Responsabilidade, culpa e opiniões


Nos nossos relacionamentos pessoais e profissionais, nas terapias e nas conversas com amigos e familiares quase sempre nos envolvemos em situações que nos solicitam conselhos e opiniões.

O mais comum é respondermos a estas demandas sem pensar muito, sem ponderar muito e ao mesmo tempo usando a nossa vivência e a nossa experiência pessoal como base para tecer os comentários e as opiniões.

Muitas vezes o que dizemos e sugerimos é apenas para participar, para comentar, ou seja, não é levado em consideração, por mais que nos esforcemos para embasar ou fazer valer a nossa opinião. Nestes casos a responsabilidade pelo que o outro decide foge de nossa alçada. Os resultados da escolha que o outro faz esta vinculado apenas as suas escolhas.

Mas quando o que falamos é levado em consideração então a responsabilidade pelo resultado é algo com o que temos de arcar futuramente.

Neste caso, em que participamos ativamente da decisão, duas coisas podem ocorrer:

a) a nossa opinião está em sintonia com a opinião e a vontade do outro. Então o resultado é um somatório de responsabilidades. Se o resultado for positivo, benéfico seremos contemplados com um agradecimento. Se o resultado for negativo levaremos parte da culpa;

b) a nossa opinião não está em sintonia com a opinião e vontade do outro. Aqui a responsabilidade pelo resultado pode ser ou não totalmente imputada a nós. E nos tornamos responsáveis quase que totalmente pelo resultado. Pois o outro não conseguirá assumir a responsabilidade sozinho. Ele precisará de nosso apoio, que vai ser expresso ao assumirmos a culpa.

Assumir a culpa pelo resultado das ações de outra pessoas é sempre doloroso. Ser o responsável pelas ações do outro é sempre doloroso.

E fazemos isto tantas vezes que nem percebemos.

Isto na verdade é uma expressão da nossa falta de respeito pela vida do outro e pelo direito dele de tomar as decisões que considera mais importantes na sua própria vida.

Mesmo quando o outro procura a nossa orientação, a nossa opinião ele na verdade quer apenas conversar. Não chega nem a ser um diálogo, pois só importa o que o outro pensa e fala. Funcionamos apenas como um canal para desaguar toda esta energia que ele não sabe como lidar.

O ideal seria nos mantermos imparciais e apenas ouvir e encorajar o livre fluxo de ideias que o outro tem para expor. Estimulando que ele possa chegar as suas próprias conclusões e decisões.

Mas este ideal é difícil de ser atingido! É praticamente um trabalho de uma vida inteira.

Quem já aconselhou alguém sabe do que estou falando.

Deste sentimento de estar invadindo a vida do outro para fazer valer a nossa própria verdade.

Do sentimento que sobrevém quando o resultado não é o que o outro deseja e ele não consegue arcar com este ônus, jogando sobre nós a culpa e a responsabilidade pelo que acontece.

Tomar consciência disto é algo doloroso porque nos envolve e também implica no reconhecimento do limite do outro, na dificuldade do outro.

E se este outro é alguém próximo a dor é ainda maior. Pois neste caso não há como fugir da responsabilidade ou o esquecimento é algo mais demorado.

Sempre procurei evitar estas invasões, mas sei que nem sempre consegui. Algumas vezes por iniciativa própria e algumas vezes por agir de forma inocente e me permitindo ser manipulado.

Mas a gente aprende com a experiência. Principalmente quando conseguimos nos manter lúcidos e honestos. Aprendemos a evitar as armadilhas e também a nos posicionar corretamente nos demais casos.

Assumir a dor dos nossos erros e usar isto para crescer é fundamental, pois caso contrário acabamos por alongar ainda mais o nosso sofrimento. O que não é algo muito bom também.

