Sobre Gráficos radiestésicos


 

Os gráficos radiestésicos foram sendo desenvolvidos ao longo do tempo por vários radiestesistas, alguns famosos e alguns absolutamente desconhecidos. Muitos foram adaptados, modificados e outros permanecem inalterados desde o começo.

 

Os gráficos mais comuns são de domínio público e podem ser encontrados na net, em livros ou comprados em alguma loja de produtos para Radiestesia.

 

Entretanto, alguns radiestesistas optaram por registrar os gráficos como um medida de proteção, tendo em vista que o trabalho para desenvolvê-los é muito grande e deixar os mesmos sem qualquer proteção é um risco muito grande. Isto para o caso de algum esperto resolver se apropriar da obra.

 

Nos casos de registro da propriedade os gráficos podem ficar em duas categorias: os livres e os restritos. Livres estão disponíveis para todos copiarem e modificarem, no máximo citando a fonte. No caso dos restritos os cuidados são maiores e o uso e a reprodução são proibidos.

 

Além disto alguns gráficos são quase exclusivos, ou seja, são desenvolvidos especificamente para determinados casos ou pessoas, assim não podem ser generalizados, ter o seu uso ampliado.

 

 

Construir um gráfico não consiste apenas em juntar alguns símbolos e pendular se eles estão bons e são utilizáveis. Consiste sim em testar até a exaustão criações que passam por estudo, pesquisa e intuição.

 

 

É preciso muito cuidado com o uso dos gráficos. Muitos dos que estão disponíveis na net e mesmo em livros estão mal desenhados ou diagramados, são cópias imperfeitas de cópias já imperfeitas. Isto tudo afeta o resultado que se pode esperar do gráfico, quando não os inutilizam.

 

 

Para um trabalho mais sério com gráficos o ideal é obter um gráfico vetorizado, com o Corel Draw por exemplo, e impresso em uma boa impressora em um papel com uma gramatura mais alta, 160 ou 180 g, dependendo da capacidade da impressora. Em alguns casos a impressora não consegue tracionar o papel e pode emperrar ou então o gráfico acaba por sair torto ou manchado.

 

Uma outra saída muito interessante é comprar os gráficos plotados em acrílico, plástico ou madeira. Neste caso a espessura é maior e mais adequada e também permite uma manutenção melhor, pois o gráfico dura bem mais tempo. Com um gráfico de papel o tempo de uso cai bastante, pois o mesmo pode saturar e como é de papel fica muito difícil limpá-lo energeticamente. Com gráficos de acrílio uma limpeza com álcool ou água e sabão deixam o mesmo praticamente novo.

 

Mas mesmo os gráficos em acrílico podem conter erros ou receberem uma plotagem de má qualidade o que prejudica o seu desempenho. É preciso cuidar bastante este aspecto.

 

 

Observem no gráfico acima alguns erros: pontos espalhados pelo desenho, linhas mal traçadas e com baixa qualidade de traçado, o nome bem grande acima. É um exemplo um pouco exagerado, mas gráficos como este encontram-se aos montes na internet. Não existe, em boa parte dos casos, uma má-fé, uma tentativa de abalar a reputação da Radiestesia, mas simplesmente algumas pessoas na tentativa de ajudar a divulgar acabam por prejudicar. Um gráfico mal-feito, de baixa qualidade pode apenas não funcionar como funcionar bem abaixo da sua real capacidade. É preciso cuidado.

 

 

Mais um ponto a ser considerado diz respeito ao acréscimo de qualquer nome, letra, data ou autor ao gráfico. No meu entender estas informações podem comprometer a qualidade do trabalho, pois são acréscimos ao gráfico que não foram planejados nem testados. Assim procure gráficos que contenham apenas o seu conteúdo essencial, a forma do gráfico. Veja a seguir um exemplo correto:

e outro errado, pois incluí um nome, data e nome de quem fez:

 


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Intrusão, intromissão ou invasão


Este assunto é muito abrangente, importante e um tanto quanto complexo, mas deve estar na mente de todas as pessoas e não apenas em quem trabalha com terapias.

