O Livro Vermelho de Jung


Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos. O suíço Carl Gustav Jung tinha 38 anos em 1913. Psicanalista, tornara-se discípulo dileto do neurologista austríaco Sigmund Freud. Isto, em sua vida, significava o melhor. O pior, como a Primeira Guerra Mundial, estava por vir. Antes que ela eclodisse, Jung viu o Mar do Norte transformar-se em torrentes de sangue. Mas algo ainda mais forte que esta visão o devastaria.

Um dia, Freud lhe negou um pedido. Jung quisera detalhes sobre a vida particular do mestre porque buscava elementos para interpretar um sonho que ele lhe relatara. Mas os olhos de Freud se encheram de desconfiança com a ousadia. Ao negar a informação, invocando sua autoridade neste relacionamento profissional que já durava seis anos, Freud imediatamente a perdeu diante de Jung.

O rompimento levou o suíço não aos livros, à bebida ou às drogas, mas aos brinquedos. Desde criança, além de ilustrar batalhas, Jung montara cidades com blocos e simulara terremotos para derrubá-las. Mas brincar de engenheiro mirim com dez anos de idade era diferente de fazer coisas idênticas com quase quarenta, ainda por cima durante os intervalos de sua clínica psiquiátrica. Ninguém, naquele início de século XX, assumiria viver as próprias fantasias tão intensamente, a menos que fosse louco. Jung jamais duvidou, por isso, enfrentar um surto psicótico ao recepcionar aquele arranjo de falas íntimas, nascido das brincadeiras de encaixe.

De 1914 a 1930, o psicanalista ouviu vozes e dialogou com elas na casa familiar de Sehestrasse, a rua do Lago na suíça Küssnacht. Artista plástico de talento, anotou em óleos as suas muitas inacreditáveis visões, todas as que ele jamais procurara afastar, em um processo que designou “imaginação ativa”. Seres míticos, serpentes, mandalas e nuvens vermelhas, em representações soberbas, sobrepunham-se à cidade tranqüila. As páginas lembravam as de um códice medieval, e Jung misturava as línguas com que designava suas iluminações. O latim, o grego e o alemão vinham mesclados em uma escrita gótica que percorria as páginas como se um monge copista as tivesse produzido.

Jung organizou essas imaginações em uma edição intitulada O Livro Vermelho (Líber Novus), mantida no guarda-louça. Bastante conhecida por sua família, foi aberta ao público leitor apenas no segundo semestre do ano que passou. Os estudiosos aguardavam o livro havia muito tempo, já que ele definira o caminho particular de Jung dentro da ciência psicanalítica. Em 1957, na autobiografia Memórias, Sonhos e Reflexões, ele escreveu: “Os anos durante os quais me detive nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida. Neles, todas as coisas essenciais se decidiram. Foi então que tudo teve início e os detalhes posteriores se tornaram apenas complementos e elucidações. Toda a minha atividade posterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos e que inicialmente me inundara. Era a matéria-prima para a obra de uma vida inteira”.

No Brasil, o livro chega em meados do ano, pela editora Vozes, que incumbiu Carlos Orth, por oito meses, da tradução do extenso material em alemão. A introdução e as notas em inglês do organizador da obra, o historiador paquistanês Sonu Shamdasani, foram feitas na edição brasileira por Gustavo Barcellos e Gentil Titton. Walter Boechat acompanhou toda a tradução e fez a revisão técnica deste livro, a ser impresso em maio na gráfica da editora italiana Mondadori, seguindo as especificações da Norton original. Serão 404 páginas em formato de 29 cm x 39 cm, capa dura vermelha, autor, título e editora impressos em dourado.