 

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Projeção para o futuro


No livro Viagens Além do Universo, o segundo da série, o Robert descreve uma projeção que ele faz no futuro, uma época que ele situou como algo por volta do ano 3000 DC. Nesta série de experiências ele experimenta o uso de diversos corpos físicos. Um deles, que me chamou a atenção é o de uma folha. Sim, isto mesmo, uma simples folha de um carvalho. Ele narra a sua experiência a partir da perspectiva de uma folha de uma grande árvore. É muito interessante. Na sequência ele usa o corpo de uma pantera, de um pássaro e um corpo humano daquela data no futuro.

Leiam e pensem um pouco depois…. :>

Estou me movimentando suavemente para cima e para baixo e me inclinando e me curvando…. percorrendo o meu interior desde a minha menor parte, que é comprida, estreita e atravessada por muitos tubos, esta a minha parte da gloriosa força de vida, que surge do Todo, de cuja família eu faço parte.. e sei o quanto o Todo precisa de mim, e eu o sirvo com felicidade.. à medida que me faz ondular e me curvar passa pelos meus lados imóveis… (espere, isto é apenas ar, vento!)… tiro delas as partes que o Todo precisa e as mando de volta através dos tubos estreitos, pois elas são necessárias … faço isso com tanta facilidade que nem considero um trabalho, é uma respiração.. é para isso que estou aqui: para respirar para o Todo, à medida que tiro as suas cinzas e as espalho na energia… a minha troca feliz… e o outro, a minha forma especial e tão importante… a minha silhueta, configuração… recebe um sinal especial de que o Todo compreende, necessita e usa… tudo o que faço é recebê-lo e passá-lo adiante… e estou feliz, extremamente feliz.. com um conhecimento total de que pertenço a ele, que faço o que ele planejou para mim… um belo equilíbrio: dar… receber… a segurança e a força do Todo…

 

Fonte: Viagens além do Universo, Robert Monroe. Nova Era. Página: 221

 

 

Afirmação Gateway


Robert Monroe elaborou o seguinte texto a ser utilizado pelas pessoas antes de empreenderem uma experiência de saída do corpo. Ela é usada nos programas do Instituto e também no material de áudio disponível para exercícios residenciais, as Waves, ou Ondas.

Durante muito tempo eu mantive este texto na mente, gosto mais da versão em inglês, mas a tradução também é muito boa.

Afirmação Gateway – Robert Monroe

I am more than my physical body.

Because I am more than physical matter, I can perceive that which is greater than the physical world.

Therefore, I deeply desire to Expand, to Experience; to Know, to Understand; to Control, to Use such greater energies and energy systems as may be beneficial and constructive to me and to those who follow me.

Also, I deeply desire the help and cooperation, the assistance, the understanding of those individuals whose wisdom, development and experience are equal or greater than my own.

I ask their guidance and protection from any influence or any source that might
provide me with less than my stated desires.

Eu sou mais do que o meu corpo físico.

Por ser mais do que matéria física, posso perceber aquilo que é maior do que o mundo físico.

Assim, desejo me expandir, experimentar, conhecer, compreender, controlar, utilizar as energias e sistemas energéticos superiores que possam ser benéficos e construtivos para mim e para aqueles que me seguem.

Eu também desejo a ajuda e cooperação, a compreensão dos indivíduos cuja sabedoria, evolução e experiência são iguais ou maiores que a minha .

Peço a eles orientação e proteção contra qualquer influência ou força que possa me proporcionar menos do que os meus desejos expressos.

Texto de Robert Monroe


Este breve texto eu encontrei em um livro do Monroe. Ele caiu em um poço e ficou ali por algum tempo, quando entrou em contato com uma forma de inteligência que passou a seguinte mensagem, muito bonita por sinal:

Filhos dos filhos dos meus filhos, você tem encontrado alegria em minha brisa e em meu céu. Temos partilhado a emoção e a paz em minhas águas e em suas profundezas.

Você tem se deleitado com a beleza e a ingenuidade das outras crianças espalhadas pela minha superfície. Ainda assim, só agora arranjou um momento em meu seio para ficar quieto e escutar.

