Iniciação – 3


Terminando.

Além das duas grandes ramificações podemos citar também mais duas
possibilidades: uma modalidade que prega a possibilidade de uma auto-iniciação e outra que prega que as iniciações podem ser feitas a distância.

Estas idéias encontram admiradores e contestadores.

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No primeiro caso o aluno mesmo irá proceder a sua própria iniciação. Sem a necessidade de um mestre.

O principal argumento usado é o de que Mikao Usui não foi iniciado. Então, em consequência outros também não precisariam.

Existem duas principais abordagens para esta visão.

Uma é a velha questão da cobrança. Contrários ao pagamento da iniciação
sugerem que a auto-iniciação daria mais liberdade e permitiria um maior desenvolvimento do Reiki.

Outra é a de que com as auto-iniciações o número de pessoas que se
tornariam reikiano iria aumentar.

Eu acredito que é viável para pouquíssimas pessoas. Apenas para aquelas que possuem uma grande disciplina e facilidade de aprendizagem. Para pessoas que possuem amplos conhecimentos, capazes assim de encontrar base para o processo como um todo.

O argumento de Mikao não sofreu uma iniciação é falho. Já que na escola
Japonesa não existe iniciações. Além disto Mikao era um monge budista. Com acesso a um amplo leque de conhecimentos e técnicas. E que não desenvolveu suas habilidades de um dia para outro, ao contrário, teve um longo tempo de dedicação e preparação.

Para nós ocidentais que mal conseguimos empreender uma meditação
diária, mal conseguimos nos disciplinar em auto-aplicação, em uso dos 5 princípios fica muito complicado, muito difícil avançar de forma autônoma no Reiki.

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O segundo caso se embasa na possibilidade de envio da energia a distância. Se podemos proceder uma cura a distância, enviar a energia do Reiki de um local para outro sem limites físicos e temporais também podemos proceder uma iniciação, que é basicamente uma transmissão de energia.

É claro que aqueles que defendem a escola Japonesa desconsideram esta
possibilidade. Mas isto pode ser contestado já que os Reijus utilizados nos seminários também pode ser enviado a distância. Assim sendo nada
impede a formação do reikiano a distância, mas dada a cultura japonesa a necessidade da interação entre mestre e discípulo, a necessidade da avaliação do desenvolvimento do aluno acabam por inviabilizar o método.

A iniciação a distância abre muitas possibilidades. É praticamente uma
revolução. Tem suas vantagens e desvantagens. Mas é uma realidade.

Temos como exemplo o Projeto Luz e os seus 10 anos de existência. Projeto sério, bem embasado, bem conduzido e com resultados que falam por si só.


Eu recomendo que se experimentem duas possibilidades iniciação presencial e iniciação a distância. A auto-iniciação eu não recomendaria.


Somente através da experimentação, da vivência podemos construir a nossa própria realidade, o nosso próprio conhecimento. É claro que as vezes precisamos acreditar nas pessoas que nos inspiram, mas experimentar a nossa própria realidade é algo que precisa ser feito. Só assim iremos crescer.

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Iniciação – 2


Continuando.

A outra ramificação do Reiki mais conhecida como Ocidental e disseminada pela mestra Takata é a mais conhecida e a mais popular de todas.

A mestra Takata fez algumas modificações no sistema criado por Mikao Usui que facilitaram o ensino do Reiki entre ocidentais, que reconhecidamente não possuem a disciplina e dedicação dos povos orientais, mais especificamente japoneses, chineses e tibetanos.

O método sofreu algumas alterações ao longo do tempo. Foram criada as
divisões em níveis, I, II, IIIA e IIIB, foram inseridos símbolos com diversas finalidades, usados inclusive na iniciação, diversos conteúdos foram sendo sistematicamente acrescentados tais como noções de estrutura energética, posições definidas, chakras, glândulas, entre outros.

Para passar de um nível para outro basta pagar a iniciação. Não se comprova nada. É claro que algumas modalidades exigem a apresentação de
um diploma, mas outras tantas não.

A partir desta visão da Takata o Reiki se alastrou por todo o mundo.
Mas também muitas lendas foram sendo criadas, tais como Mikao ser um padre cristão, monge cristão, missionário, doutor, professor de Universidade, admirador de Jesus, etc, etc, etc..

Lendas que até hoje são propagadas e ensinadas por mestres das mais
variadas modalidades.