O livro extraordinário estará brevemente entre nós, mas o que nos quererá dizer? Este é o mistério, este, o motivo de todos os estudos e reflexões que fervilham a partir de agora, cinco décadas após a morte do psicanalista, aos 85 anos, em 1961. A família não queria dar ao conhecimento público esta faceta que considerava controversa do pensador. Temia as polêmicas que sempre seguiram o antepassado, deixando-o muitas vezes só, e injustamente, naquele limbo habitado por médiuns, espíritas e charlatães. O tempo se encarregou de mudar suas impressões.

Carlos Byington, fundador da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, mergulha nesses estudos com o encantamento de junguiano sem dúvidas acerca de sua filiação, ciente do preconceito em relação a este pensador que ainda habita os meios intelectuais. Para início de conversa, em sua casa, no bairro paulistano de Moema, Byington afasta de Jung a possibilidade de loucura.

Muitas pinturas do livro são compostas segundo as representações que antecedem uma crise psicótica, por exemplo, as serpentes devorando o mundo”, afirma o brasileiro. “Muitos dizem que Jung viveu um surto. Outros, que era psicótico. Muitos psicanalistas sustentam que ele rompeu com Freud porque era psicótico. Há opiniões variadas. Com minha experiência de vida e de psiquiatria clínica, digo que Jung nunca foi psicótico”. Byington tem duas edições do Livro Vermelho para mostrar à reportagem, embora somente aquela de cem dólares, disponível por encomenda na internet, ele permita ser tocada. A outra, uma rara impressão de luxo, deve ser vista à distância, sobre a mesa de vidro.

Para Byington, a solidez do pensamento do intelectual está intacta, ele que morreu completamente lúcido e em idade avançada, pai de cinco filhos. O que Jung fez no livro foi expor imaginações, não alucinações, mas esta diferenciação, os psiquiatras da época não teriam sabido fazer. “Um erudito dentro da cultura alemã, Jung tinha uma capacidade de estudo enorme. Neste livro, ele cruza todas as culturas do mundo, antes de conceber a teoria do arquétipo”, afirma o psicanalista.

Jung, lembra Byington, fora um entusiasmado por Freud desde a publicação de A Interpretação dos Sonhos, em 1900. Sua tese para a universidade, de 1902, em torno dos fenômenos ocultos, citava-a várias vezes. O esoterismo era um assunto da infância, nascido das vivências mediúnicas de uma prima. “Ele fora sempre ligado em parapsicologia, nos fenômenos irracionais, inexplicáveis, que a psique apresenta, e na tese explicava essas ocorrências como psicológicas”, diz Byington. “Ele ligava a psique à transcendência. Daí para a vivência de deus percorreu um caminho direto. Essa função arquetípica dentro de nós é a mesma construída pela religião”.

Havia entre ele e Freud um mundo de aproximações e também de discordâncias, nunca trabalhadas pelos dois em análise. Para Jung, por exemplo, ao contrário do que acreditava Freud, os sonhos não explicavam a consciência. Na autobiografia, o suíço escreveu: “Não tinha qualquer motivo para supor que as malícias da consciência se estendessem também aos processos naturais do inconsciente, pelo contrário. A experiência cotidiana me ensinou com que resistência encarniçada o inconsciente se opõe às tendências do consciente”.

Jung acreditava que suas fantasias relatadas no livro tinham uma existência própria, que não se vinculavam a suas experiências familiares ou vivências sexuais. Ele também queria a religiosidade e os mitos como expressão natural da psique. Freud, um ateu formado dentro do positivismo, advogava a sexualidade como um dogma “contra a lama ocultista”. Em oposição a isso, no Livro Vermelho, Jung fala de uma força primordial que contraria toda a erudição, a cultura, o racionalismo da ciência. “A edição é um encontro dessas duas forças dentro dele”, diz Byington. “Uma burguesa, natural, que ele acha superficial, ridícula, medíocre, a cultura da erudição. Outra é uma força natural, profunda, independente, que está presente no sonho e na imaginação.”

