Meditação

Atualmente falar ou escrever sobre meditação é bem corriqueiro. Depois que a medicina tradicional e a ciência oficial se aventuraram nas pesquisas e nas comprovações sobre os benefícios desta prática o assunto se tornou acessível e, principalmente, bem aceito nos mais diversos círculos.

Livros, técnicas, métodos, cursos, filmes e mestres podem ser encontrados facilmente.

Entretanto, a prática da meditação continua sendo algo pessoal, individual e subjetivo. Nisto talvez resida a sua maior dificuldade. Nossa mente racional pede sempre por mapas, roteiros e listas de coisas a serem feitas, comprovadas, seguidas. E não encontramos isto tão facilmente na meditação. Apesar de ser possível alguns demarcações ao longo do caminho a subjetividade do processo impede que se consiga repetir a mesma experiência, ou vivência, sempre.

Um dos pontos que eu considero mais difíceis de serem trabalhados na meditação é a questão do resultado, dos benefícios.

Sempre começamos algo pensando no resultado. É natural em nossa cultura. Vou fazer meditação pois quero melhorar, quero me acalmar, diminuir o stress, melhorar a qualidade de vida, quero me iluminar. Isto não funciona de forma tão simples assim.

A meditação nos leva a um estado além de nossa mente. Não há resultados a serem alcançados. Não há benefícios a serem perseguidos. Isto precisa ficar bem claro para quem está começando.

– Mas que medita não alcança o que eu citei acima?

Sim. Alcança. Mas isto é secundário, é um pálido reflexo, é um bônus.

Sim, é complicado pensar desta forma.

O fato é que, se não fizermos assim não vamos adiante. Não tem como a gente seguir.

Acho que esta é uma das maiores causas das desistências que ocorrem ao longo do processo de incluir a meditação em nossas vidas.

Começamos com alguns objetivos simples. E a medida que vamos praticando vamos comparando o que acontece com a nossa perspectiva inicial. Ao final de algum tempo nos decepcionamos. Não conseguimos atingir os objetivos, ou eles se mostram tão sutis que nossa mente desiste. Ela começa a colocar empecilhos. Coisas do tipo: isto não funciona! Estou perdendo tempo! Que coisa mais chata isso! Que coisa mais ridícula ficar aqui parado este tempo todo! Eu ganhava mais se estivesse trabalhando!!!!

Isto acontece devido aos objetivos iniciais!

Esta é a razão para desistir. É muito complicado argumentar com uma mente tão diligente, tão econômica e racional.

E assim desistimos de algo que seria muito proveitoso, de algo que nos beneficiaria por toda a vida.

Assim, ao iniciar um curso eu enfatizo ao máximo:

– A meditação não tem objetivos!

Meditar é ficar parado sem fazer nada. O máximo do ócio!

Não pense em ganhar, em benefícios ou em vantagens.

Sente-se e fique quieto.

Avance por algumas etapas e pronto.

Sente-se e fique quieto.

Persista.

Deixe que os pensamentos venham a sua mente e em seguida dispense-os gentilmente.

Não brigue com a mente, não dispute com ela, você vai perder.

Meditar é simples, fácil.

Mas é preciso começar e persistir.

Apenas isto.

Reserve de 5 a 10 minutos diários e inclua a meditação em sua vida. Você não vai se arrepender.

Não brigue com sua mente.

Quando esquecer deixe assim mesmo, recomece na próxima oportunidade.

Não consegue ficar em silêncio?

Não tem problema. Seja paciente.

É simples assim. E muito poderoso. Mas pode demorar muito para uns e ir rapidamente para outros.

É o ritmo de cada um.

:>

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