Posição de aplicação do Reiki – joelhos

A posição dos joelhos não é uma posição tradicional no Reiki, mas é muito indicada por diversos mestres e eu a considero muito importante, é raro a aplicação em que eu não a utilizo.

 

Existe, entretanto, uma certa consideração a ser feita a respeito desta posição que pode causar um certo mal-entendido em relação aos efeitos que se obtém durante a aplicação.

Naturalmente os joelhos estão ligados a questão da aceitação. É um ponto comum que quando nós aceitamos o que a Vida, Deus ou o Universo nos oferece nós nos curvamos a esta vontade. Desta aceitação provém um fluxo mais tranquilo na nossa vida, como se tudo se encaixasse.

Implícito fica um ato de submissão, a uma vontade maior, mas ainda assim submissão. É neste ponto que precisamos ficar atentos e nos concentrarmos mais.

Na realidade a submissão, que livros e autores falam não é correta. Ainda mais em tempos que precisamos assumir a responsabilidade por nossa jornada no planeta. Responsabilidade esta saudável e importante.

Na verdade a palavra submissão pode ser trocada pela palavra Co-criação.

O que ocorre na verdade é que nos curvamos a realidade que criamos juntos com Deus, com o Universo. Mesmo que muitas vezes esta co-criação ocorra em um nível mais inconsciente, mesmo que a nossa participação seja pequena, mesmo que ela esteja mais a cargo do nosso Eu Superior, ainda assim tem a nossa participação, tem a nossa energia envolvida.

O que ocorre é que a nossa consciência do dia a dia é muito limitada e não consegue interpretar corretamente o processo. Além disto muitos de nós ainda não conseguem arcar com a responsabilidade por seus atos, preferindo jogar a “culpa” nos outros. Assim, fica mais fácil dizer que precisamos nos curvar a vontade Divina.

Da mesma forma também a afirmação causa um certo incomodo nos que já estão conscientes da própria capacidade e não querem transferir esta responsabilidade para outro, mesmo que seja uma divindade.

Como na música Roda Viva, do Chico Buarque:

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir

Ir contra a corrente é teimar, é querer impor a nossa limitada vontade do dia a dia a uma jornada muito maior. É um se afastar de Deus, da Divindade. É claro que não funciona. É claro que é traumatizante, desgastante. Mas é o que escolhemos muitas e muitas vezes.

Eu gosto de usar como metáfora o seguinte:

– a vida é como um grande rio.

1. as vezes nos aproximamos tanto das margens que reduzimos a nossa velocidade, nestes momentos estamos a reclamar da vida, preguiçosos em nossas atividades.

2. as vezes vamos realmente contra a correnteza, contra o fluxo natural. Nestes momentos nossa vida parece não andar, quando olhamos esta época tempos depois, com uma visão mais ampla, percebemos o tempo que perdemos.

3. em outras vezes estamos em plena conformidade com o Universo, nosso barco está no meio do rio, aproveitando toda a correnteza, sem esbarrar nas vegetações das margens, sem perder tempo. Como que flutuando. É uma sensação muito boa, muito poderosa. Mas é rara!

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