Visita Virtual


Uma visita virtual ao Vaticano.

http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/

A qualidade das imagens é impressionante e a possibilidade de poder girar o ângulo de visão em 360 graus é fantástica. Pode-se observar com calma detalhes muito bonitos das várias obras que compõem a Capela.

Todo o passeio é controlado pelo mouse.

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A Capela Sistina (em italiano: Cappella Sistina) é uma capela situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade do Vaticano. É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Raphael, Bernini e Sandro Botticelli.

A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.

Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido.

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Capela_Sistina

 

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Sobre Tocar


Estava pensando estes dias sobre o tocar.

Sobre o toque no Reiki, que muitos dizem ser um toque amoroso.

Sobre o tocar em geral, que fazemos diariamente nas coisas que usamos, como as ferramentas.

Notei que eu toco muito pouco!

Eu seguro as coisas, agarro outras.

Evito alguns toques mais amistosos e próximos. As vezes evito o toque nas coisas. Pintei as paredes da sal de minha casa e observei que eu evitava tocar nelas. Eu me apoiava nas paredes e parapeitos, nas janelas e portas, mas quase não tocava.

Estes dias esteve aqui em casa um rapaz entregando umas placas de grama. Entre o carregar das placas do carro para um local temporário a gente conversava um pouco sobre jardins e coisas afins. O que me impressionou é que ele tocava a grama de uma maneira diferente. Acariciou as folhas algumas vezes, como se interagisse com elas de uma forma diferente da habitual. Eu pegava as placas de grama, olhava para elas, tentava evitar que o barro me sujasse, mas eu quase não tocava.

Entretanto tenho tocado bastante a minha cachorra, a Aiko. Ela por sua vez me morde bastante, :>>

Mas, pensando um pouco mais, eu toco algumas coisas. Sinto a textura, as curvas das teclas do teclado do computador. Toco meu cabelo e minha barba, ou a quase ausência deles. Na verdade toco em muitas coisas, mas a maioria delas de uma forma inconsciente. E acho que perco um pouco com isto.

Durante a aplicação do Reiki eu toco pouco as pessoas. Os joelhos e os pés basicamente, ocasionalmente as mãos. Penso que é o suficiente, sinto que é o suficiente para o que preciso fazer.

Mas ao pensar nisto, no tocar, observo o quanto estou distante, o quanto de energia não direciono para esta atividade tão básica quanto essencial: fazer contato. E ao pensar nisto, e escrever, me movimento em direção a uma correção de rumos, a uma mudança de atitude, a um aumento de energia.

Preciso tocar a grama, com as mãos, com os pés e com a consciência ma próxima vez que for mexer nela. Preciso estar presente no momento e, o tocar, nos oferecer isso, um contato muito, muito próximo com o Agora. Com o que existe fora de nós, mas ao nosso alcance. E o Agora é só o que existe, nada mais do que isso: Agora.

 

 

Ficha de Avaliação e Acompanhamento


Vamos observar alguns pontos interessantes no preenchimento de uma Ficha de Avaliação. Este é o modelo que eu uso nos meus atendimentos e recomendo para os alunos e interessados.

Ficha de Avaliação e Acompanhamento Vejamos:

1- nome, data de nascimento e telefone são uma das principais informações. O signo também é interessante para os que gostam de usar a Astrologia como referência nos atendimentos;

2- nas primeiras aplicações pode-se avaliar o que pode incomodar o cliente, como estão se manifestando suas emoções e se ele possuí algum hábito prejudicial, ou bom como praticar atividades físicas;

3- representam os pontos de aplicações mais comuns para os reikianos;

4- neste espaço, em cada aplicação é possível anotar as percepções, ou falta delas, em cada posição. Eu utilizo símbolos e abreviaturas, tais como: sinal de + para indicar absorção de energia, ++++ indica um ponto muito carente que absorveu muita energia; um sinal de negativo -, indica bloqueio ou frio e consequente não absorção; a presença de um número ou letra, 1, 2 ou 3, a, b ou c, representa alguma percepção, intuição que tive naquele ponto. Por exemplo, se no cardíaco eu senti a presença de um espírito amigo eu anotaria o número 1, ou a letra a. Cada um pode desenvolver um método particular de anotar as percepções;

5- espaço para alguma posição que o reikiano sentiu necessidade de acrescentar como o Timo por exemplo;

6- os números ou letras anotados nos pontos de aplicação podem agora ser anotados por extenso neste espaço. Assim o número 1 explicado no item 4 seria descrito com pormenores aqui. Uso este espaço também para anotar alguma percepção do cliente, alguma reclamação ou pedido;

7- espaço para colocação de data e hora de cada aplicação;

8- número da ficha, útil em tratamentos mais longos onde o cliente tem um grande número de aplicações, já que em cada Ficha cabem apenas 8 aplicações.

O uso de uma Ficha como esta também passa uma impressão de maior organização e interesse para com o cliente, este se sente importante e nota a dedicação do terapeuta para com o seu caso.