Precisamos observar sempre o respeito a liberdade do outro, mesmo que isto nos pareça totalmente inútil.

Eu sempre digo que temos uma visão pontual, ou seja, de um ponto determinados apenas. Algumas vezes até conhecemos vários pontos sobre determinada pessoa, mas não conhecemos a sua história completa, não sentimos o que ela sente e nem vivemos o que ela viveu e vive. Assim, fica muito complicado a gente se envolver em qualquer questão.

Além disto precisamos estar atentos para o fato de que a maioria dão quer ajuda, não quer ser ajudado. Muitos querem ser ouvidos, muitos querem apenas pedir e sempre que nos movemos em direção a uma ajuda ela não é bem recebida ou é desprezada.

Os termos para referir esta questão são um pouco pesados: intromissão, intrusão, ou invasão são alguns deles.

Eu creio que o mais complicado é a gente ter respeito pela dor do outro!

Cada um tem o direito de sofrer e de ser feliz, na medida em que desejar. E precisamos respeitar!

É sempre mais fácil respeitar quando a pessoa é alguém distante, que não vemos constantemente, que pouco conhecemos ou que pouco contato temos com ela. Mas quando é alguém da nossa família, ou do nosso círculo de relacionamentos a questão muda de figura. É muito difícil a gente se manter imparcial.

Precisa ficar claro que não estou pregando aqui que não nos deixemos tocar pelo sofrimento, que deixemos de sentir compaixão. Não estou dizendo para nos afastarmos e deixar a casa pegar fogo!

Mas estou ponderando sobre a questão de que devemos respeitar e que muitos de nós não fazem isto. Usamos diversos argumentos, chamamos pessoas adultas, inteligentes, de pobrezinhas, coitadinhas e nos metemos na vida delas sem qualquer cuidado.

Existe um ditado que diz: em briga de marido e mulher ninguém mete a colher! Ele poderia ser extrapolado para amigos, tios, sobrinhos, filhos e não só para briga, mas para problemas também.

Uma coisa é a gente oferecer ajuda, estar sensível para o sofrimento e oferecer auxílio. Outra coisa bem diferente é a gente querer resolver o problema pela pessoa, a gente querer sofrer por ela, na verdade quase queremos viver por ela!

Partimos do pressuposto de que sabemos como resolver a questão, que temos a resposta para o problema, que já passamos por isto e que estamos escolados! Mas no fundo o que temos é uma leve, e as vezes grande, arrogância e desprezo pelo outro. Não queremos permitimos que ele tenha as suas vivências e experiências, que ele cresça. Infelizmente. É preciso estar atento a isto e ser sinceros com a gente mesmo para evitar que isto aconteça.

Com a desculpa de que sabemos o que fazer invadimos a vida de nossos filhos, amigos, e não nos damos conta de que eles precisam passar por aquela experiência para crescer. Pensamos que se nós já vivemos aquilo não precisamos deixar o outro passar, que é perda de tempo e sofrimento inútil.

Eu encontrei na obra de Carl Rogers um ponto muito importante para embasar esta forma de pensar. A crença na sua tendência a auto-realização, na capacidade que cada um de nós tem de conduzir a sua vida da melhor forma e sempre em um sentido de crescimento.

Para mim acreditar nisto, me alinhar com o pensamento de Rogers eu preciso também atuar assim. Sendo um pouco repetitivo: é mais fácil com os que estão mais afastados do que com as pessoas que estão próximas a nós. É mais fácil com os clientes de terapia do que com meus familiares. Mas é preciso começar, é preciso dar o primeiro passo.

