1) Reiki é uma religião?


Não.

A definição de religião não é um consenso. Desta forma ela pode ser manipulada de acordo com as conveniências.

Desde o princípio o ser humano sentiu uma necessidade de explicar o que não entendia e de se relacionar com estas forças, naturais ou sobrenaturais. Tais como o Sol, a Lua, o fogo, o raio.

A religião faz parte da vida do Homem. É uma das mais universais formas de expressão.

Podemos definir religião como sendo um conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa, ou grupo de pessoas. A religião possuí algumas características que se reproduzem nas suas variadas formas de expressão, tais como: divindades, visão do mundo, ritos, práticas e ofícios, representantes, locais de culto.

Existem no planeta diversas religiões e estas se sucedem da mesma forma que as civilizações, ou seja, surgem, crescem, se desenvolvem e morrem.

As principais religiões, de acordo com o número de fiéis, atualmente:

Cristianismo: 2,1 bilhões;

Islã: 1,5 bilhão;

Ateus, agnósticos, sem religião: 1,1 bilhão;

Hinduísmo: 900 milhões;

Religiões populares chinesas: 394 milhões;

Budismo: 376 milhões;

Religiões tradicionais africanas: 100 milhões;

Sikhismo: 23 milhões;

Judaísmo: 14 milhões;

Espiritismo: 15 milhões;

Fé Baha´i: 7 milhões;

Jainismo: 4,2 milhões.

Fonte: www.adherents.com

Podemos classificar as religiões da seguinte forma, e também citar exemplos:

Panteístas: religiões silvícolas, xamãs, druidismo, africanas, indígenas. Nestas Deus está em tudo que existe;

Politeísmo: religião Grega, Egípcia, Xintoísmo, Aztecas e Maias. Aqui a divindade assume qualidades humanas;

Monoteísmo: Bhramanismo, Zoroastrismo, Judaísmo, Cristianismo, Islamismo e Sikhismo, Espirítismo. Surge a noção de um Deus único;

Ateísmo: Taoísmo, Budismo, Jainismo, Filosofias Neo-Platônicas a Ateísmo Filosófico. Negam a existência de um Deus.

Já o Reiki é definido como uma técnica de cura por imposição de mãos, utilizando-se de energias cósmicas e telúricas. Não é a única forma, mas uma delas.

Não existe no Reiki nenhuma divindade, crença, culto ou estrutura semelhante as existentes em religiões.

Existem práticas, definições, símbolos e princípios. As práticas referem-se a forma mais adequada, ou recomendada, de se aplicar o Reiki. As definições se referem a alguns conceitos teóricos tal como o que é o Reiki, como se efetuam as iniciações, sintonizações. Os símbolos que facilitam o processo de aprendizagem mas que não são obrigatórios e os 5 princípios: mantenha-se tranquilo, evite preocupações, seja grato, cumpra suas atividades e seja gentil com todos os seres. Os princípios se revelam mais como uma filosofia de vida.

O Reiki foi criado por um monge budista, Mikao Usui, que não impregnou a técnica desenvolvida com os conceitos particulares da sua religião. Foi também divulgado por uma mestra havaiana, Takata, que utilizou-se de conceitos cristãos como forma de popularizar a técnica. Fora estas duas referências não há no Reiki nada mais que permita considerá-lo uma religião.

Algumas variações no Reiki Tradicional ocorreram com o tempo, acréscimos foram efetuados e vinculações com religiões e divindades foram criadas. De acordo com a necessidade do criador da variação e de suas crenças. Mas neste ponto fugimos do Reiki Tradicional Usui.

O Reiki ao trabalhar com a saúde e o desenvolvimento humanos tende a se relacionar com o sagrado e o divino. Ele incorpora na sua prática a religião do reikiano, suas crenças e a sua fé. Mas é algo particular e subjetivo de quem pratica o Reiki, não é motivado, ou direcionado pelo Reiki para uma determinada religião ou sistema de crença.


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Reiki – perguntas, respostas e ponderações


Pretendo começar a postar uma série de questões pertinentes ao Reiki na forma de perguntas e respostas. Vou numerá-las para facilitar o desenvolvimento. Muitas destas perguntas circulam pela internet junto com várias, e confusas, respostas.

Espero poder acrescentar algum discernimento a cada uma delas.

Fica também o espaço aberto para questionamentos e debates.

Algo não se encaixa, uma falta de nexo


Existe uma pequena inconsistência!