Neste sossego guarde esta canção para todo o sempre. Você nasceu de mim e é seu destino tornar-se mais do que eu possa ser algum dia. Este amadurecimento eu festejo contigo. Minha força é a sua força.

Desse modo, revista-se de toda a minha glória para se expressar de uma forma que eu não irei entender. Entretanto, mesmo sem compreensão eu apoio e compartilho alegremente a sua transformação. Vá e leve esta verdade dentro de você, meu filho dos filhos dos meus filhos.

 

Fonte: A última jornada. Robert Monroe, Nova Era. Página: 147

 

Meditação com uma árvore


O planeta Terra executa dois movimentos básicos no espaço:

  • um deles é a rotação, é o giro em torno do seu próprio eixo. Este movimento dá origem ao dia e a noite, com uma duração de 24 horas;
  • o outro é a translação, ou revolução, que é o movimento em torno do Sol e dá origem ao ano terrestre, com 365 dias.

Segundo este site, podemos considerar na verdade 13 movimentos distintos, mas isto já foge ao objetivo deste post, ficando mais como conhecimento.

O vídeo a seguir ilustra muito bem:

Eu citei estas informações pois existe um exercício, como se fosse uma meditação, que é muito interessante de ser executado e trás alguns benefícios muito importantes.

A maioria dos seres humanos compartilha uma noção muito ruim, que é a noção de que estamos desconectados do restante do Universo. Esta separação tem uma série de razões e podemos ficar um longo tempo conversando sobre ela, mas não é o meu objetivo neste momento.

Contam, li isto em um dos livros deles mas não lembro qual!!!, que o psicólogo Pierre Weil fazia uma pergunta ao seus alunos:

  • onde está a natureza?

A resposta era, invariavelmente, um apontar para montanhas, florestas, animais, rios…. ou seja, tudo o que estava fora, não incluindo o próprio ser humano. Assim temos esta noção de que não somos a natureza, somos seres que ficam a parte de tudo o que existe.

Esta noção de separação é muito ruim, causa uma diversidade enorme de problemas para o planeta.

  • Que razão tenho eu para cuidar da natureza se não faço parte dela!!!!

Acho que muitas pessoas pensam assim!! Como se pudéssemos existir sem o restante do planeta!!

Então o exercício que eu vou propor vai trabalhar profundamente esta sensação, este sentido, de desconexão.

Não é algo difícil de executar mas vai necessitar de um pouco de dedicação e também de uma concessão interna nossa, uma liberação de nosso sentido de controle. Ao final vai resultar em uma percepção muito grande de nossa integração com o Universo e vai abrir um pouco o nosso ser para outras percepções que não apenas as do dia a dia.

Mas vamos ao exercício:

Para executar este exercício precisaremos de um local onde possamos encontrar uma árvore, seja um jardim, um bosque, o quintal de nossa casa.

Não importa muito o tamanho da árvore, a idade dela ou o tipo. Apesar de que no começo buscar uma árvore mais antiga, grande e imponente possa facilitar. Depois de algum tempo isto já não terá muita importância, qualquer árvore nos permitirá executar o exercício.

Talvez seja preciso muita perseverança no começo pois algumas coisas, principalmente nossa mente, tornam o exercício um pouco complicado. A sensação de ridículo, a impressão de que não estamos fazendo nada de útil é muito comum.

