Sobre a Terapia

Nossa visão do terapeuta é que ele é semelhante aquilo que o químico chama de catalisador, um ingrediente que precipita uma reação, que de outra maneira poderia não ocorrer. Ele não determina a forma da reação, que depende das propriedades reativas intrínsecas das substância presentes, e tampouco participa de qualquer composto que venha ser formado com a sua ajuda.

O que ele faz é simplesmente dar início a um processo, e há alguns processos que, uma vez iniciados, são automantenedores e autocatalíticos. Admitimos ser este o caso da terapia. O caso “bem-sucedido” não é uma “cura” no sentido de um produto acabado, mas uma pessoa que sabe que possui ferramentas e equipamento para lidar com os problemas à medida que estes surjam.

Em casos tratados sob esta formulação, o critério do progresso terapêutico cessa de ser uma questão de debate. Não é uma questão de “aceitação social” aumentada ou melhores relações interpessoais, vistos através dos olhos de uma autoridade estranha e autoconstituída, porém a própria tomada de consciência por parte do paciente de sua vitalidade elevada e modo de funcionar mais efetivo. Embora os outros possam também notar a mudança, a opinião favorável deles a respeito do que aconteceu não é o teste para a terapia.

 

Fonte: Não apresse o rio (ele corre sozinho). Barry Stevens. Editora Summus, 1978. pág: 190.

 

:>

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s