Algo que não encaixa!

Mesmo com nossa percepção limitada podemos ocasionalmente, e brevemente, perceber.

Algo estranho na existência.

Pequenas ondulações na superfície.

Deixam um gosto estranho na boca!

Um vazio indefinível na alma!

Mesmo em uma breve passagem pela nossa consciência podem nos modificar, nos despertar.

Ou então adormecemos novamente, conduzidos pelo fluxo sem fim da vida.

Ondulações na superfície da existência.

Como o Reiki funciona


Na minha visão temos o seguinte:

a) absorvemos Rei, energia cósmica, pelo chakra coronário e absorvemos Ki, energia telúrica, pelo chakra básico e pelos chakras plantares;

b) estas duas energias passam pelo corpo do reikiano e se concentram no chakra cardíaco, onde então se fundem na criação do Reiki;

c) depois o Reiki se espalha pelo sistema energético do reikiano e sai em várias direções. Preferencialmente sai pelos membros superiores e inferiores, mãos e pés já que estes estão na periferia do corpo, mas nossa aura inteira emana o Reiki. Tem um texto interessante do William L Rand mostrando este processo;

A energia telúrica, da Terra, é usada em muitos sistemas de cura, cito o processo de quelação, descrito pela Barbara Brennan no livro Mãos de Luz, página 277. E eu acredito que ela, energia telúrica, tem a contra-partida energética para se unir com a energia Rei capaz de dar origem ao Reiki.

Da forma que eu descrevi o Reiki não se utiliza da energia Ki do reikiano, preservando-a, ao mesmo tempo em que contempla o nosso sistema energético com a passagem das energias Rei e Ki para a formação do Reiki. A comprovação desta informação pode ser obtida junto aos próprios reikianos que relatam não terem mais a percepção de perda de energia após a iniciação em Reiki.

É interessante observar que esta visão elimina uma questão, muito explorada principalmente na internet, do canal reikiano estar sujo ou limpo. Pois desta forma não há participação do Ki do reikiano no processo. E também justifica o fato, também muito comentado, de que o reikiano fica com 20-30% da energia Reiki que canaliza.

Pode-se comentar também a possibilidade da se usar a energia Kundalini junto com a energia Rei. Esta hipótese não pode ser considerada, visto que, mesmo a Kundalini é energia do próprio reikiano.

Mais uma possibilidade considerada é o uso da energia do Tantien, normalmente referido com Tantien Inferior, que se encontra três dedos abaixo do umbigo. Esta situação se torna inviável pelo mesmo motivo do parágrafo anterior: é também energia do reikiano.

Este assunto está longe de ser um consenso entre os reikianos. Acredito que muito se pode aprender com este debate, mas na minha percepção esta visão que apresentei é a mais aceitável de todas.

Sobre a aplicação do Reiki


Alguns questionamentos interessantes sobre a aplicação do Reiki. Eles vão surgir a medida em que você começa a praticar o Reiki, tanto em si, quanto em outras pessoas.

Quanto a pessoa levantar ou interromper a aplicação eu não acho ideal. Pois há uma sequência na aplicação, ocorre toda uma preparação energética do local onde você está aplicando e esta energia vai sendo usada durante o processo todo. Qualquer interrupção quebra este equilíbrio tão sensível.

É claro que as vezes não tem como evitar. É um celular que não foi desligado, alguém que bate na porta, o cliente que sente vontade irresistível de ir ao banheiro, etc.

Um fato interessante é que muitas vezes eu não consigo controlar a aplicação, o processo vai em um ritmo próprio, particular de cada pessoa, eu apenas vou seguindo pelas posições costumeiras.

As vezes um ou outro pede que seja rápido, e eu preciso informar que não posso garantir. Muitas vezes consigo controlar este tempo, em outras não. Quando me dou conta já acabou ou então estou apenas no começo da aplicação.

Mas se não é o ideal a interrupção ela ocorre e não temos como controlar. Apenas tomar cuidados antes de iniciar para evitar que isso ocorra.

Quando há uma interrupção vai ser uma aplicação diferente, vai ter um resultado diferente. Nem sempre poderemos dimensionar o quanto, mas devemos confiar e aceitar que de alguma forma Deus, o Universo, quer assim.

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Sobre o toque. É bem diferente um auto-aplicação. A liberdade que temos é bem maior. E deve ser incentivada.