Para apreender as fantasias, conta Jung em suas memórias, ele partia muitas vezes da representação de uma descida até as profundezas cósmicas. Em uma dessas ocasiões, ao pé de um alto muro rochoso, viu duas figuras: a de um homem de barba branca e a de uma bela jovem. Abordou-os como se fossem reais e escutou o que lhe diziam. O idoso lhe contou ser Elias, o profeta. A moça, Salomé, era cega. Elias assegurou-lhe que ele e Salomé estavam ligados por toda a eternidade. Vivia com eles uma serpente negra que se inclinava na direção de Jung.

Em inúmeros relatos míticos, não desconhecidos pelo psicanalista, encontram-se exemplos desse par. Segundo a tradição gnóstica, por exemplo, Simão, o Mago, peregrinava com uma jovem, Helena, tirada de um bordel. Nos mitos, a serpente é muitas vezes a adversária do herói. Para Jung, a serpente anunciava o mito do herói. Salomé, cega, sem ver o sentido das coisas, representava o elemento erótico. Elias, o velho sábio, o conhecimento.

De Elias, nasceu uma das figuras centrais deste Livro Vermelho, Filemon, como Jung o denominou. Sua imagem aparecera primeiro em um sonho. Era um velho alado com chifres de touro. Trazia um feixe de quatro chaves, uma das quais estava em sua mão como se fosse abrir uma porta. As asas se assemelhavam às do pássaro martim-pescador. Dois dias depois de pintar essa representação, Jung viu um martim-pescador morto em seu jardim, à beira do lago. Em Filemon, o psicanalista detectou um conhecimento das coisas que se fazem por si mesmas, com vida própria, já que aquele ser não representava o eu. A partir desta descoberta, Jung adentrou na visão do inconsciente de todos, contra o inconsciente de um, aquele de Freud. O Livro Vermelho, sabe-se agora, é um livro de revoluções.

Revista Carta Capital, março de 2010.
Por Rosane Pavan

Fonte: http://sbpa-rj.org.br/site/?p=761

Na internet tem a venda este livro, mas o melhor preço que eu encontrei esta aqui.

Entretanto está bem longe dos US$ 100,00 (cem dólares) que o texto acima menciona. Talvez este preço seja para uma edição em inglês ou alemão. :<<

 

Posição de aplicação do Reiki – joelhos


A posição dos joelhos não é uma posição tradicional no Reiki, mas é muito indicada por diversos mestres e eu a considero muito importante, é raro a aplicação em que eu não a utilizo.

 

Existe, entretanto, uma certa consideração a ser feita a respeito desta posição que pode causar um certo mal-entendido em relação aos efeitos que se obtém durante a aplicação.

Naturalmente os joelhos estão ligados a questão da aceitação. É um ponto comum que quando nós aceitamos o que a Vida, Deus ou o Universo nos oferece nós nos curvamos a esta vontade. Desta aceitação provém um fluxo mais tranquilo na nossa vida, como se tudo se encaixasse.

Implícito fica um ato de submissão, a uma vontade maior, mas ainda assim submissão. É neste ponto que precisamos ficar atentos e nos concentrarmos mais.

Na realidade a submissão, que livros e autores falam não é correta. Ainda mais em tempos que precisamos assumir a responsabilidade por nossa jornada no planeta. Responsabilidade esta saudável e importante.

Na verdade a palavra submissão pode ser trocada pela palavra Co-criação.

O que ocorre na verdade é que nos curvamos a realidade que criamos juntos com Deus, com o Universo. Mesmo que muitas vezes esta co-criação ocorra em um nível mais inconsciente, mesmo que a nossa participação seja pequena, mesmo que ela esteja mais a cargo do nosso Eu Superior, ainda assim tem a nossa participação, tem a nossa energia envolvida.

O que ocorre é que a nossa consciência do dia a dia é muito limitada e não consegue interpretar corretamente o processo. Além disto muitos de nós ainda não conseguem arcar com a responsabilidade por seus atos, preferindo jogar a “culpa” nos outros. Assim, fica mais fácil dizer que precisamos nos curvar a vontade Divina.

