Buuuu


Buuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu

Bom, este pequeno susto é apenas para ver se você estava atento. Se não estava distraído, sonhador ou perdido em um mundo alternativo.

Pois, se você não está atento ao dia de hoje, provavelmente estará vivendo de sonhos, devaneios, possibilidades remotas.

Provavelmente não está cumprindo os Cinco Princípios do Reiki. Ou seja:

  • evite preocupações;
  • mantenha-se tranquilo;
  • seja grato;
  • cumpra suas atividades;
  • seja gentil.

Mas lembre-se, isto tudo apenas por hoje. Somente por hoje.

E, ao não fazer isso, você vai para um futuro que é improvável ou volta para um passado que já não existe mais.

Ao deixar que sua mente fique sem controle, dispersa você gasta sua energia. Cria situações mirabolantes que não vão se materializar e se enreda em experiências que já terminaram e que não tem mais importância.

Então. Vamos alterar este padrão. De três formas: seguindo os Princípios; mantendo uma atitude mental positiva; e cultivando bons sentimentos em seu coração.

Seguir os Princípios é simples. Recite os, em voz alta e em seu coração, de manhã e a noite. Isto irá, aos poucos, alterar a sua vida, para melhor.

Manter uma atitude mental positiva implica em afastar da sua mente consciente tudo que é negativo. Pensamentos repetitivos, egoístas, tristes. Você começará a atrair para a sua vida apenas o que é benéfico e construtivo. Não se trata de negar as coisas ruins e negativas que existem. Trata-se isto sim de valorizar o que é bom.

Da mesma forma cultivar bons sentimentos. Encha seu coração de compaixão para com todos os seres. Isto equivale ao 5º princípio do Reiki. E, ao afastar, do seu coração os sentimentos ruins você se tornará uma pessoa melhor.

Cada pessoa que melhora acaba por melhorar tudo ao seu redor. Acaba por melhorar o planeta e o universo. A reação em cadeia que isto promove é muito ampla. Deveria se o objetivo número 1 de cada um de nós.

Eu acredito que chegaremos lá!

Uma parábola Budista


Na seção Terra Pura do Dharmanet há um precioso ensinamento, de Kalu Rinpoche, sobre Amitabha (figura), o Buda da Luz Infinita. Esse texto inclui uma história sobre a possibilidade universal, independente de crenças, de renascermos na Terra Pura da Luz Infinita:

Há muito tempo, vivia um homem velho e corajoso, muito hábil em sua profissão de carpinteiro, mas muito pobre de inteligência, não tendo nenhum conhecimento do Dharma. Sua filha, em contrapartida, possuía uma boa mente, que aplicava tanto nos negócios deste mundo quanto nas questões espirituais. O carpinteiro amava-a muito e sua confiança nela era tão grande que ele fazia, sem nunca lhe perguntar o porquê, tudo o que ela lhe dizia. A filha, consciente de que se aproximava a hora de seu pai abandonar este mundo, gostaria de ensinar-lhe pelo menos alguns rudimentos do Dharma para ajudá-lo na passagem para o além, mas ela sabia que, mesmo isto, ele não poderia compreender. O que fazer para ajudá-lo?

Refletindo, encontrou um meio. Uma noite, disse para seu pai que ela estava muito feliz e contou-lhe o que tinha acontecido: “Você sabe, meu pai, quem eu encontrei hoje? Um homem vindo de um país muito belo, situado no sol poente, que se chama Terra da Beatitude. Ele foi enviado por um lama muito bom que vive lá. Sua reputação de carpinteiro, meu pai, é tão grande que chegou até ele, tanto que ele quer que você lhe construa uma casa. Não é maravilhoso? Eu não hesitei em dar meu consentimento por você, ainda que o trabalho será muito bem pago. Quanto à data de realização do trabalho, ela ainda não foi definida e, no momento certo você ficará sabendo”.

O carpinteiro pensou que o lama do qual sua filha falara só poderia ser alguém muito poderoso que reinava em um país muito grande. E já que sua filha tinha dado seu consentimento, ele iria. De tempos em tempos, ela lhe falava de novo dessa longínqua Terra da Beatitude, de seus parques encantadores, da suavidade do clima, da gentileza de seus habitantes e da grandeza do lama que o governava, de maneira que o desejo de ir para lê tornava-se cada vez mais intenso na mente do carpinteiro.

