Agrimony

 Agrimony

Agrimônia, Agrimonia eupatoria

Seu nome vem do latim acre ou agri que significa ácido, azedo, camponês, rude, violento. Possui a mesma raiz de agredir, agressão. Eupatoria, do grego eupatórion e do latim eupatorium, tem a ver com eupatia (resignação, paciência). Esta nominação se deve ao rei Mitridates Eupátor, que introduziu oficialmente o uso terapêutico dessa planta. Seu sobrenome significa “de bom nascimento, de pai ilustre”. Isto traz uma situação de convivência de opostos no nome dessa planta que encontra sincronicidade com a utilização de seu floral, útil para aqueles que disfarçam seus tormentos sob a forma de bom humor, dissimulação, muitas vezes necessitando de estímulos excitantes variados, tais como festas, bebidas, tóxicos, etc., para que consigam dissimular seu verdadeiro estado. Sua cor verde, representativa da bílis, da raiva e do Movimento chinês Madeira (associado à extroversão), é tão forte que, na antiguidade, seu pigmento era usado para tingir lãs e peles, disfarçando a verdadeira natureza da roupa.

O tipo Agrimony de Bach atua de forma semelhante, uma vez que dissimula aquilo que realmente sente, ao manter na superfície uma aparência de que está tudo bem. Costuma nascer à beira de estradas e possui frutos que, tal qual a Bardana, com a qual é comumente confundida, tem muitos ganchos que aderem às roupas dos transeuntes. Isso reflete, mais uma vez, as características de personalidade às quais o seu floral se adequa. Trata-se da pessoa muito sociável e que evita ficar só, para que não tenha chance de pensar profundamente em si mesmo e assim contatar seus tormentos interiores.

Citada nos escritos de Plinio e Dioscórides (“Eupatoria-dos-Gregos”), essa planta era dedicada a Atenas (Minerva), deusa da vitória pela sabedoria e pela verdade. Nascida de uma machadada na fronte de Zeus (Júpiter), essa deusa simboliza o resultado da intervenção social na consciência individual, “…a síntese pela reflexão… a inteligência socializada…”. Em seu escudo está a cabeça da Medusa, espelho da verdade, que mostra aos seus adversários as suas verdadeiras imagens. Mais uma sincronicidade com o tipo Agrimony de Bach, que tem que enxergar a sua verdadeira face, tomar contato com a sua realidade interior, digeri-la, assimilá-la e aprender a usar seu potencial não só em superficialidades, mas também nas profundidades de si mesmo para a expansão do verdadeiro eu.

O sabor ácidofrio da Agrimônia faz com que atue nos distúrbios Terra-yang, ou seja, problemas com o peso, dificuldades de digestão dos alimentos e das ideias, pensamentos superficiais e levianos, especialmente se estimulados com sabor doce-quente, tais como álcool e guloseimas; Metal-yang, distúrbios intestinais comuns em quem prende as suas raivas e tormentos e prende igualmente a evacuação, tornando-se enfezado, que literalmente significa “cheio de fezes”; e Madeira-yang, distúrbios de fígado e vesícula; exteriorização de superficialidades, problemas de visão, comuns em quem não quer “enxergar a realidade”, além de afecções da garganta (somatização daqueles que têm muitas questões “entaladas na garganta”). Associado ao arquétipo da Persona.

Fonte: Florais de Bach. Uma visão mitológica, etimológica e arquetípica. De Henrique Vieira Filho. Editora Pensamento, 1994.

O que eu gostei neste texto foi o aspecto de relacionar o Floral com o esconder, esconder de si mesmo algo, uma emoção um sentimento….

É claro que não podemos nos expressar livremente, isto é uma utopia, sempre precisamos nos policiar, nos conter um pouco. Os problemas ocorrem quando esta contenção extrapola certos limites, avança em nosso ser sem que sejamos capazes de evitar. Nestes casos vira doença. Mas no geral acabamos mesmo nos escondendo um pouco pelos mais variados, e alguns justos, motivos.

Eu penso que ocultar um pouco do que somos é uma atitude natural. Principalmente em comunidade, nem sempre agradamos a todos e muitas vezes não estamos capacitados para lidar com a rejeição e a crítica que podem sobrevir.

Na visão patológica os problemas são bem variados. Ocultar demais o que somos para agradar é uma atitude muito comum. Muitos de nós aprendem isto desde jovens, desde criança. Como uma troca: se eu for bonzinho serei amado. Deste ponto em diante modificar o comportamento exige muita energia e disciplina, ou seja, não é algo fácil.

Mas vamos observar o que o Floral me oferece.

:>



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