Precisamos amar mais nosso corpo, gostar mais e aceitar mais. Quando nos tocamos e nos maravilhamos com o corpo físico, com o que a natureza nos deu é como um momento mágico. É um gostar de si mesmo tão profundo e curativo que nos impressiona.

Quando estamos aplicando em outras pessoas já fica mais complicado. A palavra que define esta possibilidade é “confiança”. Quando eu aplico Reiki nos clientes eu toco apenas nos joelhos, pés e tornozelos. Salvo algumas vezes que sinto vontade de tocar outra parte do corpo. E aviso isso antes. Sinto que tranquiliza muita gente.

O fato de eu não tocar não significa falta de carinho, amor, compreensão. Significa liberdade para a energia se movimentar.

O toque faz parte do Reiki, que é um ato de amor.

Mas precisamos entender que a maioria das pessoas cuida mal do seus corpos, não expressam o carinho e o amor que deveriam por eles. Até abraços entre familiares são raros em muitos e muitos casos.

Assim quando você for aplicar Reiki em outras pessoas terá que conquistar a confiança deles primeiro, terá que criar um ambiente físico, energético, onde a pessoa se sinta a vontade para receber esta energia.

É um processo longo às vezes, rápido em outras. Depende de ambos, de você e da pessoa em quem você irá aplicar.

A conversa preliminar, franca, aberta, atenciosa irá auxiliar muito.


Possibilidades


Tenho pensado em duas possibilidades.

A primeira consiste em que tudo no Universo possui uma pequena fagulha divina, autônoma, sensível e em crescimento. Tudo desde uma pequena bactéria. Passando pelos diversos reinos: animal, mineral e vegetal.

Todos possuem em si uma pequena parcela do criador que os faz crescer, avançar, evoluir. Esta pequena fagulha é responsável então pela coesão necessária a própria existência e manifestações destes reinos.

Não discuto aqui a validade de cada um, a superioridade de cada um. Mas faço referência a ser cada um dos integrantes destes reinos um ser e, como tal, possuem consciência. Os graus em que ela se expressas são, desta forma infinitos, como são infinitas as formas de expressão de Deus.

Esta visão soa um pouco, ou talvez muito, fantasiosa. Já que considerar uma pequena pedra dotada de consciência pode parecer uma loucura. Ainda mais considerar que esta mesma pedra pode evoluir.

Mas é uma visão plausível por considerar que tudo o que existe provém de um criador. Criador este inteligente, de uma inteligência que supera a nossa pequena inteligência humana.

Uma segunda possibilidade fala de que Deus mantém tudo no Universo. Mas concede autonomia a uma pequena parcela de seres, neste caso apenas aos reinos animais e vegetais.

O restante da criação é mantido continuamente e de forma ininterrupta por Deus. A energia que provém do criador se encarrega de manter a coesão dos diversos sistemas.

Esta segunda opção não me parece muito inteligente, ou funcional. Devido a necessidade constante de atenção a ser dispensada pela divindade. Não que ela não tenha capacidade para isto, mas porque seria uma perda de tempo.

Além disto muitos não incluiriam os vegetais nesta opção, já que não conseguem comprovar a existência de inteligência entre eles. Mesmo que algumas experiências já tenham sido feitas onde a sensibilidade das plantas a música, por exemplo, tenha ficado patente.

Outros por considerar o ser humano como os únicos merecedores e capazes de receber esta dádiva, consciência, também desprezarão esta possibilidade.


Naturalmente me sinto inclinado pela primeira possibilidade.

Uso da Radiestesia


O nome Radiestesia contempla uma série de técnicas muito antigas utilizadas pelo Homem.

A identificação das diversas energias que interagem com o ser humano é uma arte muito bela e sensível. Nos dias atuais a Europa possui a primazia de ter a técnica reconhecida e utilizada. Nada mais natural pois foi lá que grandes radiestesistas surgiram e deram um impulso ímpar.

Usar o pêndulo para avaliar as energias do planeta e permitir ao Homem as utilizar em seu benefício, evitando sofrimentos desnecessários, poderia ser mais divulgado e mais considerado no Brasil e, provavelmente, em toda a América Latina.

Mas como tudo que trata de assuntos que, de forma incorreta, recebem uma aura mística a Radiestesia sofre discriminações e seus praticantes não se sentem a vontade para ampliar as suas aplicações de forma mais aberta.

É uma pena que isto ocorra pois os benefícios são muito interessantes. Entretanto, tudo faz parte do imenso círculo de desenvolvimento do planeta e de seus habitantes.