Surgiram também, ao longo do tempo, uma grande variedade de métodos
baseados no Reiki de Mikao Usui, podemos citar: o Celtic Reiki, Reiki
Xamã, Karuna, etc. E também técnicas que com mesmo fundamento do Reiki
apresentaram variações que implicaram em mudanças de nome, podemos citar

o Magnified Healing, criado por mestras de Reiki e tendo a presença da
Kwan Yin, também ligada ao Karuna Reki, Karuna Ki.

Muitos consideram a grande variedade de escolas de Reiki algo fundamentalmente ruim. Por denegrirem a imagem do Reiki original, por incluir
símbolos diferentes, por incluir práticas diferentes.

Muitos consideram a grande quantidade de mestres de Reiki e reikianos também fundamentalmente ruim. Já que ao se popularizar foram aos poucos
incluindo suas crenças no sistema Reiki em que si iniciaram.

Eu acredito que em todas as áreas em que o ser humano atua ocorrem
distorções. Mas não adianta tentar se evitar que o conhecimento seja divulgado ou se popularize. É preciso educar, orientar. Com o tempo o que há de errado e inútil acaba por ser excluído naturalmente.

Algumas escolas de Reiki optaram por restringir a forma de expansão da
técnica. Podemos citar o Karuna Reiki que teve seu nome registrado, seus
alunos e mestres são registrados e há um controle do que é ensinado, do
que é cobrado. Estas tentativas existem até hoje.

Eu também acredito que são necessárias. Servem para balizar, servem para estruturar melhor o conhecimento. Mas incorrem em erro quando tentam excessivamente controlar mestres, alunos e conteúdo.

A padronização que estas escolas oferecem é importante para muitos alunos, que ao se depararem com tantas informações contraditórias se sentem perdidos.

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Ao final existe liberdade de escolha. Existem tantas opções quanto alunos interessados.

Iniciação – 1


A questão do Reiki necessitar de uma iniciação e da possibilidade desta ser cobrada é de longa data uma grande discussão.
Já se escreveram teses, livros, grandes debate foram feitos sobre o tema.
Vejamos algumas considerações interessantes:
– Podemos dividir o Reiki em dois grandes ramos. Um chamado Reiki Tradicional ou Japonês que está afeito as técnicas usadas e criadas por Mikao Usui. Este Reiki é ensinado pela Gakkai, escola de Reiki fundada pelo Mikao e que tem sua sede em Tóquio, no Japão. Saliento que a Gakai só aceita alunos japoneses, é extremamente fechada e tradicional em seus valores.
Temos no Ocidente algumas modalidades de Reiki que procuram seguir esta mesma metodologia, talvez a mais estruturada, não sei se a mais famosa, seja o Jikiden Reiki®, cujos seminários são ministrados por Frank Arjava Petter. Inclusive no Brasil.
Nesta ramificação não existem iniciações e os símbolos não são colocados na aura do futuro reikiano. Como não existe iniciação os símbolos não são usados para este propósito.
Nestes seminários ocorrem os Reijus, dados pelo mestre. Vários destes ao longo do seminário concorrem para que uma pessoa se torne reikiano.
Esta é a forma original, ou a que mais se aproxima da original, criada por Mikao.
Salienta-se que neste sistema não se avança de um nível para outro de forma automática. É preciso comprovar a aprendizagem do nível anterior.
Ou seja, é preciso muito mais dedicação.
Existe também um mestre que detém o conhecimento, domina a técnica e que conduz o discipulo, ou futuro reikiano ao longo do seminário.
Os seminários são mais longos que em outras modalidades e são cobrados valores compatíveis com a qualificação do mestre.

* Uma observação particular é que a série de Reijus necessárias para que o aluno se torne um reikiano pode ser comparada a uma iniciação!!!!!!

Não é o que se afirma, mas é praticamente o que ocorre.


Continuamos nos próximo.

Sobre o estilo de postagem


Olá,

Eu trabalhei por muitos anos como professor de informática. Ensinei um público bem diversificado, incluindo: homens, mulheres, jovens, idosos e crianças. Pessoas com conhecimento prévio de informática e pessoas sem qualquer conhecimento.

A maioria chegava para as aulas com grandes expectativas, muitas delas fora do contexto do curso, outras bem localizadas e direcionadas.

Já trabalhei como vendedor por alguns anos e também no atendimento ao público em órgãos diversos.

Ao longo do temo um dos meus maiores esforço foi o de fazer uma tradução das informações, foi o de buscar uma forma de transmissão das informações que fosse simples, direta e verdadeiramente útil para todos.