Muitos gostam de saber quanto tempo passou desde a última aplicação, pode-se também retomar questões importantes da última aplicação que foram anotadas e verificar com o cliente se ouve alguma alteração, também uso para agendar as próximas sessões, no espaço número 7.

Por último eu costumo dobrar as fichas de modo que fique aparecendo apenas o nome e o telefone do cliente, para o caso de deixar uma sobre a mesa evitar olhares indevidos sobre informações particulares.

Ficha de Avaliação e Acompanhamento

Clique aqui para baixar a Ficha em PDF:

Ficha de Avaliação e Acompanhamento – v6 com 8 col

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Anamnese


Anamnese vem do grego onde ana significa trazer de novo enquanto mnesis significa memória. Esta palavra é particularmente de uso médico, de profissionais da saúde. Implica em se efetuar uma entrevista com o paciente onde são levantados diversos fatos que podem ter alguma relação com a doença do paciente.

Existem diversas técnicas para se conduzir esta entrevista, diversos formulários adaptados as diversas áreas da medicina e do profissional. Uma anamnese correta pode conduzir a um diagnóstico muito preciso. Após a anamnese procedem-se diversas etapas do tratamento como exames diversos e prescrição da medicação ou tratamento.

Na área das terapias complementares, onde se inclui o Reiki e o Magnified Healing, o uso desta ferramenta, anamnese, é ainda pouco difundido. Envolto também em algumas restrições, justificadas por um lado e injustificadas por outro.

A principal restrição que se menciona e divulga é a questão que apenas médicos podem fazer diagnósticos na área da saúde. Eu considero isto interessante, plausível. Tendo em vista que a função do terapeuta não é diagnosticar doenças e muito menos indicar tratamentos ou mesmo remédios.

Mas é inegável que muito terapeutas fazem diagnósticos. Já a indicação de tratamentos ou remédios é mais rara. Entretanto, o diagnóstico que um terapeuta efetua, com poucas exceções, é muito superficial. Poucos se dedicam ao estudo do corpo humano, dos órgãos e funções, e um menor número ainda busca aprender sobre a psíque, desta forma efetuar um diagnóstico é algo muito complicado.

Mas utilizar uma ferramenta como a anamnese para auxiliar a atividade e a técnica complementar que será usada é muito prático e recomendado.

Eu uso uma Ficha de Avaliação, onde eu anoto alguns dados que considero interessante e com ela posso fazer um acompanhamento das aplicações que o cliente recebe.

Acredito que com consciência e bom-senso todos podem se beneficiar. Mas é preciso sempre estar atento para não invadir áreas da medicina tradicional e desta forma não criar problemas para o cliente e para si mesmo no futuro.

Sempre é bom lembrar que a prática curandeirismo é considerada crime pelo Código Penal Brasileiro, prevista no artigo 284.

O curandeirismo é muito popular no Brasil, de norte a sul. Não leva esta nome na maioria das vezes, e está muito associado a benzedeiras, pais de santo, médiuns, entre outros. Nestes casos, através de uma suposta conexão espiritual com seres iluminados a pessoa prescreve medicamentos e tratamentos para os seus clientes. Salvo casos onde existe realmente um trabalho bem feito, bem embasado e um contato espiritual verdadeiro a maioria é realmente uma prática perigosa e criminosa. Mas, para muitas pessoas que estão em uma situação crítica, devido a uma doença esta é mais uma alternativa procurada e levada a sério. Assim abre-se a possibilidade de que pessoas mal-intencionadas se aproveitem deste momento de fraqueza da pessoa e dos familiares para obterem ganhos financeiros, sem se importar com o mal que estejam causando.

Cair em uma situação destas é muito complicado. Soma-se as dificuldades da doença o medo que muitos destas pessoas que se dizem curadores insufla nos clientes e temos uma relação muito complicada envolvendo assédio moral e espiritual e crenças equivocadas sendo disseminadas.

É preciso de novo: consciência e bom-senso.

Milagre existem com toda a certeza, mas identificar um é um trabalho um pouco mais difícil do que se pensa. Separar a realidade da ficção pode ser uma atividade muito difícil dependendo do momento que se vive.

Voluntários


Quer colaborar e não sabe como?

Quer ajudar as pessoas e não sabe onde fazer?

Tem tempo disponível na sua agenda e pode oferecer para auxiliar outras pessoas ou mesmo animais?

 

Então você quer ser um voluntário!

 

Consulte o site: www.voluntarios.com.br e localize uma instituição em sua cidade, ou proximidades, faça uma visita para conhecer o trabalho, verificar as exigências e necessidades.

 

É só dar o primeiro passo! Muita coisa boa pode acontecer na vida das pessoas que você irá ajudar e também na sua própria vida.

 

Relação de Ajuda – 2


Qualquer pessoa pode efetuar uma relação de ajuda?

– Sim.