Da mesma forma também a afirmação causa um certo incomodo nos que já estão conscientes da própria capacidade e não querem transferir esta responsabilidade para outro, mesmo que seja uma divindade.

Como na música Roda Viva, do Chico Buarque:

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir

Ir contra a corrente é teimar, é querer impor a nossa limitada vontade do dia a dia a uma jornada muito maior. É um se afastar de Deus, da Divindade. É claro que não funciona. É claro que é traumatizante, desgastante. Mas é o que escolhemos muitas e muitas vezes.

Eu gosto de usar como metáfora o seguinte:

– a vida é como um grande rio.

1. as vezes nos aproximamos tanto das margens que reduzimos a nossa velocidade, nestes momentos estamos a reclamar da vida, preguiçosos em nossas atividades.

2. as vezes vamos realmente contra a correnteza, contra o fluxo natural. Nestes momentos nossa vida parece não andar, quando olhamos esta época tempos depois, com uma visão mais ampla, percebemos o tempo que perdemos.

3. em outras vezes estamos em plena conformidade com o Universo, nosso barco está no meio do rio, aproveitando toda a correnteza, sem esbarrar nas vegetações das margens, sem perder tempo. Como que flutuando. É uma sensação muito boa, muito poderosa. Mas é rara!

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Cura


Não é olhando a luz

que nos tornamos luminosos,

mas mergulhando na nossa escuridão.

Mas este trabalho

é frequentemente desagradável

e, por isso impopular.

Carl Gustav Jung

Não de qual dos livros do Jung este texto foi retirado, mas a afirmação é verdadeira.

Ao longo do tempo encontrei muitas pessoas deslumbradas com o espírito, com o divino, com a força cósmica… mas extremamente carentes de conhecer a si mesmo. E nos momentos em que poderiam conhecer um pouco mais de si mesmos a negação era o caminho preferido.

É doloroso. Eu bem sei. Mas é necessário, imprescindível, na verdade não há outro caminho. Sem reconhecer, aceitar e corrigir dentro do possível, as nossas falhas, as nossas dificuldades, a nossa Sombra, não há como evoluir, não há como se iluminar.

Quem procura este caminho constrói um prédio em uma estrutura de barro, que cedo ou tarde vai ruir e arrastar consigo toda a obra.

E podemos perceber isto todo dia, a imprensa gosta de notícias assim. Fulano de tal, guru, mestre, mentor intelectual, pesquisador é desmascarado…… !!

Triste, muito triste isso, e muito humano também. Pois como humanos somos limitados, apenas nos esquecemos disto.

Mas o caminho do julgamento e da condenação não é a melhor escolha. É preciso ser sincero e honesto consigo mesmo e avaliar o que acontece, o que sentimos. Só assim poderemos nos tornar seres melhores, mais verdadeiros.

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Nos meus atendimentos encontro situações assim. As pessoas chegam em um ponto onde algo de ruim sobe a superfície da consciência pra ser trabalhado e melhorado. Mas muitas vezes a escolha recai sobre a negação ou então sobre a fuga do problema.

Estas situações precisam ser conduzidas pelo terapeuta com muito cuidado, com muita dedicação e com uma abordagem séria e comprometida. Somente criando uma ambiente de confiança é possível ao cliente se sentir seguro e apto a enfrentar a dificuldade sem desistir.

O Reiki e o Magnified Healing desempenham um papel muito especial e importante, pois facilitam este processo de limpeza e aceitação, fornecem uma base firme na qual o cliente pode se apoiar e corrigir a situação.

Muitas vezes o processo se passa totalmente inconsciente, em algumas poucas delas o terapeuta consegue compreender o que está acontecendo e, nesses casos, nem sempre pode comunicar ao cliente o que ele percebeu.