Podemos encontrar diversas críticas sobre esta crença que Rogers ofereceu e defendeu, mas a mesmo tempo precisamos dar algum crédito pois ao colocarmos ela em prática podemos observar os resultados e assim, concordar ou discordar. Eu posso dizer que tenho experimentado e que até agora ainda estou em concordância.

Lembrando agora de uma questão relativa a Radiestesia, quando vamos tratar alguém ou avaliar alguém uma das regras a seguir é fazer uma singela pergunta: Devo, posso, efetuar este trabalho?

Não posso dizer que todo radiestesista segue esta regra, eu mesmo me esqueço dela muitas vezes, mas é aconselhável questionar com o pêndulo se podemos nos envolver e respeitar se a resposta for não.

Um breve exemplo. Recebemos a notícia de que alguém da família está passando por problemas de saúde. Tenho a disposição o gráfico de Alta Vitalidade que pode ajudar muito. Antes de criar o testemunho e colocá-lo no gráfico eu preciso fazer a pergunta básica: Posso?

Se a resposta do pêndulo for afirmativa então eu sigo com o processo, se a resposta for negativa eu não início nada e não me envolvo.

Voltando a questão do pontual. Eu, com a minha consciência limitada não tenho como saber as necessidades e as escolhas que levaram a pessoa a passar por uma determinada dificuldade, assim, fica muito difícil eu dizer que algo que ocorre na vida de alguém é ruim ou bom. Sem entrar mais a fundo em questões de carma e vidas passadas não tem como saber quais escolhas a pessoa fez para estar passando por uma determinada dificuldade em sua vida.

Como eu não tenho as informações precisas tudo o que eu posso fazer são conjecturas, são suposições. E agir baseado em suposições não é muito correto nem muito indicado.

Por estas razões eu sempre converso com meus alunos do nível II de Reiki para que ao enviar a energia a distância para alguém façam sem qualquer objetivo, sem qualquer consideração mental ou emocional. Apenas enviem e peçam que Deus, o Universo, a Alma, o Eu Superior daquela pessoa use a energia da forma que for mais conveniente e necessária, apenas isto. Desta forma eu não estou me intrometendo na experiência da pessoa, estou me colocando a disposição para oferecer algo que seja necessário, estou exercitando a minha compaixão, nada mais.

Mas sei o quanto é difícil. Enviamos Reiki para fulano parar de fumar, para beltrano se curar da tosse, se curar do câncer, superar as brigas, deixar a depressão de lado, etc, etc, etc… é muito complicado não nos envolvermos. Mas mesmo assim eu explico e peço, solicito, não mais do que isto. Pois caso contrário eu também estarei me intrometendo na vida do meu aluno, ou seja, fazendo aquilo que eu digo para não ser feito.

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Questões sobre o mestrado


Falando um pouco mais sobre o mestrado em Reiki eu gostaria de compartilhar uma série de questões que costumo debater com meus iniciados. São questões de abrangência bem ampla, que podem seguir caminhos diversos, dependendo da necessidade e do interesse dos alunos. Alguns seguem caminhos mais técnicos outros mais práticos, é algo sempre prazeroso de acompanhar.

É um processo dinâmico, sempre aberto a questionamentos, alterações, críticas e sugestões.

Para quem pensa no futuro em fazer o mestrado é interessante começar a ponderar a respeito antecipadamente.

Seguem as questões:

  1. História do Reiki;
  2. O Sistema Usui de Cura Natural;
  3. A questão religião e o Reiki;
  4. Principais nomes do Reiki;
  5. A Gakkai;
  6. Sensei: mestre ou professor?
  7. A Linhagem;
  8. Revisão dos conteúdos dos níveis I, II e IIIA;
  9. Ensinar o CKR no nível I?
  10. Preparação do aluno;
  11. Preparação do mestre;
  12. Pacote de energia que o Mestre recebe e crises;
  13. Como proceder no momento anterior as iniciações, no que acreditamos;
  14. Invocações e agradecimento de divindades;
  15. Preparação do ambiente;
  16. Dilema entre o iniciar e o perceber;
  17. A responsabilidade pela iniciação;
  18. Registro dos alunos, em livro ou no computador;
  19. Idade mínima para as iniciações;
  20. Quanto cobrar pelos níveis?
  21. Desenvolver as próprias apostilas?
  22. O que ensinar em cada módulo;
  23. Importância da Bibliografia;
  24. A quantidade de horas do curso;
  25. Quantidade de alunos nas turmas;
  26. Iniciação em grupo ou individual;
  27. Diferentes formas de traçar os símbolos (Hon por exemplo);
  28. Símbolos do Mestrado;
  29. O símbolo do Reiki, tradicional e atual;
  30. Compreensão da importância dos Pilares do Reiki;
  31. A importância dos 5 Princípios do Reiki;
  32. Os diversos Sistemas de Reiki;
  33. O processo de iniciação;
  34. A iniciação a Distância;
  35. Treinamento das iniciações;
  36. Refazer iniciações, a Confirmação;
  37. Respiração e Sopro Violeta;
  38. Posição Hu Yin;
  39. Impacto dos 21 dias após a iniciação;

Sobre o Mestrado em Reiki


O último estágio do Sistema Usui de Cura Natural é o Mestrado.

Acredito que todo reikiano deve almejar atingir esta etapa.

No Ocidente é costume dividir o nível 3 em duas etapas, o 3A, ou 3 segundo alguns sistemas e mestres, e o 3B, ou 4, também segundo estes mesmos mestres.

A principal razão apontada para esta divisão é a possibilidade de oferecer um novo patamar energético ao reikiano sem que ele assuma a carga de responsabilidade de se tornar um mestre em Reiki. Acredito que alguns mestres mais antigos identificaram esta possibilidade, este limitador, de que se tornar um mestre em Reiki poderia implicar em algo muito complexo.

Penso que a divisão 3A e 3B, ou 3 e 4, é muito interessante. O nível 3A é muito importante, promove mudanças profundas na vida do reikiano e permite uma grande abertura em diversos níveis. O nome Mestre Interior é muito bem escolhido, expressa com exatidão a razão do nível. Demonstra também boa parte do trabalho que o reikiano terá até assumir esta tarefa plenamente, se tornar mestre de si mesmo.

Mas um ponto que me chama muito a atenção diz respeito a responsabilidade do mestre em “ter” que fazer iniciações, como se fosse algo implícito no Mestrado. Eu penso nisto mais como uma possibilidade, como um recurso disponível do que como uma obrigação. Principalmente porque acredito que a questão obrigação é muito limitadora, capaz de dificultar muito a nossa vida.

Assim como temos diversas qualidades, assim como temos diversas formações em tantas áreas de nossa vida que não usamos com tanta regularidade o mestrado em Reiki pode ser considerada mais uma delas.

Talvez os mais rígidos, mais puristas por assim dizer, possam argumentar que ao se tornar mestre devemos iniciar as pessoas. Mas esta não é uma afirmação que eu compartilho.

Lembro que após a minha iniciação no mestrado em Karuna eu estava todo empolgado e comecei a oferecer aos meus iniciados no nível II o Karuna I como um presente. Foi uma breve decepção, não houve nenhum interessado. :< Este fato persistiu por uns seis meses mais ou menos, depois disto os alunos começaram a surgir naturalmente, sem que eu precisasse fazer qualquer esforço por isto.

Observando este fato no momento presente percebo que eu precisei daqueles seis meses para integrar a energia do Karuna, fato que me permitiria fazer as iniciações. Precisei deste tempo para meditar com os símbolos, me adaptar a energia deles, utilizar os mesmos em aplicações e tratamentos.

Este serve para o mestrado em outros sistemas, cada um tem um tempo necessário para se adaptar as energias e poder fazer uso delas. Para alguns é rápido, para outras pessoas demora um pouco mais. Tentar abreviar o processo não é algo recomendável, provavelmente nem é viável. Mas é algo que muitos tentam e acabam por ficar sem saber por que motivo não atingem seus objetivos.