Este esforço faz parte da minha natureza, não há nada de forçado ou de trabalhoso nele. Acredito que consegui na grande maioria das vezes cumprir esta tarefa.

Agora nas minhas atuais atividades como curador, mestre em Reiki e conselheiro esta característica encontra também uma via muito prática para se expressar. O bom relacionamento que consigo manter com todos que de mim se aproximam se deve a esta forma de agir, falar e me expressar.

Sempre evitei, em todas as minhas atividades, o uso de recursos que tornassem o meu discurso intangível, obscuro, distante do dia a dia. Prefiro uma comunicação direta, prática e objetiva. Nem sempre podemos fugir do uso de termos técnicos e específicos da área na qual estamos trabalhando, mas o excesso tende a dificultar a comunicação e o entendimento.

Infelizmente muitos profissionais usam diversos recursos com o objetivo de confundir, semear a discórdia e a dúvida. Na verdade o objetivo maior é a dominação. A afirmação da sua capacidade sobre a dos demais. Desta forma acreditam que obtém um vantagem significativa, desta forma muitos se sentem maiores, melhores, mais importantes.

Conhecimento é poder. Isto não pode ser negado. A utilização correta do conhecimento pode produzir riquezas enormes, pode manter hegemonias econômicas, políticas. Talvez por isto que educação não é a grande prioridade dos governos, pois manter o povo na ignorância torna mais fácil a tarefa de conduzí-los para onde se pretende. Manter as pessoas na ignorância torna mais fácil a tarefa de manipular as massas de acordo com a necessidade e os objetivos nem sempre corretos.

Então o meu esforço todo ao longo de tantos anos sempre foi o de facilitar o acesso das pessoas ao conhecimento. Por isso uso, e sempre usei, uma linguagem acessível, direta e objetiva. Evito os floreios, evito o excessivo uso de termos técnicos e jargões de determinada área do conhecimento.

Talvez na minha ânsia de traduzir as informações para uma linguagem mais acessível eu acabe perdendo um pouco da pompa que segue muitos outros profissionais. Talvez a minha credibilidade aparente não seja muito grande. Provavelmente muitos dos que estão lendo o que eu publico não considerem impactante, definitivo o que escrevo. É um risco que sempre vou correr. Mas, ao observar a grande maioria das pessoas que entram em contato comigo pessoalmente e que após uma breve conversa se sentem felizes por conseguir entender muitas coisas que acontecem com elas, muitos fatos que vivenciaram e que não conseguiram explicar, muito menos expressar para outrem, me sinto totalmente recompensado. Na verdade me sinto privilegiado por poder exercer esta tarefa e por conseguir cumprir o que me proponho.

Então, caro leitor, não espere encontrar grandes teorias, textos excessivamente técnicos e obscuros. Não imagine que vou lhes ofertar conhecimentos únicos e raros. O que tento fazer neste blog é simplesmente traduzir uma grande variedade de conhecimentos que obtive ao longo dos anos em várias áreas de uma forma prática e acessível. Fiquem a vontade para questionar e debater o que está escrito, esta é a melhor forma de crescermos.

Obrigado a todos pela oportunidade.

T+

Sobre o conteúdo dos cursos


Muitas pessoas que pretendem se tornar reikianos questionam o nível de conhecimentos que precisam ter, ou desenvolver, para isto.

A resposta, que muitas vezes soa radical, é nenhum.

Esta é mais uma das características do Reiki que eu considero fantástica.

Aprende-se o básico durante um curso de nível I que pode durar de 4-6 horas e isto é o suficiente. A partir da iniciação podemos, e devemos, aplicar o Reiki nas mais variadas situações.

E o Reiki é realmente simples.

Aqueles que ainda não leram muito sobre o tema, que ainda não pesquisaram, ficam mais tranquilos e seguem o processo de aprendizagem de forma natural.

Aqueles que já possuem um pouco mais de conhecimento começam então um processo de separar o joio do trigo, ou seja, separar o que é Reiki do que não é.

Parte desta dificuldade inicial se deve diretamente aos mestres de Reiki. Partindo de uma necessidade de incrementar seus cursos, ou mesmo de demonstrar o nível de conhecimento que possuem eles acrescentam tantas informações em seus cursos, apostilas, livros, blogs e sites que acabam por distorcer a simplicidade original que o Reiki possui.

