Se encontrar o Buda, mate-o!


Há muito tempo atrás eu li uma pequena parábola zen que dizia o seguinte:

  • Se encontrar o Buda, mate-o! Se encontrar o Mestre, mate-o!

Li isto em uma revista em quadrinhos, nem havia lido nada ou mesmo encontrado algum comentário sobre o Zen Budismo e, confesso, na época passei algum tempo pensando nisto. Mesmo porque na história o Mestre foi morto por uma espada.

Desta forma eu fiquei muito impressionado por esta visão materialista. Encontrar um Mestre e não aproveitar o encontro, mas matá-lo!

Depois de muitas leituras e pesquisas encontrei outra visão a respeito do assunto.

Matar o Buda, matar o mestre é uma forma figurativa de expressar uma idéia.

A idéia de que a figura do Buda pode impedir i seu crescimento. O mestre pode ser um fator limitante na sua vida. Algo que impede você de dar um passo a mais, busca novos horizontes.

Esta limitação tolhe a sua liberdade e você precisa superar este momento. Então a morte do Buda em sentido figurado consiste em apagar de sua vida tudo o que ele representa, abrindo espaço para que o novo seja inserido, para que as possibilidades aumentem.

Ao longo da vida vamos matar muitos mestres. Em outras palavras, vamos passar por várias fases e, em cada uma delas teremos limites que precisarão ser rompidos.

Em muitos destes momentos exitaremos, vamos nos apegar ao velho, ao antigo, ao tradicional. E vamos passar algum tempo nesta indecisão, até reunirmos forças para dar o passo necessário.

Precisamos aprender com estas experiências, para evitar a perda de tempo desnecessária quando novos mestres precisarem ser deixados para trás.