Muitas vezes são situações complicadas em que a nossa racionalidade não consegue interpretar corretamente, assim, para evitar transtornos maiores, é preciso se calar e aceitar a cura. Mas ponderar sobre o que se vivenciou, pesquisar, é importante para o próprio crescimento do terapeuta.

Yin e Yang


A polaridade Yin e Yang manifesta-se em todos os âmbitos da vida, em inúmeras variações. Porém, o espírito humano pode concebê-la melhor no exemplo do relacionamento do homem e mulher.

Contrariamente ao modo de pensar usualmente rígido do Ocidente, no Yin e Yang exite uma relação dinâmica, em contínua mutuação. A ligação entre homem e mulher não é determinada por formas rígidas, porém traz novas surpresas a cada dia. Não se atua segundo um papel estereotipado, o que é muito bem explicado no conhecido símbolo yin-yang: onde cada um dos elementos contém o gérmen do outro, na forma do ponto claro e escuro. Ambos os elementos são unidos em uma dança dinâmica. Talvez hoje o elemento Yin esteja em evidência, mas amanhã pode preponderar a característica Yang.

O quadro abaixo mostra uma divisão relativa do conceito:

Yang

Yin

ExteriorMasculinopaicéu

deus-pai

Sol

consciente

compreensão

lógica

eu, ego

condição desperta

espírito

cabeça

lado direito do corpo

lado esquerda do cérebro

espírito

forma

ideal

teoria

absoluto

ter

atividade

tensão

elevação (visível)

luz

voltado para o exterior

decidido, desperto

dominante, manipulador

considera as novidades

voltado para o conflito e o risco

só, isolado

 

 


inimigo da natureza

gasta energia

construtivo ou destrutivo

abstrato, ordenado, sóbrio

governo

direita política

autoridade, hierarquia

propriedade privada

patriarcado

 

InteriorFemininomãeterra

mãe-terra

Lua

inconsciente

sentimento

intuição

eu interior

condição de sonho

corpo

coração

lado esquerdo do corpo

lado direito do cérebro

matéria

conteúdo

realidade

prática

relativo

ser

repouso

relaxamento

profundidade (invisível)

escuridão

voltado para o interior

segue o fluxo da vida

em harmonia com a vida

segue os costumes

evita o perigo

pacífico, sociável, atraído pela comunidade

 

amigo da natureza

economiza energia

cura e preserva

orgânico, fluente, misterioso

oposição

esquerda política

igualdade, trabalho em conjunto

propriedade comunitária

ordem social matriarcal

 

Extraído do Livro: Yin-Yang Polaridade e harmonia em nossa vida. Christopher Markert. Cultrix, 1983. Páginas 39 e 40.

Medo


O medo é uma emoção comum a todos os seres humanos. Ele se torna presente no momento em que nos sentimos ameaçados. Ele desperta reações físicas, como aceleração dos batimentos cardíacos, tremores pelo corpo, descarga de adrenalina e também reações psicológicas, como pânico e depressão.

O medo também é uma emoção primordial, herdada do tempo em que os seres humanos lutavam muito pela sobrevivência, tanto é que uma das respostas mais frequentes do organismo é a liberação de adrenalina na corrente sanguínea, preparando-nos para lutar ou fugir.

Um ponto muito importante é que nosso cérebro não consegue distinguir o que é real do que é imaginado, assim as reações são iguais para ambas as situações.

O medo é uma criação mental, ou melhor dizendo uma reação mental. Grande parte dos fatores que influenciam o surgimento do medo são de ordem inconscientes, ou seja, não temos domínio e muito menos conhecimento sobre eles. Quando percebemos já estamos sofrendo com as reações.

Apesar de todas as dificuldades que o medo nos impõe ele é fundamental em nossa vida. Ele funciona como um sinal de alarme que nos auxilia nas mais variadas atividades, como atravessar a rua e dirigir um carro, entre outra tantas.