Um curso de Reiki nível I dura 4 horas se falarmos apena de Reiki. Se as dúvidas e as orientações se mantiverem dentro do escopo Reiki. Já um curso com uma carga mística, esotérica, dura 1, 2 ou 4 dias. Tempo proporcional a necessidade de explanação e explicação adicional que o conteúdo exigirá.

Some-se a isso um grande número de alunos em uma turma e com toda certeza o conteúdo não vai ser exposto o suficiente, ao final o aluno sairá sabendo um pouco de tudo e muito pouco de Reiki.

O que se acrescenta normalmente ao Reiki? De tudo um pouco. Começando por chakras, glândulas, anatomia do corpo humano, conceitos de corpos energéticos, cristais, tarô, mediunidade, florais, sistemas divinatórios, teorias psicológicas, pêndulos, meditação, astrologia, mandalas, xamanismo e acupuntura entre outros tantos.

Tudo depende da formação do mestre e de quais assuntos ele domina ou prefere no momento. E esta tendência mais atrapalha do que auxilia o futuro reikiano. Além disto muitas questões importantes sobre o Reiki acabam sendo deixadas de lado ou tendo pouca orientação.

Apesar de que alguns possam argumentar de forma contrária a simplificação eu a considero ideal.

Ensina-se o necessário para que o futuro reikiano saia tranquilo e capacitado a executar. Após isso pode-se agendar uma aula, um atendimento diferenciado para resolver e explicar as mais variadas questões que angustiam o reikiano mais dedicado, curioso e pesquisador. Este momento é o ideal para estas questões, que vão surgir com o tempo e com a interação do reikiano com a técnica e com o universo no qual ela está inserida.

Eu sempre saliento estes limites com meus futuros alunos. Deixo-os bem tranquilos com relação a se respeitar o ritmo de cada um.

É claro também que algumas vezes o aluno demonstra um nível de conhecimentos avançados na área e, em cursos mais exclusivos, pode-se entrar mais a fundo nas questões que surgem a medida em se vai avançando no conteúdo. Assim, dentro de uma sequência que contemple o conteúdo surgem espaços para questionamentos diversos que contribuem em muito para ampliar os limites originais.

Todos os conteúdos citados anteriormente como algo fora do Reiki são interessantes e complementares, permitem uma ampliação considerável dos conhecimentos do reikiano e também abrem portas importantes no desenvolvimento do mesmo. E isto é possível de se incluir na medida em que se respeite um cronograma de aprendizagem, na medida em que o mestre se preocupa em estruturar o seu curso, pensando menos em aparentar e mais em formar um reikiano capaz de usar a técnica com confiança e responsabilidade.

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Iniciações e queimas de carmas


Muitas das iniciações que fazemos implicam em um momento especial que é a queima do nosso carma.

Para a imensa maioria de nós que ainda vive presa a esta crença este momento representa um oportunidade ímpar. Como se um pequeno portal fosse aberto para nos oferecer uma forma muito, mas muitíssimo amorosa, de avançarmos rapidamente em nossa evolução.

Nas primeiras vezes que me defrontei com esta questão tive alguma dificuldade de aceitar, entender e assimilar. Dadas as minhas crenças isto não me parecia muito justo, muito correto. Seria quase um dízimo, através do qual iríamos comprar um pedacinho de céu.

Aos poucos, lendo, estudando, ponderando fui absorvendo mais informações que me levaram a uma compreensão diferente do que acontece.

A queima do carma, o processo de zerar o carma que temos que ocorre em uma iniciação de Reiki, ou de Magnified Healing, por exemplo é motivada por um motivo diverso do merecimento. O motivo real é a compaixão.

A compaixão que os seres iluminados sentem por nós, seres humanos normais, imersos em um mundo de ilusão e de infinitas possibilidades de aprendizado.

Estes seres iluminados se manifestam de muitas formas. De acordo com a cultura, de acordo com a necessidade. O amor que sentem por todos nós os faz buscar formas de atenuar as nossas dificuldades e de nos oferecer outras alternativas.

Partem de nossa vontade de crescer, por mais ínfima que seja, que se materializa no momento em que buscamos uma forma mais desinteressada de auxiliar a nós mesmos e a nossos semelhantes. Como em uma iniciação de cura.

Este pequeno e inefável desejo já é suficiente para que esforços os mais variados sejam colocados em movimento para que possamos realmente concretizar a nossa vontade.

Este seres iluminados, mestres, amparadores, mentores espirituais, divindades as mais diversas são apenas alguns de nós que avançaram antes, que se iluminaram antes e que sentem a necessidade de compartilhar este conhecimento, esta energia, este amor incondicional.

