mulher ou do homem que buscamos, projetamos essa imagem em cima do namorado ou namorada, da esposa ou marido, e queremos que ele ou ela corresponda a essa imagem. Ao alimentar essa expectativa utópica, perdemos a capacidade de entender e gostar do ser humano real ao qual nos ligamos. E, muitas vezes, como ele ou ela não podem corresponder a essa expectativa – pelo simples fato de que ela é produto da nossa idealização e dos nossos desejos fantasiosos -, acabamos, frustados, por rejeitar a pessoa com quem nos relacionamos, quase sempre sem ter sequer “conhecido” essa pessoa. Com uma mulher aconteceu algo desse tipo. Passou cinco anos casada, e deixou o marido quando percebeu que ele não se encaixava no modelo de príncipe encantado que ela cultivara desde a infância. Ele se casou novamente com outra mulher. Tempos depois, ao ouvir a nova esposa do seu ex-marido falar da vida feliz que levava com ele, e de todas as boas qualidades que faziam dele um esposo excepcional, a mulher – ainda solitária – ficou perplexa: “Parecia que ela falava de uma pessoa que eu nunca conhecera.”
Certo, ela nunca o conhecera de fato, porque cada vez que olhara para ele, era capaz de enxergá-lo, mas não de vê-lo. Ao esperar que ele correspondesse ao modelo idealizado de homem que ela cultivara em sua cabeça, perdera contato com a realidade do homem com quem se casara. Uma realidade que, possivelmente, podia ser até muito melhor do que a do modelo sonhado. Porém diferente.”

Fonte: Conto Sufi- Histórias de Nasrudin -Edições Dervish

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Pateta no trânsito


Eu lembro até hoje a primeira vez que assisti este pequeno desenho animado. Fiquei realmente impressionado com a percepção de realidade que ele nos oferece. Se ficarmos atento ao dia a dia do trânsitos das cidades poderemos observar pessoas reagindo como o personagem do desenho.

Vamos assistir e depois ponderar a respeito, tanto dos outros quanto sobre as nossas atitudes:

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Entrando em contato com o corpo – 1


Estou lendo um livro do Ken Wilber: A Consciência sem Fronteiras.

É um ótimo livro, com muitas informações interessantes e insights importantes. Uma pena que para encontrá-lo só mesmo em lojas de livros usados, sebos, pois está esgotado.

Gostei bastante desta parte que vou reproduzir em algumas etapas:

Um modo de começar a união com o corpo é deitar-se de costas estirado, em um tapete ou esteira.

Simplesmente feche os olhos, respire fundo, mas com calma, e comece a explorar as sensações do seu corpo. Não tente sentir nada, não force as sensações, apenas deixe a atenção fluir através do corpo e observe se qualquer sensação, positiva ou negativa, está presente nas várias partes corporais. Você pode, por exemplo, sentir as pernas? O estômago? O coração? Os olhos? Os órgãos genitais, as nádegas, o couro cabeludo, o diafragma, os pés?

Observe quais as partes do corpo que parecem estar vivas de sensações, fortes e cheias de vida, e quais as partes que parecem embotadas, pesadas, sem vida, fracas, rígidas ou doloridas.

Tente isso durante pelo menos por três minutos e observe com que frequência sua atenção abandona o corpo e se dispersa em devaneios. A ideia de que possa ser difícil ficar em seu corpo por três minutos parece-lhe estranha?

Se você não está no seu corpo, então onde está?

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Chama Violeta – 2


Trecho de um livro sobre a Chama Violeta:

A Irradiação Violeta

 

Um dos sete Raios é o Violeta. Ele contém a purificação, transmutação e liberdade, também compaixão, apelo e ritual. Seus dirigentes são Mestre Saint Germain, Arcanjo Ezequiel e seus complementos, a Santa Ametista, o Mestre Kamakura, a Mestra da Graça e Misericórdia Kwan Yin e o grande Elohim Arcturus. O uso do Fogo Violeta, Irradiação Violeta, foi dado aos homens para eliminar as situações caóticas na Terra.

Os Mestres nos dizem: para nós não é possível descrever em palavras a Força do Fogo Violeta.

Se pudésseis ver o que acontece quando acionais estas forças, não deixaríeis de utilizá-las. É uma ação muito abençoada, e muitos ajudantes aumentam suas forças ao se associarem a vós. Através dos vossos apelos, esta Chama purificadora é colocada em movimento. Pensai sobre o que podeis realizar se o fizerdes frequentemente. O uso do Fogo Violeta é de elevada eficácia. Ele contém a força da purificação, da transmutação e da cura. Assim, a Chama Violeta é uma energia que, através do uso diário, quando carregada com a força do SENTIMENTO, não falha em seu efeito.

Todo aluno deveria se envolver, todas as manhãs, durante sua meditação, na Chama Violeta que protege e purifica. Isto pode acontecer da seguinte maneira: “mantende-vos em calma e harmonia. Primeiro refleti sobre a Presença Divina dentro de vós e visualizai uma Chama Violeta. Colocai-vos dentro dessa Chama e deixai-vos transpassar por sua energia que purifica, cura e constrói. Entregai-vos totalmente a este sentimento. Senti a energia perpassar todas as partes do corpo até cada célula. Concentrai-vos nos órgãos doentes e fracos e iluminai-os. A Luz Violeta é uma força curadora e tem influência sobre os corpos sutis. Nesta área realiza-se a cura que se transporta para o corpo físico. Todas as causas estão no corpo etérico porque toda força vital de lá flui ao corpo físico”. A utilização do Fogo Violeta é diversificada. Podeis envolver tudo e todos nesta Luz Violeta que cura e constrói. Quando vos envolverdes todas as manhãs no Raio Violeta, lembrai-vos, frequentemente, durante o dia, deste campo de força e dai-lhe um novo impulso. Assim ficareis mais protegidos e qualquer infelicidade ou desarmonia será mantida longe de vós.

 

Fonte: A Força Transformadora do Fogo Violeta. Ponte Berlim-Brasília. Copyright © Die Brücke Zur Freiheit e.v.