Caminho do Meio

O Caminho do Meio faz parte do conjunto de ensinamentos do Buda Gautama.

Ele nos oferece uma forma de viver diferente, mais consciente, mais produtiva e mais integral. Entretanto tem suas exigências. Colocar em prática estes ensinamentos pede um boa dose de paciência, dedicação e disciplina.

Colocar em prática estes ensinamentos na nossa vida diária, agitada, apressada e cheia de oportunidades exige ainda mais. Talvez para um monge vivendo em um retiro em algum lugar distante seja mais fácil, mas para a maioria de nós deve ser algo bem complexo.

Me agrada muito esta visão, tento incorporar ela no meu dia a dia dentro das minhas limitações, dentro das minhas possibilidades.

Ao mesmo tempo eu penso que existem duas perspectivas diferentes, não excludentes, mas opções que eu posso adotar, para lentamente me adaptar a esta realidade. Vou colocá-las abaixo, opção A e B. Eu me inclino pela B, em alguns momentos, e pela A, em outros… :>>>

a) O Caminho do Meio é um imposição, ou seja, eu devo abdicar dos excessos, subjugar meus sentimentos, meus pensamentos, minha mente, para me manter no equilíbrio?

– se esta for a opção eu creio que está equivocada. Porque neste caso há uma disputa, um conflito interno, entre aquilo que a natureza quer, que é natural em cada ser, e diferente de um ser para o outro, e o que a mente considera ideal, razoável.

Penso que esta escolha leva a um grande desgaste energético, mental e emocional. Mas também penso que deve-se ponderar a respeito e optar por ela em alguns casos. Assim a nossa mente usa seus recursos e toma as decisões de forma mais consciente.

b) O Caminho do Meio é uma resultante. Ao final, após experimentar os dois opostos, naturalmente eu me situo no meio, no equilíbrio.

– nesta opção não há conflito. Eu não me forço a uma escolha me me desagrada, ou que me agrada e que gera culpa ou ressentimento.

Creio também que escolher desta forma é mais difícil, mais complexo. Exige mais atenção, mais foco nas escolhas, nos resultados e no fato de que temos de assumir a responsabilidade por tudo o que fazemos.

Mas penso que é mais natural.


São questões a se ponderar.

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