Assim eu volto ao ponto em que considero o mestrado como objetivo final de todos os reikianos. Mesmo que demorem a se sentir aptos a fazer iniciações, mesmo que nunca as façam é importante integrar as energias que estão disponíveis em nosso próprio sistema energético.

Como o Reiki atua em vários níveis, sendo que muitos deles nem temos como reconhecer de forma fácil, ao fazer o mestrado o reikiano abre estas possibilidades em sua vida. Permite que a energia se manifeste através dele para beneficiar outros tantos.

E, se desejar, fazer iniciações estará sempre disponível. É importante contar com o auxílio e a orientação do seu mestre neste momento. O apoio energético, emocional, teórico e prático são fundamentais para vencer certas resistências iniciais.

Como em diversas atividades impomos a nós mesmo certas resistências que precisam ser vencidas. Medo de errar, de prejudica o outro, de assumir responsabilidades, de não ser bom o suficiente, nem capaz ou qualificado estão sempre presentes em nossa mente. Estas limitações precisam ser superadas, não importa o tempo que isto demore.

Mas cada um dentro do seu próprio ritmo, cada um na sua própria velocidade. Sem grandes cobranças nem pressões.

A obrigação sempre prejudica.

O melhor é fazer com alegria, com prazer, com dedicação. Desta forma tudo é bem feito, tudo funciona da forma correta. Estamos em sintonia com o Universo.

Oferendas 3


Penso também que existem duas formas de oferendas: a interna e a externa.

A externa é visível, bela, agressiva, primitiva, aromática, cansativa, exigente, ritualística, ela se expressa no mundo material, é palpável.

A interna é pessoal, particular de cada um, não é visível, mas pode se manifestar aos olhos dos demais através de um reflexo em nosso ser, como a calma, a tranquilidade que nos envolve.

As duas formas são válidas, as vezes precisamos de algo mais ostensivo e as vezes podemos ser mais sutis.

As vezes precisamos usar a forma externa, é através da energia contida nesta oferenda que a divindade poderá responder aos nossos anseios. Isto é válido principalmente em questões materiais, físicas.

Já a oferenda interna pode exigir de nós algo que não temos no momento, pode exigir algo que não temos disponibilidade. Pois a energia a ser utilizada para satisfazer o pedido é da mesma qualidade, ou precisa de uma certa intensidade que não podemos atender. Isto nos remete ao pensamento de que se eu sou capaz de materializar algo, de criar algo então eu não preciso pedir!

Este aspecto interno está muito relacionado com a fé, com a vontade interior, com a nossa crença. O externo muitas vezes não depende de acreditarmos ou não, ou seja, você oferece algo e recebe algo em troca. Acreditar ou não é quase, quase, irrelevante. Colocando em execução uma determinado processo energético ele se desenrola quase que por si só. É claro que nem sempre da forma como queremos ou desejamos!!! :<

Para muitos só existe a oferenda como aspecto ou manifestação externa. Não adianta nem contemporizar. Faz parte da crença de cada um e também da experiência de cada um. Neste caso não há razão para se criar um atrito, a gente apenas respeita.

Mas a oferenda interna apresenta uma característica mais sutil, que pode passar sem ser notada.

Ela apresenta uma possibilidade de relacionamento mais direto com a divindade. Através dela Eu me comunico com quem acredito, sem a necessidade de um intérprete, sem a necessidade de um mediador.

Isto é exigente. É complexo. Talvez até assustador, pois Eu estou assumindo a responsabilidade. Qualquer que seja o resultado será fruto da minha interpretação e não poderei transferir esta responsabilidade. Isto denota crescimento interior, capacidade de assumir a própria vida. É algo muito desejável.

É preciso começar aos poucos, é preciso adquirir confiança de forma lenta e segura.