Um exemplo com o qual tenho imensa afinidade é a Kwan Yin. Uma divindade chinesa que aos poucos está espalhando sua energia por todo o planeta. Contemplando todos os seres com sua energia de compaixão e amor.

Esta compaixão permite então o perdão, a queima do carma negativo que impede a nossa evolução. Mas mesmo com todo o empenho, com toda a vontade celestial envolvida o processo não é simples. Os sistemas de crença que temos, alguns extremamente arraigados em nossa mente, em grande parte das vezes impede que o processo seja permanente.

Mesmo que no momento a benção dada nos afete positivamente se não demonstrarmos um desejo, uma vontade firme de concretizar esta benção tudo volta. Toda a negatividade volta, as dívidas voltam, os pensamentos negativos e equivocados voltam.

Acho que sempre se conseguem pequenas melhoras, mesmo que temporárias. Mas suficientes para incrementar nossa jornada, facilitando processos futuros.

Independente do resultado é necessário agradecer. Agradecer profundamente esta demonstração de amor que Deus tem para com todos nós. E precisamos fazer isto mais e mais. Até reunirmos energias para novas iniciações e novas queimas, até o momento em que poderemos dar um salto evolutivo importante e necessário.

Crenças


A noção de carma, ou karma, é parte de um sistema de crença.

Um sistema de crença é um grupo, um conjunto de ideias nas quais acreditamos e, que dificilmente, contestamos. Até o momento em que elas se mostram insuficientes para responder as nossas necessidades emocionais, intelectuais ou espirituais.

Temos tantos sistemas de crença em nossa mente que nos perdemos, nos afastamos de nossa essência, isto resulta em um déficit de energia, um vazamento de energia, constante e poderoso. Poucos se dão conta disto, poucos percebem o alcance do dano.

Nos acostumamos com os sistemas de crença. Na verdade eles fornecem um mapa seguro através do qual nossa mente pode se expressar no mundo, através do qual podemos encarar uma determinada existência. Sem os sistemas de crença a maioria de nós acaba por se perder, por se confundir, por criar realidades que não existem.

Mas o uso dos sistemas de crença termina por cobrar um preço muito alto. Eles nos engessam. Eles impedem o nosso crescimento o desenvolvimento físico, emocional, mental e espiritual. Nos impedem de ver o nosso lado mais sagrado, mais divino.

O que fazemos ao longo da vida é trocar alguns sistemas de crença. Quando um deles já não responde mais aos nossos anseios, quando percebemos que podemos ser ou fazer muito mais então acabamos por trocá-lo.

A troca de um sistema por outro é, na maioria das vezes, feito de forma inconsciente. Até que atingimos um determinado ponto em nossa jornada em que começamos a efetuar esta troca de forma mais inteligente, mais racional. A partir do momento em que começamos a avaliar e questionar um determinado sistema que usamos vamos descobrir seus pontos falhos e verificar que ele já não serve mais. Então buscamos um novo referencial, um novo sistema que nos satisfaça.

Assim vamos passando de um sistema para outro em uma longa e cansativa sequência. Até o momento em que percebemos que esta tarefa, de trocar de sistemas, não precisa ser linear, sequencial. Que podemos queimar etapas e descartar sistemas semelhantes. Não é uma tarefa fácil, não é uma tarefa para todos, mas é possível.

A questão do carma, do olho por olho, dente por dente e a necessidade de infinitas encarnações para ressarcimento de dívidas já vem sofrendo várias ofensivas ao longo do tempo. Algumas muito pouco orientadas, embasadas mais em sentimentos de discordância e repúdio do que em bases racionais.

Como todo sistema de crença a limitação que sofremos ao acreditar em carma é muito grande.

Mas a pergunta é: estamos preparados para algo diferente, um pouco mais livre, um pouco mais aberto?

E a resposta é: depende. Depende muito.

Para a imensa maioria de nós a resposta é não, direto, firme. Esta maioria não saberia o que fazer se esta crença fosse derrubada, ainda precisam experimentar muito para alterar este padrão. Mas todos nós chegaremos lá um dia.

Para alguns poucos falta apenas uma intuição, um insight, um tanto de energia. A partir deste momento nos moveremos mais rapidamente em nossa jornada, deixaremos para trás não só esta mas várias crenças arcaicas e desnecessárias. Abrindo novos e amplos horizontes em nossa existência.

Um livro interessante neste momento: O Poder do Agora, de Eckhart Tolle.