Logo o pai ficou doente e a doença piorou rapidamente.

Não tenha medo — dizia-lhe, entretanto a filha — logo você ficará curado. O momento de ir à Terra da Beatitude construir a casa aproxima-se. Não se esqueça que fiz a promessa por você e que você deve ir até lá.

O pai acreditava, assim, que iria se curar. Mas seu estado continuava a piorar. Quando estava prestes a morrer, a filha disse-lhe ainda:

Meu pai, hoje é um grande dia. O momento de ir à Terra da Beatitude chegou. Você deve ir. Você ficará curado e irá.

Persuadido de que era verdade, ele morreu com esse pensamento. Quando, após o período de inconsciência que segue a morte, ele despertou no bardo, esse mesmo pensamento foi o primeiro a apresentar-se a sua mente: “Minha filha me disse eu devo agora ir para a Terra da Beatitude”.

Então, Amitabha e seu círculo apareceram-lhe e ele foi para onde sua aspiração o guiava.

O velho homem não conhecia o Dharma, mas tinha confiança em sua filha que o amava e tomara por verdadeiro tudo o que ela lhe dizia. Portanto, ele estava convencido da existência desse lugar delicioso chamada Terra da Beatitude, onde vivia um lama muito poderoso. Pensar que ele iria para esse país causava-lhe uma grande alegria, e sua aspiração de ir até lá era muito forte. A ausência de dúvidas e a orientação determinada de sua mente fizeram com que ele fosse para lá efetivamente.

Mesmo que não possamos nos consagrar de modo intenso à acumulação de mérito e à purificação, se, simplesmente desenvolvermos a aspiração de renascer na Terra da Beatitude, se orarmos sinceramente para isso, e se, com uma grande fé, recitarmos os textos que exprimem essa aspiração, quando morrermos, pela conjunção de nossos próprios desejos e os de Amitabha, renasceremos nesse domínio de manifestação pura.

O acesso à Terra da Beatitude implica a obtenção automática da primeira terra de bodhisattva. Ali, somos totalmente livres do sofrimento, já que é dito que ali não se encontra nem mesmo um único fio de cabelo de sofrimento. Por outro lado, adquirem-se aptidões muito mais vastas que aquelas que dispomos atualmente: principalmente a capacidade de produzir cem emanações de nós mesmos, não sob sujeição do karma, mas livremente, com objetivo de socorrer os seres da Terra ou de outros mundos.

A noção de terra pura é abordada de modo sensivelmente diferente no Ocidente e no Oriente. Os tibetanos e os chineses ou os japoneses são os herdeiros de uma tradição buddhista muito antiga, de modo que admitem espontaneamente, sem sentir a menor dúvida, da realidade da Terra da Beatitude. Orar para renascer ali é um prolongamento natural da fé deles. Os ocidentais encontram-se em uma posição diferente: de um lado, o buddhismo não está enraizado em seu meio cultural; de outro lado, desenvolveram, durante seus estudos, uma mente muito crítica. Tanto que, mesmo que considerem a possibilidade da existência da Terra da Beatitude, eles o fazem mais como hipótese do que como certeza.

Entretanto, considerando sua inteligência e sua poderosa capacidade de estudar, os ocidentais podem facilmente compreender os ensinamentos do Buddha e o da Terra da Beatitude e apreender sua autenticidade, assim como sua natureza inteiramente benéfica. Eles poderão a partir de então ter a mesma convicção que os orientais.

Questão: A Terra da Beatitude possui uma existência em si ou é apenas uma projeção da mente?

Kalu Rinpoche: As terras puras são o resultado das aspirações dos Buddhas e dos bodhisattvas para o bem dos seres.

Renascer na Terra da Beatitude não significa atingir o estado de Buddha, mas somente a primeira terra de bodhisattva. Portanto, ainda é preciso percorrer as dez terras que levam ao Despertar último. É preciso observar também que a partir do momento em que se alcança esse domínio de manifestação, não é mais possível recair no samsara.

Fonte: http://www.dharmanet.com.br/amitabha/dewachen.htm