Vamos lá:

  • reserve um tempo para o exercício de 15 a 30 minutos devem ser suficientes;
  • acalme sua mente, respire, relaxe um pouco;
  • depois aproxime-se da árvore escolhida;
  • faça uma breve saudação a este ser, se for reikiano envie Reiki como uma oferenda;
  • faça um contato mental. Peça auxílio e permissão para que o contato físico se estabeleça e que ela, a árvore, possa te auxiliar neste momento;
  • aproxime-se da árvore e a abrace por alguns instantes;
  • afaste-se um pouco, fique a uma distância em que seus braços estendidos toque o caule;
  • coloque os pés levemente afastados e estenda os braços até tocar o caule da árvore, apoie-se levemente no caule;
  • leve a sua atenção, sua consciência para o seu corpo, observe a tensão, veja se está confortável, se a posição escolhida está agradável, se não há nada causando algum incomodo, se os pés estão bem assentados do chão;
  • leve a sua atenção para a árvore: observe a textura do caule, o cheiro, o vento nas folhas, se o caule se curva, se agita;

*** Neste momento é importante que nos deixemos levar. É necessário permitir o contato. Talvez não aconteça nas primeiras vezes, por isto insista.

A medida que vamos direcionando nossa atenção para a árvore, para o espaço ao redor, vamos ampliando nossa consciência e nos conectando com o ser, a árvore, e com o planeta.

Após observar tudo isto com os olhos abertos. Feche-os.

Comece a perceber o seu corpo, a árvore e todo o restante ao seu redor com todo o seu ser.

A ampliação de consciência que ocorre permitirá um contato muito forte com a árvore e com o planeta.

Depois de alguns instantes a sensação que sobrevém é a de uma fusão completa. Nós somos a árvore e a árvore somos nós.

Outra sensação que vai surgir é a de integração com a árvore de uma forma muito ampla.

Neste momento surge uma percepção muito especial, muito muito agradável. A sensação de perceber o próprio movimento de rotação do planeta. Este momento pode ser muito sutil, muito rápido ou então se instalar em nosso ser de uma forma profunda e completa.

Perceber que estamos girando no espaço junto com o planeta é uma sensação sem igual. É um estar conectado a algo maior. Um voltar a se conectar na verdade. Um relembrar.

Após algum tempo você vai voltar para o seu próprio corpo.

E guardará esta experiência com muito carinho.

Neste momento podem surgir várias sensações dentro de nós: tranquilidade, alegria, saudade, nostalgia. As vezes até uma pequena revolta.

Aproveite momento, observe a você mesmo e procure não se julgar.

Talvez você não consiga executar o exercício completo da primeira vez, talvez nem na décima. Mas não desista. Vale a pena persistir.

Quem quiser compartilhar sua experiência ou suas dúvidas fique a vontade.

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Rolfing – 10a sessão


Gostei muito das duas últimas sessões de Rolfing. A décima foi dividida em duas devido ao tempo.

Nestas duas sessões finalizamos o corpo todo e também repassamos alguns pontos que ainda estavam precisando de atenção.

Observei que meu corpo se modificou ao longo destas sessões, ficou mais relaxado, mais tranquilo principalmente. A consciência de alguns acúmulos de energia negativa, de bloqueios, se manifestou muito forte e a necessidade de correção também.

Sinto que ainda estou me adaptando a todo o tratamento. De tempos em tempos alguma parte do corpo se manifesta de forma mais ativa, chamando a atenção para algo que precisa ser tratado, corrigido.

Eu creio que as mudanças ainda vão ocorrer durante algum tempo, afinal foram mais de 40 anos de acúmulos, seja de tensões, bloqueios, medos e angústias que foram sendo somatizados. Trazer energia para estes pontos, trazê-los a luz da consciência demanda um grande esforço, uma disponibilidade interna para a mudança e para a correção destes pontos. E isto leva algum tempo. Mas estou tranquilo, sem cobranças, sem pressões. Mais observando e procurando me adaptar.

Um fato muito importante em qualquer terapia é que você precisa estar disponível para ela, precisa concentrar sua atenção e sua energia no processo, para permitir que o mesmo se desenvolva.

Nem sempre isto acontece, nossa maneira de viver se torna tão rígida que não permite as mudanças e muito menos permite que a energia necessária se manifeste naquele momento.

É preciso estar consciente, cada vez mais.

Agradeço a Lilia pela oportunidade e por todos os benefícios que o Rolfing me proporcionou.

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