Constelações Familiares


Nesta sexta-feira passada eu tive a oportunidade de participar de uma palestra sobre Constelações Familiares. Apesar de já ter lido e pesquisado um pouco sobre o assunto ainda não havia entrado em contato com um profissional desta área e muito menos interagido em uma constelação.

A palestra foi muito interessante, foi conduzida pela Sahwenya Passuelo, seguindo a orientação de Bert Hellinger na área da Constelação.

O grupo estava bem sintonizado com o assunto e colaborou bastante, isto facilitou para a orientadora.

Ao final uma pessoa se ofereceu para constelar e servir de exemplo para uma das técnicas disponíveis. Esta pessoa escolheu inicialmente quatro pessoas para auxiliarem na constelação, pai, mãe e alma, que iria representar a própria pessoa. Mais adiante surgiu a necessidade de uma irmã que não chegou a nascer e também de um irmão.

Neste momento tive a oportunidade de participar um pouco mais ativamente. Pois até então eu estava apenas observando e enviando Reiki para os participantes. A orientadora me convidou para ser o outro irmão que não chegou a nascer.

Foi uma experiência muito enriquecedora. Eu fiquei deitado no chão e pude observar uma série de emoções e energias que estavam ligadas a este irmão.

Inicialmente eu senti um turbilhão de energias no umbilical, que foi diminuindo aos poucos enquanto que um frio crescente subia pelos pés.

Interessante que eu fiquei deitado com o corpo esticado. Não senti, pelo menos inicialmente necessidade de ficar em posição fetal.

A percepção do frio foi mantida e uma certa rigidez do corpo foi se manifestando. Neste momento algumas percepções emocionais e mentais foram se manifestando: uma vontade de assumir a posição fetal e de rolar para o meio das demais pessoas, uma certa revolta como se estivessem esquecido de mim (do irmão é claro) e depois um certo esquecimento, como um apagar de luzes.

Creio que vivenciei um pouco do que este ser que não chegou a nascer sentiu. As energias do umbilical indicam a transferência de energia materna para o novo ser, a vontade de nascer e não conseguir se expressando através da revolta, da vontade de gritar e chamar a atenção e, creio, que o frio quando a vida já estava terminando para o ser.

Ao mesmo tempo em que estas percepções todas ocorriam eu me mantinha tranquilo, observando, anotando mentalmente as percepções. Acho que consegui um bom nível de empatia com a situação.

E foi muito interessante poder participar ativamente da constelação, conhecer na prática o processo é bem diferente de apenas ler sobre ele ou observa algo acontecendo.

Pensamentos


Eu sempre gostei de pensar em mim como esta música do Raul Seixas: uma metamorfose ambulante.

Sempre em transformação, sempre mudando.

É algo por vezes contraditório, pois sinto em mim mesmo uma necessidade de regras, de rotinas, de estabelecer um padrão, um ritmo.

Mas ao mesmo tempo, ao determinar um padrão, eu me movimento de forma a evitar a rotina. É quase uma sabotagem :>>>

Pensando neste aspecto eu me lembro um pouco do meu mapa natal, acho que deveria observá-lo um pouco mais, para identificar melhor estes movimentos pró e contra a rotina.

Trabalhar com informática me deixa satisfeito, nesta área a gente encontra campo para a rotina e para a inovação.

Mas trabalhar como terapeuta é ainda mais recompensador. A imensa variedade de pessoas com quem eu entro em contato impede qualquer forma de rotina. E a possibilidade de entrar em contato com a minha intuição é uma fonte inesgotável de criatividade e possibilidades.

 

:>

 

Metamorfose Ambulante


Metamorfose Ambulante

Raul Seixas

 

Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

 

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

 

Eu quero dizer

Agora, o oposto do que eu disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

 

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

 

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu nem sei quem sou

 

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

 

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator

 

É chato chegar

A um objetivo num instante

Eu quero viver

Nessa metamorfose ambulante

 

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

 

Sobre o que é o amor

Sobre o que eu nem sei quem sou

 

Se hoje eu sou estrela

Amanhã já se apagou

Se hoje eu te odeio

Amanhã lhe tenho amor

 

Lhe tenho amor

Lhe tenho horror

Lhe faço amor

Eu sou um ator

 

Eu vou lhe desdizer

Aquilo tudo que eu lhe disse antes

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

 

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

Do que ter aquela velha opinião

Formada sobre tudo

 

Fonte: http://letras.mus.br/raul-seixas/48317/