E é preciso escolher bem com qual divindade iremos nos relacionar. E isto é extremamente pessoal!

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Oferendas 2


Um primeiro aspecto a ser mencionado diz respeito a Kwan Yin. Acho até que já comentei por aqui algo parecido.

Mas foi uma grata surpresa, uma quebra de paradigma mesmo, saber que a Kwan não pede nada em troca das suas bençãos. Acredito que deve ficar feliz quando agradecemos, mas isto não é necessário.

Seria na verdade até um equívoco. Afinal como eu posso ter compaixão se peço algo em troca!!!

Assim, a Kwan é uma das poucas divindades que conheço sobre a qual se menciona esta possibilidade de não haver troca!

O processo é bem simples: eu peço aquilo que eu necessito. Sem precisar “subornar”, sem precisar prometer aquilo que muitas vezes internamente eu sei que não vou conseguir cumprir.

Desta forma eu posso ser mais sincero. Preciso de algo, seja material, seja emocional, seja energético. Então eu simplesmente peço.

Preciso agradecer?

Partindo do princípio acima eu diria que também não é necessário, mesmo porque o agradecimento é uma forma de oferenda, de troca.

Mas é interessante agradecer?

Sim, é.

Por quê?

É interessante agradecer porque demostra o meu reconhecimento a respeito da influência da energia proveniente da Kwan Yin em minha vida.

É importante agradecer porque demonstra o meu grau de lucidez sobre o que acontece na minha vida e que nestes acontecimentos existe a participação de um ser que me ajuda, que responde aos meus anseios e súplicas.

Mas não é obrigatório. Como na troca.

A Kwan Yin não necessita da minha energia para se manifestar nem para realizar o que eu preciso. Neste ponto ela se diferencia de outras tantas divindades que precisam da energia contida na oferenda para poder materializar o pedido.

Isto não quer dizer que a Kwan seja superior a outras tantas divindades, significa apenas que ela atua de forma diferente e, que, no imenso universo de necessidades humanas há espaço para todas as divindades que possamos criar ao longo do tempo. 

 

 

 

 

Oferendas


Falar em oferenda pode ser um pouco cansativo, pois o Homem usa este recurso desde tempos imemoriais. Talvez até não use esta palavra, talvez prefira agrado, presente, mimo ou algo semelhante dependendo de alguns regionalismos e da cultura de cada um.

Mas oferenda é algo se faz para alguém de quem se quer receber algo. Então temos alguém com interesse em algo ou necessitando de algo e um outro ser capaz de conceder o que está sendo pedido.

Falar de oferenda é também falar de religião, principalmente de religião. Mas não pretendo discutir religião, pois cada um tem a sua e eu respeito bastante isto.

Existem uma infinidade de oferendas, mais do que deuses e divindades, já que uma determinada divindade pode ter mais de uma oferenda preferida. Além disto quando se está precisando de algo qualquer coisa pode se tornar moeda de troca, ops…, quer dizer oferenda. :>

Na maioria das vezes o que ocorre mesmo é uma troca. Ofereço algo para receber o que necessito. E a grande parte das divindades tão próximas do ser humano, tão humanas quanto nós, gosta de receber, gosta de ser paparicada.

Normalmente estamos lidando com um ser maior do que nós mesmos, então sempre há um certo medo, um certo receio. Mesmo quando não somos atendidos costumamos pagar o pedido a ter de conviver com a dúvida de que no futuro poderemos sofrer alguma retaliação. Afinal a divindade não está tão distante assim do ser humano, tendo em vista as suas necessidades e as moedas de troca que solicita.

Mas, apesar da crítica, não estou falando mal das oferendas. Acho que são muito úteis e facilitam um pouco a comunicação com seres espirituais. O ser humano está sempre precisando de algo, então pedir e agradecer é natural.

Mas quero falar de outros aspectos relativos as oferendas.