Mas em geral temos medo de algumas coisas bem comuns, e podemos também listar quais os medos que as pessoas mais citam, entre eles: medo de aranhas, de cachorro, de altura, de morrer, de fracassar e de ficar sozinho.

Desta pequena lista eu penso que o medo de fracassar é o mais complicado. Talvez seja aquele que mais atrapalha as pessoas.

É preciso separar um fator muito importante, o medo é ocasional. Surge devido a uma situação que estamos vivendo. Quando ele se torna crônico se torna uma doença, uma fobia. A fobia não possui nenhuma indicação de perigo iminente, mas é desencadeada constantemente pela simples lembrança. Uma fobia muito comum é a de falar em público, que desperta nas pessoas um desespero imenso, uma vontade fugir e se esconder.

Muitos medos que sentimos são condicionados, ou seja, surgem derivados da forma como fomos criados, educados. Adquirirmos o medo no desenvolver de nossa personalidade.

Em muitos dos meus atendimentos a questão do medo vem à tona. Direta ou indiretamente as referências ao medo vão sendo liberadas. Ao mesmo tempo em que eu permito que o Reiki trabalhe estas informações eu tento através de uma análise racional entender o que ocorre junto com o cliente.

Uma abordagem onde o medo não é algo que está dissociado de nós mesmos é a melhor escolha. Aprender a conviver e usar o medo que sentimos também é importante.

Eu sempre destaco que todos nós, seres humanos, sentimos medo.

– O que faz com que alguns de nós se tornem bem sucedidos e outros acabem se limitando pelo medo?

Talvez seja a capacidade de lidar com este medo. A partir do momento em que aceitamos que ele faz parte de nossa vida podemos conviver melhor com este sentimento.

Alguns pessoas bem sucedidas sentem medo do que enfrentam, mas avançam mesmo com o medo. Como se o empurrassem para o lado e seguissem em frente.

Se considerarmos o medo como um sinal de alerta, não mais do que isso, podemos evitar que ele nos paralise, podemos evitar que ele seja um limitador de nossas atividades. Precisamos atentar também para o fato de que uma fobia, ou mesmo um medo constante que não caracterize a fobia pode nos prejudicar fisicamente, pois a constante resposta do organismo a situações irreais, que não se concretizam, acaba por exaurir a nossa energia, baixando nossa imunidade e causando doenças.

Desta forma é interessante considerar o medo como um aliado em nossa vida, capaz de nos ajudar no nosso desenvolvimento. Tirando dele esta aura de problema podemos aproveitar melhor algo que é natural em nós.

Não se pode dizer que é uma tarefa fácil, ou simples. Mas precisa ser efetuada, para que possamos superar certas etapas em nossas vidas. Uma análise correta de todos os fatores envolvidos, isenta e franca é capaz de nos proporcionar a capacidade de superar qualquer medo, qualquer fobia. Já uma atitude passiva frente a estas situações não contribui em nada.

Mas acima de tudo o que importa mais é a nossa atitude frente a esta limitação. Uma vontade de superar, de se tornar melhor, mais capaz, mais adaptado é o que nos motiva a ir adiante. Enquanto não sentimos essa vontade, ou seja, enquanto a nossa energia não é suficiente, preferimos sofrer e não enfrentamos a situação.

Este é um dos processos que a terapia com o Reiki proporciona, ele aumenta gradativamente a nossa energia, o nosso nível vibratório, permitindo que estas questões venham a consciência para serem resolvidos. Este processo é diferente de um simples tratamento psicológico, pois temos a energia do Reiki a nos auxiliar, além, é claro, de uma comunicação mais profunda com nosso Eu Superior, que nos indica o caminho de forma mais simples e eficiente.

Eu penso também que precisamos ter um sentimento de não resignação, uma certa revolta contra a situação limitante que o medo nos impõe. Este sentimento pode ser o catalizador do processo de cura, do processo de crescimento. Evitar a passividade, a acomodação natural a situação é fundamental.