Entretanto, algumas pessoas possuem uma habilidade natural para isso, são as chamadas pessoas significativas. Elas conseguem causar um efeito muito positivo, suas habilidades para tanto são desenvolvidas naturalmente ao longo da vida.

Por outro lado, algumas pessoas podem desenvolver as habilidades necessárias para serem capazes de ajudar outras pessoas, isto é possível através de alguma forma de terapia, de alguma técnica a ser empregada.

Mas da pesquisa que Carl Rogers efetuou pode-se também depreender a seguinte relação:

Ajuda = disponibilidade interna + amor + habilidades

Nesta relação as habilidades podem ser naturais ou apreendidas. O amor é aquele amor incondicional, desinteressado que conseguimos ofertar para as pessoas. Já a disponibilidade interna diz respeito a capacidade que alguns de nós possuem de dispensar um pouco do tempo para outra pessoa, reservar um determinado espaço de tempo de nosso dia para ajudar quem está necessitando.

Nem todas as pessoas querem ser ajudadores. Mesmo que muitas tenham as características necessárias não é uma atividade que as encante, que faça com se se sintam bem. Neste caso é preciso respeitar.

Nem todos os ajudadores precisam fazer isto o tempo todo, é preciso também reservar um pouco de tempo e paciência para consigo mesmo.

Eu ainda ponderaria que a disponibilidade interna pode ser gerenciada, posso decidir quando e com quem eu vou estar disponível. As habilidades a serem desenvolvidas, mesmo quando é um dom natural, também são fáceis de serem incorporadas ao nosso modo de vida, e como a disponibilidade também podemos decidir quando vamos utilizá-las ou não. Mas com o amor é um pouco diferente. Eu não posso escolher quando vou amar ou não alguém, também não posso escolher em que hora vou amar. E o amor é fundamental no processo todo. É claro que muitos terapeutas conseguem usar as técnicas e habilidades mesmo sem ter um sentimento de amor para com o semelhante e, mesmo assim, obterem um bom resultado ao final. Mas nesse caso seria interessante uma pesquisa para verificar em que percentual isso acontece, com que frequência isso acontece.

O amor a que me refiro não é o amor romântico, nem o amor filial, mas uma forma de amor mais sutil, a que sentimos por toda a criação, por todos os seres. Pode-se questionar se este amor é desenvolvido ou se já nascemos com ele. Se alguns de nós o possui e outros não. Mas o ponto é que ele é necessário e faz uma diferença muito grande em um tratamento. Sem este amor não há empatia entre ajudador e ajudado, sem ele a confiança demora a florescer, sem ele o ajudado leva mais tempo para crescer, ou nem chega a fazer isto.

Apesar de estarmos acostumados a considerar médicos, enfermeiros, psicólogos ou psicoterapeutas as pessoas mais indicadas para serem ajudadores todos nós podemos ser. Todos nós podemos nos tornar pessoas significativas e desta forma colaborar para espalhar esta ajuda a um número cada vez maior de pessoas. Possibilitando que cada vez mais pessoas se tornem significativas para com seus semelhantes, em uma espiral crescente onde todos se beneficiam.

Relação de Ajuda


A relação de ajuda é um termo muito utilizado em Psicologia e em Psicoterapia. Consiste na relação que se estabelece entre o ajudador, que é a pessoas que possui algumas habilidades capazes de auxiliar o ajudado, que é quem recebe a ajuda, a pessoa que está precisando de um auxílio para superar alguma dificuldade em sua vida.

A relação de ajuda é algo bem definido, bem estruturado, existe uma técnica, um método. Vamos falar disto mais adiante.

Mas para que esta relação de ajuda se desenvolva é preciso que ela seja definida e conhecida. Um estudo muito importante sobre estas técnicas de Psicoterapia foi feito por volta de 1962, realizado por Carl Rogers e depois aprofundado por Robert Carkhuff e Bernard Berenson.

Rogers avaliou os clientes de vários terapeutas que usavam as mais variadas técnicas e abordagens teóricas disponíveis, foram feitos acompanhamentos e entrevistas antes, durante e depois do processo psicoterápico. Foi possível ao final dividir os clientes em dois grandes grupos: aqueles que melhoraram e os que pioraram após o processo de terapia.

Ao final também puderam tirar algumas conclusões muito interessantes:

  • em muitos casos a psicoterapia tem efeitos destrutivos sobre os clientes;
  • o crescimento do cliente não é função da abordagem teórica ou das técnicas usadas pelo terapeuta;
  • o crescimento do cliente é função de determinadas atitudes assumidas pelo terapeuta durante o processo psicoterápico.

Esta pesquisa permitiu que se estruturasse a relação de ajuda, tornando-a acessível a muitos terapeutas, quer sejam aqueles com uma formação tradicional, quer sejam aqueles com uma formação mais vivencial.

 

Extraído do livro:

Construindo a Relação de Ajuda. Clara e Márcio Miranda. Editora Crescer, 1983.