Assédio e Obsessão

Assédio e obsessão, no aspecto espiritual, são dois temas bastante atuais e importantes, merecedores de uma reflexão mais criteriosa.

Uma das principais visões sobre este tema provém do Espiritismo e fala basicamente da influência de um espirito desencarnado sobre um encarnado (vivo). Normalmente é visto como uma influência negativa da qual precisamos nos proteger.

Eu observo o assédio sob um aspecto mais amplo. Abrange não apenas o vínculo de desencarnado e encarnado, mas afeta todos os seres vivos, tais como animais e plantas.

As razões para o assédio ocorrer são bem variadas. Tanto um como o outro podem ter raízes muito antigas, remontando a vidas passadas, mas é algo bem comum de acontecer durante a vida atual das pessoas.

Existem vários fatores que podem causar o assédio mas talvez o mais básico deles seja o apego, sentimento que experimentamos de sermos donos, possuirmos o objeto de nosso desejo, amor ou paixão apenas para nós, da forma e na hora que desejamos. O apego incita o egoísmo, o ódio, a raiva, a vingança, sentimentos de honra e desonra, violência, prazer.

O amor envolvido nestes processo é um amor egoísta, possessivo. Mais voltado para nós do que para o outro.

Quando esta variedade de sentimentos nos toma a consciência acabamos por abandonar o nosso centro, nos desvirtuamos e acabamos por tomar atitudes totalmente fora do habitual, que muitas vezes nos arrependemos depois.

Existem também variados graus de assédio. Desde coisas bem simples, bem sutis até extremos de violência passional que duram centenas de anos.

Há uma percepção exagerada de nossa consciência, de nossa posição no mundo, da importância que temos. Quem causa o assédio sente que a sua própria existência foi ofendida, que foi desrespeitado. A turbulência mental causada é tanta que é muito fácil cometer um equívoco, um erro de avaliação. Assim entramos em um círculo vicioso no qual um acontecimento simples toma dimensões desproporcionais e causa reações desproporcionais.

A assédio pode ocorrer entre pessoas vivas, como pai e filho, esposo e esposa, chefe e subalterno, namorados, amigos, entre um homem e um animal e mesmo entre um homem e uma planta. No caso destes dois últimos normalmente o processo acaba com a morte, é muito fácil matar um animal ou uma planta, mesmo quando resultam consequências indesejáveis com um processo jurídico é algo bem comum.

Quem não teve o peixinho do seu aquário morto com o mal-olhado, com a inveja ou olho gordo de uma pessoa próxima.

As vezes é mais fácil nos atingir quando o alvo é um destes seres que pouca coisa podem fazer para se defender.

E o assédio mais comumente comentado é de um espirito, desencarnado, para com uma pessoa viva, um espirito encarnado.

Nestes casos exitem uma grande variedade de situações que podem ser observadas e as relações que causam esta situação são muito diversas.

Existem dois aspectos básicos a serem ponderados:

  • nem sempre a culpa é de quem está assediando. Muitas vezes a pessoa que está sendo assediada foi a real causadora do problema. Assim ela precisa efetuar alguma ação para que o processo obsessivo termine. Mas admitir a própria culpa é algo um tanto complexo;
  • outro aspecto é que dentro de certos limites precisamos considerar o assédio como algo positivo. Como algo que promove o nosso crescimento e permite que aspectos negativos de nosso ser sejam curados. Não é algo fácil de ser feito, mas é algo racional.

Há muito mais o que escrever sobre o assunto, em breve retomarei.

 

 

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