Lembrar também que a maior parte da responsabilidade e do trabalho é nosso e que o terapeuta contribui com uma parcela menor também é fundamental. Não podemos pensar que apenas o terapeuta, ou o Reiki, serão capazes de corrigir a situação.

Um link com um texto interessante:

http://www.americanas.com.br/produtos/manuais/2572550.pdf

Tablets


Hoje teremos um post sobre tecnologia. Mais especificamente sobre a nova onda: os Tablets. Eles estão se tornando cada vez mais populares e invadindo o espaço dos notebooks. Os netbooks já estão fora desta briga há um bom tempo. Vamos ver alguns detalhes interessantes, sem tornar o assunto muito técnico.

O Tablet é um dispositivo pessoal em formato de uma prancheta com diversas utilidades:

  • pode ser usado para acessar a internet através de uma rede sem fio, wireless, ou através de uma rede com fio por meio de um adaptador;
  • ler e-mails;
  • ouvir música, em vários formatos, inclusive o popular MP3;
  • ler livros, os e-books ou eletronic-books (livros eletrônicos), neste caso devido ao formato de prancheta eles se adaptam muito bem, é como se tivéssemos um livro em nossas mãos realmente;
  • jornais e revistas também estão acessíveis;
  • assistir vídeos e filmes;
  • jogar, existe uma grande variedade de bons jogos disponíveis;
  • tirar fotos;
  • fazer chamadas telefônicas através da Internet;
  • organizar dados pessoais;
  • manter uma agenda pessoal;
  • conferir o tempo;
  • etc, etc, etc…. vai longe a lista.

O mais famoso, o sonho de consumo é o Ipad2 da Apple. Mas ainda está muito caro.. :< Depois temos o Xoom, da Motorola, que também é referência no mercado, com preço salgado também. Entretanto estão surgindo diversos concorrentes que oferecem uma qualidade próxima destes dois e com preços bem mais acessíveis.

Podemos encontrar uma infinidade de modelos, chamados xingling, vindos da China, com uma capacidade bem menor e com bem menos recursos, mas capazes de atender as necessidades de usuários ocasionais.

Os Tablets são computadores bem simples, indicados para atividades sem grandes exigências, coisas corriqueiras com as que foram listada acima.

São práticos, leves e podem ser levados para qualquer lugar. Com o acesso sem fio estando cada vez mais disponível, seja em shoppings, livrarias, cafés, praças e universidades o seu uso está se tornando cada vez mais popular. Os preços acessíveis também influenciam. Mesmo que os notebooks tenham baixado de preço nos últimos tempos eles são bem mais caros do que um Tablet.

Outro fator importante a favor dos Tablets é a tela sensível ao toque, como em muitos celulares. Isto torna o uso muito prático e confortável, pode-se digitar diretamente na tela bem como escrever na mesma.

Outro aspecto interessante são as lojas virtuais que vendem uma variedade enorme de aplicativos e jogos para os Tablets. Temos duas grandes opções: o Android Market, da Google, e a Apple Store. São programas bem variados por preços bem acessíveis, muitos deles custando apenas US$ 1,00 é isso mesmo um dólar.

Um site interessante sobre os Tablets: http://tablet.com.br

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Mas é preciso ter um pouco de cuidado quando for comprar. Observar bem os recursos e a capacidade do Tablet e comparar os diversos modelos. Existem hoje produtos a partir de R$ 250,00!!!! mas que são extremamente limitados.

A tela é um ponto de referência, temos telas de 7, 8 e 10 polegadas. Eu penso que o ideal são os de 10 polegadas, que equivale a tela dos netbooks que tem no mercado hoje, menor do que isto já dificulta muito a visualização do texto e acaba cansando os olhos.

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Faça uma boa pesquisa, verifique a questão da garantia, exija a Nota Fiscal, escolha uma loja de confiança e a compra será acertada.

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